Empresas de Tecnologia Enfrentam Pressões por Sustentabilidade em Uso de Água e Energia
06 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 4 dias
4895 6 minutos de leitura

As grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Microsoft e Google, estão enfrentando um crescente escrutínio sobre suas práticas de sustentabilidade, especialmente em relação ao uso de água e energia. Recentemente, essas empresas tiveram que abandonar a construção de data centers que demandariam investimentos bilionários devido à resistência de comunidades locais que se opuseram aos projetos. Essa situação reflete uma mudança significativa nas expectativas dos acionistas, que agora exigem mais transparência sobre os impactos ambientais das operações dessas gigantes da tecnologia.

Conforme noticiado pela Reuters, mais de uma dúzia de investidores intensificaram a pressão sobre essas empresas à medida que se aproximam as assembleias anuais de acionistas. Eles estão requisitando informações detalhadas sobre o consumo de água e os esforços de conservação das grandes corporações. A Trillium Asset Management, com sede em Boston e responsável por mais de 4 bilhões de dólares em ativos, apresentou uma resolução à Alphabet, empresa controladora do Google, no final do ano passado. O objetivo é obter clareza sobre como a companhia pretende cumprir suas metas climáticas, considerando o aumento do consumo energético das centrais de dados.

Em 2020, a Alphabet havia se comprometido a reduzir pela metade suas emissões de gases de efeito estufa e a utilizar fontes de energia renováveis até 2030. Contudo, dados recentes indicam que as emissões aumentaram em 51%, gerando preocupação entre os investidores sobre a forma como a empresa planeja alcançar suas metas. No ano passado, uma proposta similar da Trillium recebeu apoio de quase 25% dos acionistas independentes.

A pressão também se estende a outras empresas do setor. Giovanna Eichner, da Green Century Capital Management, mencionou que está em conversas com a Nvidia sobre a apresentação de uma resolução que vise garantir que os benefícios de curto prazo da inteligência artificial não comprometam os esforços de sustentabilidade a longo prazo. A preocupação central dos acionistas é a transparência no uso de recursos hídricos.

Dados da Mordor Intelligence, uma empresa de pesquisa de mercado, revelam que os data centers nos Estados Unidos consumiram quase 1 trilhão de litros de água em 2025, volume equivalente ao consumo anual da cidade de Nova York. Apesar de iniciativas de resfriamento que utilizam circuito fechado e que demandam menos água, a divulgação de informações sobre o uso hídrico por parte das grandes empresas ainda é insuficiente.

Os relatórios ambientais de 2025 da Meta, por exemplo, fornecem dados sobre o uso de água em locais de sua propriedade, mas não consideram aqueles que são alugados ou que estão em construção. A quantidade total de água utilizada pela Meta aumentou de 3.726 megalitros em 2020 para 5.637 megalitros em 2024, volume suficiente para abastecer mais de 13 mil residências por um ano. O Google também apresenta informações sobre seus próprios sites, mas não inclui dados sobre aqueles geridos por terceiros.

A Amazon e a Microsoft informaram o uso total de água, mas sem dividir esses dados por local em seus relatórios de sustentabilidade. Josh Weissman, diretor de fornecimento de capacidade de infraestrutura da Amazon, afirmou que a empresa está se esforçando para divulgar mais informações específicas sobre o consumo de água em suas operações. A Amazon também se comprometeu a ser uma "boa vizinha", investindo em eficiência e adotando novas fontes de energia.

O fornecimento de dados em nível local é fundamental para que os investidores possam avaliar os riscos operacionais e o desempenho das empresas na gestão desses recursos. Jason Qi, analista da Calvert Research and Management, destacou que as grandes empresas não têm divulgado o suficiente sobre o consumo de água e o impacto nas comunidades onde atuam.

Em resposta, um porta-voz da Microsoft afirmou que a sustentabilidade é uma prioridade para a empresa, que enfrenta proativamente os desafios ambientais e busca acelerar soluções para um impacto positivo no longo prazo. O Google, por sua vez, não se manifestou sobre o assunto, e a Meta não respondeu ao pedido de comentários.

Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, que representa as quatro grandes empresas, enfatizou que melhorar o relacionamento com as comunidades vizinhas se tornou uma das principais prioridades no último ano. Ele ressaltou a importância de ser transparente sobre o uso de água e energia, de forma a assegurar que os projetos não afetarão os recursos locais e que haverá proteção a eles.


Desta forma, o aumento da pressão sobre as grandes empresas de tecnologia revela uma mudança significativa na forma como os acionistas e a sociedade civil percebem a sustentabilidade. A transparência no uso de água e energia é essencial não apenas para a reputação das empresas, mas também para garantir a confiança do público. A responsabilidade ambiental deve ser uma prioridade, e as informações devem ser acessíveis e compreensíveis.

Além disso, é importante que os investimentos em tecnologia não comprometam os recursos naturais. A implementação de práticas sustentáveis deve ser uma condição para a expansão dos data centers, considerando seu impacto nas comunidades locais. As empresas precisam demonstrar que suas operações são viáveis a longo prazo, sem prejudicar o meio ambiente.

Por fim, a situação atual reflete um chamado à ação para que as empresas revejam suas estratégias de sustentabilidade. Os acionistas estão exigindo resultados concretos e não apenas promessas vazias. A proatividade na divulgação de dados e no engajamento com as comunidades é crucial para mitigar os riscos associados à sustentabilidade.

Assim, é fundamental que as empresas do setor tecnológico adotem uma postura mais responsável e transparente em relação a seus impactos ambientais. A sustentabilidade não é apenas uma questão de cumprir normas, mas deve ser vista como uma parte integrante da operação empresarial moderna.

Recomendação do Editor

Com a crescente pressão sobre grandes empresas de tecnologia para serem mais transparentes, a comunicação clara e eficaz se torna essencial. Para quem deseja destacar suas ideias, apresentamos o Novo Microfone Lapela Sem Fio Professional 3 em 1. Ideal para gravações e transmissões de alta qualidade, esse microfone é a ferramenta perfeita para qualquer criador de conteúdo.

Imagine a liberdade de se movimentar enquanto grava, sem fios para atrapalhar. Este microfone oferece uma qualidade de som impressionante, capturando cada detalhe com clareza cristalina. Seja para entrevistas, vídeos ou podcasts, sua versatilidade e fácil uso tornam-no indispensável para profissionais e entusiastas.

Não perca a oportunidade de elevar sua produção! Estoque limitado e a demanda está alta. Garanta já o seu Novo Microfone Lapela Sem Fio Professional 3 em 1 e impressione seu público com uma qualidade de áudio sem igual!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.