C&A registra aumento de lucros e anuncia novos investimentos
06 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 7 dias
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A C&A surpreendeu o mercado financeiro ao reportar um lucro líquido ajustado de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2026. Esse resultado representa um crescimento de mais de 218% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse desempenho, as ações da varejista lideraram os ganhos no Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira.

O Ebitda ajustado da companhia alcançou R$ 245 milhões, superando as expectativas de analistas que previam um valor em torno de R$ 201 milhões. A receita líquida totalizou R$ 1,61 bilhão entre janeiro e março, apresentando um crescimento de 0,46% em comparação ao ano anterior. Além disso, as vendas de vestuário nas lojas que mantiveram a mesma base de comparação cresceram quase 5% no trimestre.

Por outro lado, o lucro líquido contábil da C&A caiu aproximadamente 59%, passando de pouco mais de R$ 4 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 1,66 milhão este ano. O CEO da C&A, Paulo Corrêa, explicou que essa variação, embora significativa, representa uma alteração de cerca de R$ 5 milhões dentro de uma receita superior a R$ 1,6 bilhão. Ele atribui essa queda ao aumento dos investimentos realizados pela empresa para implementar sua nova estratégia.

Corrêa destacou que a C&A está acelerando seu programa de abertura e reforma de lojas, além de investir em tecnologia e logística. Essas ações aumentam a depreciação e impactam diretamente a dinâmica do lucro líquido contábil. Ele também abordou o crescimento modesto da receita líquida total, resultante do fechamento da venda de celulares e eletrônicos em 2025, o que diminuiu a base de comparação.

Sobre essa decisão, Corrêa enfatizou que a C&A deseja concentrar seus esforços no que considera o núcleo da empresa: oferecer moda a preços acessíveis. Ele ainda comentou que a categoria de beleza teve um desempenho positivo, registrando um crescimento de quase 20% no trimestre.

O CEO destacou que, entre as categorias que mais contribuíram para o lucro bruto, que se aproximou de R$ 1 bilhão, o vestuário feminino se sobressaiu, especialmente o segmento de jeans. A categoria de beleza também foi apontada como essencial para a margem bruta e para o resultado geral da empresa.

A redução nas contas a receber, que caiu de R$ 1,75 bilhão para R$ 1,19 bilhão, foi atribuída ao cenário econômico de juros altos, e não a uma diminuição no uso do cartão próprio da rede, o C&A Pay. Corrêa afirmou que o cartão teve uma penetração crescente e representa cerca de 28% das vendas da companhia, com clientes utilizando-o com maior frequência e gerando tickets anuais mais altos.

A C&A também anunciou seu quarto programa de recompra de ações, autorizando a compra de até 10 milhões de papéis ordinários, o que equivale a quase 5% das ações em circulação. Segundo Corrêa, o objetivo é aumentar o lucro por ação, ligando essa iniciativa às expectativas dos investidores. Ele ainda ressaltou que o ROIC (retorno sobre o capital investido) atingiu 20,8% nos últimos doze meses, quase dois pontos percentuais acima do registrado no ano anterior.

"O programa de recompra é uma clara leitura do mercado sobre a oportunidade que temos para valorização e melhor uso do nosso capital", concluiu Corrêa.

Desta forma, a C&A demonstra um claro empenho em ajustar sua estratégia para se concentrar em seu core business, que é a moda e não a venda de eletrônicos. Essa decisão pode ser vista como uma forma de aumentar a competitividade em um mercado saturado.

Além disso, os investimentos em tecnologia e logística são passos essenciais para a modernização da operação, o que pode resultar em uma experiência de compra mais satisfatória para o consumidor. Em um cenário de mudanças rápidas, a inovação se torna vital.

É importante ressaltar que, apesar da queda no lucro líquido contábil, a empresa ainda mostra saúde financeira ao registrar um aumento significativo no lucro ajustado e no Ebitda. Isso indica que a C&A está no caminho certo, mesmo enfrentando desafios.

Finalmente, a recompra de ações pode ser uma boa estratégia para valorizar a empresa e atrair mais investidores. No entanto, a sustentabilidade desse crescimento dependerá da capacidade da C&A de manter o foco em suas operações principais e de se adaptar às demandas do mercado.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.