Banco Central planeja revisar regras do Fundo Garantidor de Créditos até 2027
09 FEV

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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O Banco Central (BC) do Brasil está se preparando para revisar algumas normas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda este ano ou no início de 2027. A informação foi divulgada por Gilneu Vivan, diretor de Regulação e Organização do Sistema Financeiro da autarquia, durante um evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026.

Vivan não revelou muitos detalhes sobre as mudanças, mas afirmou que a revisão das regras do FGC está entre as prioridades da agenda do BC. A lista de entregas para este ano também inclui a definição de normas sobre a distribuição de títulos, novas diretrizes para prevenção de fraudes e uma análise das tarifas cobradas no sistema financeiro.

“Devemos incluir na agenda deste ano a revisão de algumas regras do FGC, a definição de regras para a distribuição de títulos e a discussão sobre a transparência da remuneração dos intermediários. Tudo isso deve estar organizado e disponibilizado publicamente até meados de março”, enfatizou Vivan.

A declaração do diretor confirma uma reportagem anterior, publicada em novembro de 2025, que indicava que o BC estava estudando mudanças voltadas para um aspecto crítico da captação de recursos do Banco Master, que foi liquidado pelo regulador. A abordagem se concentra na transparência da remuneração de assessores financeiros que atuam na venda de títulos bancários.

O objetivo é esclarecer para os investidores sobre os potenciais conflitos de interesse na comercialização de produtos financeiros, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). O BC busca fornecer informações sobre quanto os bancos pagam aos assessores financeiros pela venda desses ativos, segundo fontes que acompanham as discussões.

O Banco Master, ao oferecer remunerações acima da média e incentivos financeiros para assessores, conseguiu captar bilhões de reais sem que os riscos da instituição fossem devidamente avaliados. O FGC, que é responsável por proteger os investidores em casos de liquidação de instituições financeiras, ganhou destaque na cobertura do caso Master.

A fraude associada ao Banco Master resultou em um ônus de aproximadamente R$ 47 bilhões para o FGC, que está atualmente indenizando cerca de 800 mil investidores de CDBs, configurando o maior resgate de investidores da história do fundo.

Ainda em relação ao processo de indenização, Vivan comentou que o ressarcimento aos clientes afetados pela liquidação do Banco Master demorou mais do que o esperado. “Todos os clientes serão reembolsados, mas não conseguimos ser tão efetivos quanto desejávamos, e isso nos deixa uma lição importante”, afirmou.

Ele elogiou o arcabouço regulatório e jurídico do BC, embora reconheça que ajustes são necessários. “O arcabouço tem dois grandes objetivos. O primeiro é proteger o depósito popular, e acredito que temos conseguido isso. O FGC já pagou 85% dos investidores no caso Master, o que demonstra que o mecanismo funciona. Além disso, não observamos mudanças na estrutura de captação de bancos pequenos e médios, indicando que o problema foi contido onde deveria ter sido”, disse Vivan.

A segunda lição se refere ao impacto e ao risco de contágio que o caso trouxe. A digitalização financeira proporcionou a inclusão de pessoas que anteriormente estavam fora do sistema, o que é fundamental, conforme ressaltou Vivan. No entanto, o escândalo afetou quase 1 milhão de clientes do Banco Master, além de outros 7 milhões de pessoas ligadas ao Will Bank.

“Quando enfrentamos outras liquidações no passado, o cenário era diferente, e agora o debate é muito mais complexo. Precisamos ajustar nossos processos para atender a essa nova realidade”, concluiu.

O evento da ABBC também contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que expressou gratidão por ter lidado com o caso Master sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. “Agradeço a Deus por ter passado por isso sob o presidente Lula. Quero reafirmar a garantia da autonomia do BC e da Polícia Federal”, disse Galípolo.

Ele também defendeu a decisão de liquidar o banco, considerando a situação financeira crítica da instituição, que tinha apenas R$ 4 milhões em caixa e uma dívida de mais de R$ 120 milhões em CDBs a serem pagos.

Desta forma, a revisão das regras do FGC se mostra uma ação necessária e oportuna, especialmente após os acontecimentos envolvendo o Banco Master. A transparência na remuneração de assessores financeiros é um passo fundamental para garantir a proteção dos investidores.

Em resumo, a proposta do Banco Central de revisar as normas do FGC pode contribuir para aumentar a segurança dos aplicadores e fortalecer a confiança no sistema financeiro. O aprendizado obtido com a liquidação do Banco Master deve servir de base para ajustes que evitem futuros problemas.

Assim, a iniciativa de tornar mais claras as informações sobre os títulos bancários é essencial. Isso pode reduzir os riscos de conflitos de interesse e proporcionar aos investidores as informações necessárias para tomar decisões mais informadas.

Então, o foco na prevenção de fraudes e na proteção do depósito popular deve permanecer como prioridade. O Banco Central deve continuar a trabalhar para assegurar que o sistema financeiro seja acessível e seguro para todos os cidadãos.

Finalmente, é vital que o BC mantenha uma comunicação clara e aberta com o público sobre as mudanças propostas e suas implicações. Isso ajudará a fortalecer a confiança no sistema financeiro e a promover um ambiente mais seguro para investidores e instituições.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.