CBIC reduz previsão de crescimento do PIB da construção para 1,2% em 2026
07 MAI

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 6 dias
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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) anunciou uma redução significativa em sua projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção civil. A expectativa de alta, que antes era de 2%, foi cortada para 1,2% para o ano de 2026. Essa revisão se deve a diversos fatores que têm pressionado o setor, como o aumento nos custos, a menor redução das taxas de juros do que o inicialmente esperado e o aumento das expectativas de inflação, especialmente em função das incertezas geradas pelos conflitos no Oriente Médio.

No primeiro trimestre de 2026, o índice de preços médios dos insumos da construção atingiu o maior nível desde o segundo trimestre de 2022, marcando 68,4 pontos. Esse aumento nos preços dos materiais foi impulsionado pelo reajuste nos custos dos combustíveis e derivados de petróleo, consequência direta da guerra na região do Oriente Médio.

Em 2025, o PIB do setor de construção teve um crescimento modesto de 0,5%, que, embora represente um avanço em relação ao ano anterior, ficou aquém da projeção da CBIC, que previa um crescimento de 1,3%. O cenário econômico, marcado por juros altos e o aumento nos preços das matérias-primas, foi apontado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) como um dos principais fatores para a deterioração das condições financeiras da indústria da construção no primeiro trimestre de 2026.

Renato Correia, presidente da CBIC, expressou preocupação com a possível aprovação do fim da escala 6x1 de trabalho, ressaltando que isso pode ter um impacto significativo no setor. Segundo ele, a mudança na jornada de trabalho, se não vier acompanhada de uma redução salarial, poderá elevar os custos operacionais do setor. O presidente afirmou que, embora a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores seja uma meta positiva, é fundamental que qualquer alteração seja feita de maneira cuidadosa e ponderada, levando em consideração o atual cenário econômico desafiador.

Correia destacou que o setor da construção emprega mais de 3 milhões de pessoas e, portanto, qualquer alteração nas condições de trabalho pode ter repercussões abrangentes. Ele argumentou que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição de salários, adicionaria pressão financeira sobre as empresas, que já enfrentam desafios significativos devido ao aumento dos custos dos materiais e às taxas de juros elevadas.

Além disso, a reforma tributária prevista para iniciar em breve poderá impactar ainda mais os preços dos materiais de construção. Com a taxa de juros mantendo-se alta e o cenário de guerra no Oriente Médio persistindo, as incertezas quanto ao futuro do setor continuam a aumentar, gerando um ambiente de preocupação entre os empresários do ramo.


Desta forma, a revisão para baixo das previsões de crescimento da CBIC reflete uma realidade complexa e desafiadora para a construção civil. O aumento contínuo dos custos e a incerteza econômica, exacerbada por conflitos internacionais, são questões que não podem ser ignoradas.

A possível mudança na jornada de trabalho, por sua vez, traz à tona a necessidade de um delicado equilíbrio entre a melhoria das condições laborais e a viabilidade econômica das empresas. Essa questão deve ser debatida com seriedade para evitar consequências indesejadas.

Além disso, a implementação de uma reforma tributária deve ser cuidadosamente planejada, de modo a não sobrecarregar ainda mais um setor que já enfrenta dificuldades. A comunicação entre governo e setor privado é essencial para encontrar soluções que beneficiem ambas as partes.

Por fim, é fundamental que o setor da construção civil e as autoridades busquem alternativas que garantam a sustentabilidade econômica sem abrir mão das condições dignas de trabalho. A colaboração mútua poderá ser a chave para enfrentar os desafios que se avizinham.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.