Ataques do Irã danificam bases militares dos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos
05 MAR

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Cotidiano
Cláudia Regina Lima Por Cláudia Regina Lima - Há 1 mês
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Novas imagens de satélite obtidas recentemente revelam que bases militares dos Estados Unidos na Península Arábica foram alvos de ataques iranianos, com foco em destruir radares que são essenciais para a defesa contra mísseis e drones. Uma das imagens, datada de segunda-feira, 2 de março, mostra a bateria de mísseis THAAD, localizada na Jordânia, danificada, possivelmente durante os primeiros dias de confrontos entre EUA, Israel e Irã.

A análise feita pela CNN indica que, além da Jordânia, estruturas que abrigam sistemas de radar semelhantes em duas localidades nos Emirados Árabes Unidos também sofreram danos, embora não se tenha certeza sobre a extensão das destruições. O radar é um componente crucial do sistema THAAD, que visa interceptar e neutralizar mísseis balísticos antes que atinjam seus alvos.

As forças dos EUA operam um total de oito baterias THAAD, com os Emirados Árabes Unidos mantendo duas e a Arábia Saudita uma. A bateria que foi danificada na Jordânia estava instalada na Base Aérea de Muwaffaq Salti, a mais de 800 quilômetros do território iraniano. O radar em questão é o AN/TPY-2, desenvolvido pela Raytheon, e seu custo estimado gira em torno de 500 milhões de dólares, conforme o orçamento da Agência de Defesa de Mísseis para 2025.

Segundo as imagens, foram observadas crateras de aproximadamente 4 metros de diâmetro próximas ao radar, sugerindo que os ataques podem ter exigido múltiplas tentativas para atingir o alvo, que é composto por cinco reboques de 12 metros. Todos os reboques pareciam ou destruídos ou severamente danificados. O radar e a bateria THAAD estavam na Jordânia desde pelo menos fevereiro, e as imagens mostram que foram atingidos no período entre 1º e 2 de março.

A base era um importante centro de operações para os EUA na região. Antes do início dos conflitos, mais de cinquenta caças, além de drones e aeronaves de transporte, estavam visíveis na pista da base. Também havia dezenas de hangares, possivelmente abrigando mais aeronaves, que estavam ocultas da visão de satélites.

Outros locais também podem ter sido afetados. Ao menos três estruturas em uma instalação militar perto de Ruwais e quatro em uma instalação em Sader, ambos nos Emirados Árabes Unidos, foram danificados entre 28 de fevereiro e 1º de março. A CNN identificou esses locais como abrigando baterias e radares THAAD, baseado em análises de imagens de satélite de anos anteriores.

Embora a CNN tenha tentado determinar se os locais atingidos eram utilizados por forças dos EUA ou pelas baterias vendidas aos Emirados Árabes Unidos, a falta de imagens de alta resolução dificultou essa confirmação. Especialistas afirmam que, embora danificar o radar não torne o sistema THAAD completamente inoperante, isso reduz significativamente sua eficácia. NR Jenzen-Jones, um especialista em armamentos, destacou a importância do radar AN-TPY/2 como o “coração” da bateria, essencial para o lançamento de mísseis interceptores e para a formação de um sistema de defesa aérea integrado.

Além disso, a perda de um radar desse tipo representa um impacto operacional considerável, uma vez que sua substituição não é simples e requer tempo e recursos. O THAAD possui uma vasta zona de cobertura, podendo proteger grandes áreas, mas é necessário que ele esteja integrado a outros sistemas de defesa, como o Patriot, para garantir uma proteção mais completa contra uma variedade de ameaças.

Recentemente, foram noticiados ataques iranianos que visaram bases e instalações militares dos EUA em toda a Península Arábica, com o intuito de comprometer equipamentos de comunicação, radar e inteligência. Esses ataques parecem ter como objetivo isolar as forças norte-americanas na região. Imagens de satélite também mostraram danos em um sistema de radar de alerta antecipado localizado no Catar, conforme analisado por Sam Lair, um pesquisador associado do Centro James Martin de Estudos de Não Proliferação.

Em resposta às crescentes tensões, um porta-voz do Pentágono declarou que, por questões de segurança operacional, não comentaria sobre a situação específica das capacidades na região. Autoridades jordanianas e dos Emirados Árabes Unidos foram contatadas, enquanto moradores dos Emirados relataram um aumento na atividade aérea de caças na quarta-feira.

Na terça, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, anunciou o envio de caças Rafale para sobrevoar o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, visando proteger suas bases militares. Embora não tenha fornecido detalhes sobre as missões, a presença das aeronaves reflete a preocupação com a segurança na região, especialmente em face das ameaças iranianas.

Desde o início do conflito, a quantidade de mísseis lançados contra os Emirados Árabes Unidos diminuiu significativamente, passando de 137 no primeiro dia de combate para apenas sete no dia seguinte, o que indica uma possível mudança na dinâmica dos ataques e na resposta defensiva.


Desta forma, os recentes ataques do Irã demonstram um esforço deliberado para desestabilizar a presença militar dos EUA na região da Península Arábica. O impacto nos sistemas de defesa, especialmente no que diz respeito ao radar THAAD, pode ter consequências significativas para a segurança regional e a estratégia militar dos aliados dos EUA.

Além disso, a integridade das operações de defesa antimísseis está sendo comprometida, o que pode levar a um aumento da vulnerabilidade em um contexto já tenso. A resposta internacional a esses ataques será crucial para a manutenção da ordem e da segurança na área.

Assim, é imperativo que ações diplomáticas eficazes sejam desenvolvidas para mitigar o conflito e buscar soluções duradouras. O diálogo entre as potências envolvidas é essencial para evitar uma escalada que possa levar a confrontos ainda mais amplos.

Finalmente, a situação exige não apenas uma resposta militar, mas também um enfoque em estratégias que integrem forças regionais e internacionais, promovendo um ambiente de cooperação. O fortalecimento das capacidades defensivas, aliado a uma postura diplomática ativa, pode ser a chave para garantir a estabilidade na região.

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Cláudia Regina Lima

Sobre Cláudia Regina Lima

Mestre em Comunicação e especialista em análise de tendências digitais. Atua desvendando mecanismos de informação no cotidiano moderno. Paixão por ética jornalística e ávida leitora de suspenses e thrillers brasileiros.