Cade adia julgamento sobre uso de conteúdo jornalístico pelo Google
08 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 dia
14483 5 minutos de leitura

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou novamente a análise que investiga se o Google está utilizando conteúdo jornalístico sem remunerar os veículos de mídia. A decisão, que ocorreu na quarta-feira (8), foi interrompida devido a um pedido de vista da conselheira Camila Cabral.

Esse caso é importante porque questiona se a gigante de tecnologia estaria cometendo práticas anticoncorrenciais ao exibir notícias de jornais, sites e emissoras em seus serviços, como o buscador do Google e o Google News. A investigação teve início em 2019, foi arquivada no final de 2024, mas foi retomada em 2025 por uma decisão que trouxe o tema de volta ao Cade.

A investigação gira em torno do que é conhecido como “raspagem” de conteúdo, uma prática que envolve a coleta automatizada de informações disponíveis em sites de terceiros. Isso inclui títulos, trechos de textos e imagens, que são exibidos diretamente na página de busca do Google. Segundo representantes do setor de mídia, essa prática pode reduzir a necessidade dos usuários de clicarem nos links originais, o que diminui o tráfego e, consequentemente, a receita dos veículos de comunicação.

O julgamento foi retomado com a apresentação de um voto-vista do conselheiro Diogo Thomson. Ele argumentou que há indícios suficientes para transformar o inquérito em um processo administrativo, o que poderia levar à aplicação de sanções por infrações à ordem econômica. Thomson destacou que o impacto econômico do uso de conteúdo jornalístico vai além da receita direta obtida com as notícias. Ele apontou que essa prática gera ganhos indiretos para o Google, como aumento de engajamento, coleta de dados e melhorias em seus produtos.

Com a evolução do debate, a questão também passou a incluir a utilização de inteligência artificial (IA) na raspagem de conteúdo. Ferramentas do Google começaram a exibir resumos mais completos de notícias diretamente na página de busca, o que pode diminuir ainda mais o acesso aos sites originais. O relator do caso, Gustavo Augusto Freitas de Lima, que anteriormente havia votado pelo arquivamento, agora sinalizou uma mudança parcial de opinião. Ele concordou com a continuidade da investigação, especialmente em relação ao uso de conteúdo por ferramentas de inteligência artificial.

Em sua fala, Freitas de Lima destacou a complexidade da questão: “Temos aqui em mãos talvez a maior pergunta do século 21: como é que se trata inteligência artificial em relação a possíveis condutas discricionárias ou exploratórias e o uso de propriedade intelectual de terceiro.”

Os representantes dos veículos de mídia defendem que o Google deve remunerar os produtores de conteúdo pelas informações exibidas em seus serviços. Eles argumentam que, frequentemente, os usuários deixam de acessar os sites originais após consumirem os resumos apresentados pelo Google. Entretanto, o relator salientou que o Cade não possui a competência para estabelecer uma remuneração, mas sim para coibir práticas anticoncorrenciais. A definição de um eventual pagamento dependeria de uma regulamentação específica do setor.

Com o pedido de vista, ainda não há uma data prevista para a retomada do julgamento. Além disso, ainda faltam os votos de outros conselheiros para a conclusão do caso. Caso o tribunal decida pela abertura de um processo administrativo, a investigação deverá incluir tanto a raspagem de conteúdo quanto o uso de inteligência artificial na exibição de notícias.

Desta forma, o adiamento do julgamento pelo Cade destaca a relevância da discussão sobre a relação entre plataformas digitais e produtores de conteúdo. É imperativo que essa análise seja feita com cautela, uma vez que o uso de conteúdo jornalístico por gigantes da tecnologia gera implicações diretas na sustentabilidade dos veículos de comunicação.

A continuidade da investigação é essencial para compreender os impactos econômicos e sociais que essas práticas podem causar. O fortalecimento da mídia independente é fundamental para a democracia, e a remuneração justa dos produtores de conteúdo deve ser uma prioridade em qualquer regulamentação futura.

Além disso, a questão da inteligência artificial adiciona um novo nível de complexidade ao debate. O uso de tecnologias emergentes deve ser acompanhado de perto para garantir que não haja exploração indevida do trabalho intelectual de jornalistas e produtores de conteúdo.

É crucial que o Cade e outros órgãos reguladores atuem de forma proativa para proteger os direitos dos veículos de mídia. A busca por um equilíbrio entre inovação tecnológica e a preservação dos direitos autorais é um desafio que deve ser enfrentado com seriedade.

Finalmente, a sociedade deve acompanhar de perto os desdobramentos desse caso, pois suas consequências poderão moldar o futuro do jornalismo e da informação no Brasil.

Uma dica especial para você

Após a recente notícia sobre a análise do Cade e o impacto no mercado de mídia, é essencial que você garanta a qualidade de algo fundamental: a água que você e sua família consomem. Conheça o Filtro/Refil de Água para Purificador PE11, Branco, Electrolux, a solução ideal para ter sempre água pura e saudável em casa.

Com o Filtro/Refil de Água para Purificador PE11, você transforma a água da torneira em uma bebida refrescante e livre de impurezas. Seu design moderno e eficiente garante uma filtragem superior, trazendo mais sabor e qualidade para cada gole. Invista na saúde da sua família e desfrute do prazer de beber água limpa a qualquer hora do dia!

Não perca tempo! A qualidade da sua água pode fazer toda a diferença na sua saúde e bem-estar. Adquira o seu Filtro/Refil de Água para Purificador PE11, Branco, Electrolux agora mesmo e sinta a diferença na sua rotina com água pura e fresca ao seu alcance!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.