Brasil levanta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional
10 FEV

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 2 meses
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O Tesouro Nacional anunciou, nesta segunda-feira (9), a conclusão de sua primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional para o ano de 2026. A operação, que ocorreu nos Estados Unidos, resultou na captação de US$ 4,5 bilhões. A emissão incluiu um novo título com vencimento em dez anos, denominado Global 2036, e a reabertura do título Global 2056, que possui um prazo de 30 anos.

O título Global 2036, que vence em 22 de maio de 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, estabelecendo um recorde para os papéis de dez anos do Tesouro Nacional. Os investidores receberão uma taxa de juros de 6,4% ao ano, além de um cupom de 6,25% ao ano, que será pago semestralmente, em maio e novembro.

O spread, que é a diferença entre os juros pagos pelos títulos brasileiros e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, foi de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) nesta emissão. Tanto a taxa de juros quanto o spread são indicadores do risco associado aos papéis brasileiros no mercado externo. Juros mais baixos e spreads menores indicam uma menor percepção de risco de calote na dívida pública externa brasileira.

Os juros desta emissão foram superiores aos obtidos na última venda de títulos de dez anos, que ocorreu em novembro e teve uma taxa de 6,2% ao ano. O spread também foi maior do que os 210,9 pontos (2,109 pontos percentuais) registrados na mesma operação.

Em relação ao título de 30 anos, o Brasil levantou US$ 1 bilhão com vencimento em 12 de janeiro de 2056. Este papel pagará uma taxa de 7,3% ao ano, além de um cupom de 7,25% ao ano, com um spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) em relação aos títulos de 30 anos do Tesouro dos Estados Unidos. Este spread representa o menor valor para títulos brasileiros de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014, quando estava em 187,5 pontos-base.

Comparando com a emissão anterior do Global 2056, realizada em setembro do ano passado, houve uma queda tanto nos juros quanto no spread. Naquela ocasião, o Tesouro havia obtido uma taxa de 7,5% ao ano e um spread de 252,7 pontos.

A demanda pela emissão foi expressiva, com o Tesouro Nacional informando que o interesse dos investidores foi 2,7 vezes superior ao volume ofertado. O livro de ordens atingiu aproximadamente US$ 12 bilhões. Em relação ao Global 2036, este total representa a maior captação para títulos internacionais de dez anos desde o início das emissões externas pelo governo brasileiro.

O Tesouro Nacional destacou, em nota, que os resultados da operação, que incluem alta demanda, alto volume e spreads baixos, demonstram a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira. Isso reflete uma percepção positiva do mercado internacional em relação à credibilidade do país.

A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os US$ 4,5 bilhões captados na segunda-feira (9) serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

Desta forma, a recente captação de US$ 4,5 bilhões pelo Brasil no mercado internacional reafirma a confiança dos investidores na economia nacional. Em um cenário global desafiador, a solidez da dívida soberana brasileira se destaca como um fator positivo.

Além disso, a redução nos spreads e juros em relação a emissões anteriores demonstra a melhoria na percepção de risco do Brasil no exterior. Isso é fundamental para atrair mais investimentos e fortalecer as reservas internacionais do país.

A alta demanda por esses títulos também indica que o mercado internacional está disposto a apostar na recuperação econômica do Brasil, o que pode resultar em maior crescimento e estabilidade a longo prazo.

Por fim, é importante que o governo continue implementando políticas que reforcem a confiança dos investidores, garantindo que a trajetória de recuperação econômica se mantenha. Assim, a credibilidade do Brasil poderá ser sustentada no cenário global.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.