Empresa Americana Adquire Mineradora Brasileira de Terras Raras por US$ 2,8 Bilhões
21 ABR

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 4 dias
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A mineradora brasileira Serra Verde, especializada em extração de terras raras, foi adquirida pela USA Rare Earth (USAR), uma empresa norte-americana, em um negócio que envolve aproximadamente US$ 2,8 bilhões. O anúncio da transação foi feito nesta segunda-feira, dia 20 de abril de 2026, pelas companhias envolvidas.

A Serra Verde opera a mina de Pela Ema, localizada em Minaçu, Goiás, que é a única mina de argilas iônicas ativa no Brasil, funcionando desde 2024. Além disso, a empresa é a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia, que incluem o Disprósio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Estes minerais são essenciais para a fabricação de itens como ímãs permanentes, que são utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones e aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, além de aplicações em semicondutores e setores de defesa e aeroespacial.

Com a aquisição, a USA Rare Earth pretende formar uma das maiores empresas globais no setor de mineração de terras raras. Embora a produção da Serra Verde em Goiás esteja em sua fase inicial e considerada ainda modesta, as expectativas são de que essa capacidade de extração seja dobrada até 2030.

A mineradora destacou que suas operações de mineração e processamento terão um papel central no desenvolvimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras fora da Ásia, ao se combinarem com as capacidades de mineração e processamento da USAR.

O contrato celebrado entre as empresas inclui um compromisso de fornecimento de 15 anos, destinado a abastecer uma Empresa de Propósito Específico (SPV), que será financiada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, além de fontes de capital privado. O acordo garante que 100% da produção da Fase I terá preços mínimos assegurados para as terras raras magnéticas.

De acordo com o comunicado das empresas, essa colaboração permitirá a formação de uma multinacional líder no setor de terras raras, com operações nos Estados Unidos, França e Reino Unido, além do Brasil. Essa empresa terá capacidades operacionais em toda a cadeia de suprimentos, que inclui mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.


Desta forma, a aquisição da mineradora Serra Verde por uma empresa americana representa não apenas uma mudança no cenário de produção de terras raras, mas também uma oportunidade estratégica para o Brasil. Este setor, que é crucial para tecnologias de ponta, poderá ganhar força com investimentos externos.

O compromisso de um contrato de longo prazo com preços mínimos garantidos para a produção é um sinal positivo. Isso pode trazer estabilidade econômica para a região de Goiás e beneficiar a geração de empregos locais.

Contudo, é essencial que essa transação ocorra de forma transparente, garantindo que os interesses da população local e do meio ambiente sejam respeitados. O Brasil, detentor de vastas reservas minerais, deve zelar por um desenvolvimento sustentável.

Além disso, os desafios da dependência mundial da China na extração de terras raras devem ser considerados. A diversificação das fontes de suprimento é uma meta que pode trazer benefícios a longo prazo para a segurança tecnológica e econômica do país.

Assim, a nova fase da Serra Verde sob a gestão da USAR deve ser acompanhada atentamente, com foco em como essa parceria poderá moldar o futuro da mineração no Brasil e as suas implicações no mercado global.

O setor de terras raras tem um potencial enorme, e com as políticas corretas, o Brasil poderá se consolidar como um player importante nesse mercado em expansão.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.