Banco Central defende ações em caso do Banco Master e propõe novas regras
09 FEV

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 2 meses
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defendeu nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, a atuação da autarquia no caso que resultou na liquidação do Banco Master. Durante um evento realizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em São Paulo, ele enfatizou a importância de um reforço nas regras relacionadas à gestão de ativos e passivos das instituições financeiras.

Galípolo destacou que, no Brasil, não há legislação que proíba um banco de captar recursos com taxas superiores ao CDI, prática que foi adotada pelo Banco Master. Ele afirmou que problemas de captação não devem levar automaticamente à insolvência, como ocorreu no caso do Master. "Um banco que consegue equilibrar bem seus ativos e passivos não deve enfrentar falências apenas por dificuldades na captação de recursos", afirmou.

O presidente do BC também abordou o trabalho contínuo de aprimoramento das normas e ressaltou a necessidade de um "enforcement" mais rigoroso nas regras que regem a relação entre ativos e passivos das instituições financeiras. Segundo ele, a experiência adquirida com o caso do Banco Master pode ser transformada em aprendizado para a criação de um sistema mais robusto.

Galípolo elogiou a proteção da autonomia do Banco Central, destacando o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o processo. Ele expressou sua gratidão ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por seu apoio reiterado e acrescentou que o presidente Lula tem enfatizado a necessidade de garantir a autonomia do BC e da Polícia Federal.

Ele também fez um resumo das dificuldades enfrentadas pelo Banco Master na captação de recursos a partir do final de 2024, que culminaram na rejeição da venda do banco para o Banco de Brasília (BRB) e na decretação de sua liquidação em novembro de 2025, cerca de um ano após o início das crises financeiras do banco.

Durante suas declarações, Galípolo enfatizou que o BC e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) trabalharam juntos para fundamentar as decisões tomadas sobre o Banco Master, destacando que esse trabalho colaborativo foi essencial para evitar maiores prejuízos aos credores.

As declarações de Galípolo surgem em um contexto de críticas à atuação do Banco Central, que, segundo alguns analistas, demorou a tomar providências em relação ao Master, que já enfrentava questionamentos sobre seu modelo de negócio desde 2024. A pressão aumentou sobre a gestão atual do BC, bem como sobre a anterior, liderada por Roberto Campos Neto até o final de 2024.

Ao longo de sua fala, Galípolo salientou a importância de esclarecer as ações do Banco Central para evitar que narrativas distorcidas prejudiquem a percepção pública sobre a instituição. O ex-presidente do Banco Master chegou a oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de rendimento próximas a 140% do CDI, antes de a liquidação ser decretada. O FGC, por sua vez, está realizando pagamentos para credores que têm até R$ 250 mil a receber por CPF.

Desta forma, as declarações do presidente do Banco Central refletem uma tentativa de restaurar a confiança na instituição, especialmente após os problemas enfrentados pelo Banco Master. É fundamental que o BC utilize essa experiência para aprimorar suas normas e evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.

Além disso, o fortalecimento da autonomia do Banco Central é crucial para sua atuação independente e eficaz. O apoio do governo atual, conforme mencionado por Galípolo, pode ser um passo positivo nesse sentido, mas é necessário cautela para garantir que não haja intervenções políticas nas decisões do BC.

O fortalecimento das regras de gerenciamento de ativos e passivos nas instituições financeiras também se mostra essencial. Um sistema financeiro robusto é vital para a estabilidade econômica do país e deve ser uma prioridade na agenda do Banco Central e do governo.

Finalmente, é importante que o Banco Central continue a se comunicar de maneira clara com o público, oferecendo explicações que ajudem a desmistificar suas ações e decisões, evitando assim a propagação de narrativas errôneas que possam prejudicar sua imagem e credibilidade.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.