Congresso dos EUA prevê déficit orçamentário de US$ 1,9 trilhão em 2026
11 FEV

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 2 meses
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O Congresso dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Orçamento do CBO, divulgou nesta quarta-feira (11) uma estimativa preocupante sobre o déficit orçamentário do país. Segundo o relatório, o déficit deve alcançar a marca de US$ 1,9 trilhão no ano fiscal de 2026. Além disso, há a expectativa de que esse valor cresça ainda mais, chegando a US$ 3,1 trilhões até 2036.

Esse déficit representa 5,8% do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA em 2026, com uma projeção de aumento para 6,7% em 2036. A comparação com as estimativas anteriores revela que o déficit para 2026 é US$ 100 bilhões maior do que o previsto em janeiro de 2025, o que representa um aumento de 8%.

O relatório também aponta que o déficit acumulado entre 2026 e 2035 é US$ 1,4 trilhão (ou 6%) superior às previsões feitas anteriormente. Essa discrepância é atribuída a três mudanças políticas significativas que impactaram as finanças do governo: a "Lei de Reconciliação", que aumentou os déficits em aproximadamente US$ 4,7 trilhões; tarifas mais altas que reduziram déficits em cerca de US$ 3 trilhões; e ações relacionadas à imigração, que contribuíram com um aumento de cerca de US$ 500 bilhões.

Além disso, o CBO projeta que o PIB real dos EUA deverá crescer 2,2% em 2026, superando o crescimento de 1,9% registrado em 2025. Para o período de 2027 a 2036, a média de crescimento está prevista em 1,8%.

Em relação à inflação, o relatório indica que o aumento geral dos preços deve desacelerar ligeiramente em 2026. A inflação, medida pelo índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), deverá apresentar uma leve queda à medida que os efeitos das tarifas mais altas sobre a inflação se atenuam. O documento ressalta que a inflação deve voltar a um nível próximo da meta de longo prazo do Federal Reserve (Fed), que é de 2%, até 2030.


Desta forma, os números apresentados pelo CBO refletem um cenário orçamentário que exige atenção redobrada por parte dos formuladores de políticas. A escalada do déficit pode impactar não apenas a economia dos Estados Unidos, mas também as relações comerciais e financeiras internacionais.

Além disso, as medidas adotadas, como a "Lei de Reconciliação", evidenciam a necessidade de um equilíbrio entre gastos públicos e receitas governamentais. A adoção de políticas fiscais mais prudentes é essencial para evitar que o déficit se torne insustentável.

A busca por soluções que promovam o crescimento econômico sustentável deve ser uma prioridade. Isso inclui a revisão da estrutura tributária e a avaliação dos impactos das tarifas sobre a inflação e o poder de compra da população.

Em resumo, o contexto atual demanda um debate amplo e fundamentado sobre as melhores práticas de gestão fiscal. A transparência nas contas públicas e a participação da sociedade são fundamentais para garantir um futuro econômico mais estável.

Assim, é necessário que os legisladores considerem estratégias que promovam a recuperação econômica e a responsabilidade fiscal, evitando que as gerações futuras sejam sobrecarregadas por dívidas excessivas.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.