Desafios de Construção de Shopping Subterrâneo no Ibirapuera Envolvem Solo Fragoso e Alagadiço
01 ABR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 8 dias
2465 6 minutos de leitura

O projeto de construção de um shopping subterrâneo nas proximidades do ginásio do Ibirapuera, localizado na zona sul de São Paulo, enfrenta desafios significativos devido às características do solo da região. A proposta, que integra um plano de concessão do complexo esportivo para a iniciativa privada, foi apresentada pela gestão do governador Tarcísio de Freitas e está atualmente em fase de consulta pública.

A consulta, que permite que a população expresse suas opiniões sobre o projeto, ficará aberta até o dia 24 de abril. A estrutura do shopping terá um formato de anel de dois andares, com o primeiro pavimento destinado a lojas e restaurantes, enquanto o segundo será destinado a estacionamento. No entanto, a construção exigirá escavações em um solo que possui lençóis freáticos rasos e que é conhecido por ser sujeito a afundamentos.

O ginásio Geraldo José de Almeida, popularmente conhecido como ginásio do Ibirapuera, e toda a área do Desportivo Constâncio Vaz Guimarães foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2024. Isso significa que qualquer construção na área deve respeitar a integridade desses bens tombados. De acordo com a minuta do contrato elaborada pela gestão estadual, a empresa que vencer a licitação terá que assumir a responsabilidade pelas condições do terreno.

Embora o contrato não obrigue a concessionária a construir o shopping, caso opte por fazê-lo, eventuais gastos adicionais relacionados às condições do solo só poderão ser repassados ao estado se as escavações revelarem diferenças significativas em relação ao mapeamento geológico da área. A Secretaria de Parcerias e Investimentos, responsável pela concessão, garantiu que a futura concessionária terá a responsabilidade de conduzir estudos detalhados e implementar soluções de engenharia adequadas.

A secretaria minimizou os riscos geológicos, afirmando que a maior parte da área é composta por terrenos cujas características são bem conhecidas pela engenharia. Isso permitiria a utilização de fundações profundas e outras técnicas consolidadas para esse tipo de obra. A cidade de São Paulo possui um documento que indica a aptidão dos diversos tipos de solo para urbanização, chamado carta geotécnica. Atualizada em 2024, essa carta classifica o local da construção como uma "unidade geotécnica 4", que é considerada apta para urbanização, mas que também apresenta riscos de esfarelamento das paredes de terra durante as escavações.

Os recalques diferenciais, que ocorrem quando o peso de uma construção faz o solo ceder de maneira desigual, podem gerar rachaduras tanto na nova estrutura quanto nas fundações do ginásio e nas instalações do entorno. Essa situação é ainda mais complicada devido à proximidade com uma "unidade geotécnica 2", que caracteriza uma planície alagável com baixa resistência para suportar grandes cargas. Nessas áreas, o risco de afundamento do terreno, devido ao peso das novas obras ou aterros, é consideravelmente aumentado.

Outro aspecto a ser considerado é o nível do lençol freático na região. Na "unidade geotécnica 2", o lençol é geralmente raso e sofre variações em períodos de chuvas, o que dificulta a drenagem. A presença de água no subsolo é uma questão já conhecida, sendo que o ginásio Mauro Pinheiro, utilizado para competições de lutas, já apresenta infiltrações que afetam suas instalações.

O geólogo Omar Bitar, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ressalta que, devido à proximidade entre os dois tipos de solo, não é possível garantir, apenas com base no mapeamento, que toda a área do shopping estará localizada em uma zona com condições favoráveis para a construção. Na prática, a necessidade de fundações mais profundas e robustas, conforme mencionadas pela gestão, poderá encarecer a obra. Contudo, a concessionária poderá ampliar seus lucros ao optar pela construção do shopping e, conforme estipulado no contrato, contribuir com mais recursos para os cofres estaduais.

Para participar do certame, a empresa vencedora deverá oferecer um lance inicial mínimo de R$ 3,7 milhões. Além disso, ela pagará ao estado uma outorga equivalente a 2% das receitas anuais obtidas com a exploração do shopping, com pagamentos realizados em parcelas mensais. A concessionária também estará obrigada a investir R$ 5,2 bilhões ao longo de 25 anos em reformas e urbanização na área ao redor do complexo esportivo. O projeto do governo inclui exigências rigorosas para garantir a integridade do patrimônio e a segurança das construções propostas.

Desta forma, o projeto do shopping subterrâneo no Ibirapuera revela-se uma iniciativa complexa, que exige uma análise cuidadosa das condições do solo. As preocupações relacionadas aos riscos geológicos não podem ser subestimadas, uma vez que a segurança das estruturas existentes e a nova construção estão em jogo.

A responsabilidade da concessionária em realizar estudos detalhados é um aspecto crucial, pois a qualidade das fundações e a gestão adequada da água subterrânea serão determinantes para evitar problemas futuros. A transparência nas informações e a participação da população são fundamentais neste processo.

Além disso, a necessidade de investimentos significativos indica que o projeto não se limita apenas à construção do shopping, mas envolve um compromisso com a melhoria da infraestrutura local. Isso pode trazer benefícios para a comunidade, desde que a execução dos planos seja realizada com rigor.

Então, é imperativo que as autoridades e a empresa vencedora se comprometam com a segurança e a eficiência na construção, garantindo que os interesses da população e a preservação do patrimônio histórico sejam respeitados. A construção de um shopping em um solo desafiador pode se tornar uma oportunidade de inovação em engenharia, desde que seja abordada com responsabilidade.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.