Quase R$ 1 bilhão do Fundo Rio Doce é destinado a ações de saúde em 2025 - Informações e Detalhes
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que, em 2025, repassou R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce para ações voltadas à saúde nos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais. Esses estados foram severamente atingidos pelo desastre ambiental que ocorreu em 2015, quando a Barragem do Fundão, em Mariana (MG), se rompeu, liberando cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O incidente resultou na morte de 19 pessoas e causou impactos significativos em 49 municípios, afetando tanto o abastecimento de água quanto a biodiversidade local.
As iniciativas de saúde fazem parte do Novo Acordo do Rio Doce, um mecanismo de reparação estabelecido para corrigir os danos gerados pelo rompimento da barragem, que era operada pela Samarco, controlada pelas mineradoras Vale e BHP Billiton. O acordo foi homologado em novembro de 2024 e destina um total de R$ 12 bilhões para ações de saúde, sendo que R$ 11,32 bilhões serão geridos pelo BNDES no âmbito do Fundo Rio Doce, enquanto os R$ 684 milhões restantes são de responsabilidade dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Entre os projetos planejados, destacam-se a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Além disso, serão estruturados o Centro de Referência das Águas e o Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas. A aplicação dos R$ 11,32 bilhões englobará ações em 38 municípios mineiros e 11 capixabas, com R$ 815,8 milhões destinados a projetos do Ministério da Saúde e R$ 1,8 bilhão para planos de saúde municipais. Outros R$ 300,2 milhões serão utilizados em pesquisas e análises pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), enquanto os R$ 8,4 bilhões restantes formarão um fundo patrimonial para melhorar as condições de saúde na região.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que as ações promovidas pelo Fundo Rio Doce não apenas ajudam na recuperação das áreas afetadas, mas também impulsionam a economia local e fortalecem a rede pública de saúde. Para Sergio Rossi, gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, os investimentos visam aprimorar a resposta da rede de saúde às necessidades da população na região.
O Novo Acordo foi assinado pela União, pelos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, pela Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton, além de instituições de Justiça, como o Ministério Público e a Defensoria Pública. O valor total do acordo é de R$ 170 bilhões, dos quais R$ 32 bilhões se referem a indenizações individuais e obrigações que a Samarco e suas acionistas devem cumprir, e R$ 38 bilhões já foram utilizados anteriormente. Os R$ 100 bilhões restantes serão desembolsados ao longo de 20 anos para os poderes públicos, com R$ 49,1 bilhões destinados a ações da União, que estão sendo aplicadas no Fundo Rio Doce sob a gestão do BNDES.
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