Aumento do preço do petróleo para US$ 80 pode reduzir déficit primário em 2026, aponta BTG Pactual
04 MAR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 mês
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Um recente relatório do banco BTG Pactual, divulgado nesta quarta-feira (4), sugere que um aumento no preço do petróleo para US$ 80 por barril, mantido durante o restante do ano, pode reduzir o déficit primário do governo brasileiro em quase 50% até 2026. Essa análise se baseia em novas projeções feitas pela instituição financeira, que anteriormente estimava o barril a US$ 65 e o dólar cotado a R$ 5,20.

De acordo com as previsões iniciais do BTG Pactual, um barril de petróleo a US$ 65 resultaria em um déficit primário do governo central, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, de cerca de R$ 50 bilhões. Esse déficit representaria aproximadamente 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Essas projeções não levam em conta exceções ao arcabouço fiscal, como os pagamentos de precatórios e investimentos nos equipamentos das Forças Armadas.

O BTG Pactual ajustou suas simulações para considerar os potenciais impactos dos recentes conflitos no Irã e as crescentes tensões no Oriente Médio, que incluem o possível fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de petróleo dos países árabes. Caso o preço do barril se mantenha em US$ 80, o relatório aponta que haveria uma arrecadação adicional significativa para o governo.

Se o preço do petróleo se estabilizar nesse patamar, estima-se que a arrecadação adicional em impostos federais, royalties e participações especiais destinadas à União poderia alcançar R$ 18,9 bilhões, além de R$ 4,1 bilhões em dividendos da Petrobras ao Tesouro. Esses valores, totalizando R$ 23 bilhões, não incluem as quantias que serão pagas a estados e prefeituras em royalties e impostos, bem como os dividendos destinados aos acionistas minoritários da Petrobras.

Por fim, em termos líquidos, essa mudança poderia reduzir o déficit primário para R$ 27 bilhões em 2026, o que representaria uma diminuição para -0,2% do PIB, segundo a análise dos especialistas do BTG Pactual. O relatório ressalta, porém, que qualquer aumento da inflação decorrente do conflito no Oriente Médio pode gerar pressão política por medidas que promovam alívio tributário ou um aumento do gasto público, a fim de mitigar os efeitos dessa inflação. Caso tais medidas sejam implementadas, elas poderiam compensar, total ou parcialmente, os ganhos fiscais esperados para este exercício.

Desta forma, a análise do BTG Pactual revela a complexa relação entre o preço do petróleo e a saúde fiscal do Brasil. O aumento no valor do petróleo pode ser visto como uma oportunidade, mas também traz riscos associados à inflação e à necessidade de medidas compensatórias.

É importante observar que, embora a previsão de redução do déficit seja promissora, a situação global e as tensões geopolíticas podem impactar diretamente esses números. O governo deve estar preparado para responder a essas variações de forma eficaz.

Ademais, a dependência do Brasil em relação aos preços do petróleo reflete a vulnerabilidade de sua economia a choques externos. Diversificar as fontes de receita e buscar alternativas sustentáveis é essencial para garantir uma base fiscal mais sólida.

Assim, o cenário apresentado pelo BTG Pactual serve como um alerta e uma oportunidade de reflexão sobre as políticas fiscais do país. O momento pode ser propício para discutir reformas que fortaleçam a resiliência econômica.

Finalmente, a situação atual destaca a necessidade de um planejamento fiscal mais robusto, que considere não apenas os ganhos imediatos, mas também os impactos de médio e longo prazo nas finanças públicas.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.