EMS se prepara para lançar medicamentos à base de semaglutida após queda de patente do Ozempic
05 MAR

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 1 mês
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O Grupo EMS está se preparando para entrar de forma estruturada no mercado de medicamentos voltados para emagrecimento e diabetes, utilizando a semaglutida como base. Essa iniciativa coincide com a iminente queda da patente do Ozempic, que ocorrerá no final deste mês. Marcus Sanchez, vice-presidente da empresa, revelou essa estratégia em uma entrevista ao programa Capital Insights, realizado em parceria entre a Broadcast e o CNN Money, que é exibido semanalmente às quintas-feiras.

Segundo Sanchez, a EMS vê a semaglutida como uma das maiores oportunidades no setor farmacêutico atual, especialmente considerando o aumento da demanda por tratamentos de diabetes e pela expansão do uso no tratamento da obesidade. No entanto, ele enfatiza que a empresa planeja agir de maneira estruturada e sustentável, evitando ações apressadas. "A demanda reprimida para esses medicamentos é muito forte", afirmou.

A estratégia da EMS inclui a utilização de sua experiência em genéricos e produtos similares para competir no mercado, sempre que houver viabilidade regulatória e comercial. A companhia busca oferecer uma alternativa de preço mais acessível em comparação ao produto de referência da empresa Novo Nordisk. O objetivo é conquistar uma fatia significativa de um mercado que deve continuar em expansão nos próximos anos.

No aspecto financeiro, essa abordagem se alinha à diretriz mais ampla da EMS, que prioriza o crescimento com geração de caixa própria. Os investimentos necessários para a entrada nesse novo segmento serão realizados, principalmente, com recursos oriundos do próprio balanço da empresa, a fim de manter o controle sobre a alavancagem financeira.

A semaglutida é considerada um vetor estratégico para a expansão da EMS, dentro de uma política de capital conservadora. Sanchez também mencionou que medicamentos baseados em peptídeos, que são cadeias curtas de aminoácidos que podem reproduzir ou modular hormônios naturais do organismo, representam uma nova geração de tratamentos, especialmente em relação ao diabetes, obesidade e doenças metabólicas.

De acordo com ele, esse tipo de molécula requer uma capacidade tecnológica e industrial maior, o que eleva a barreira de entrada para novos concorrentes e beneficia empresas que possuem uma estrutura produtiva mais robusta. A EMS enxerga os peptídeos como um dos principais motores de crescimento para os próximos anos, especialmente devido ao aumento do mercado global de terapias metabólicas e à crescente demanda por medicamentos derivados de semaglutida.

A chegada de novos medicamentos à base de semaglutida pode provocar uma redução nos preços do mercado em cerca de 20%, segundo estimativas do executivo. Além disso, a atuação da EMS no Brasil com esse remédio poderá abrir oportunidades futuras no mercado dos Estados Unidos, onde a patente do Ozempic estará vigente até 2031. A EMS já fez pedidos à FDA, a agência reguladora dos EUA, para comercializar o produto, o que pode resultar em um faturamento de até US$ 5 bilhões em uma década.

Na mesma entrevista, Sanchez comentou sobre o interesse da EMS em adquirir a Medley, uma fabricante de medicamentos que está em processo de venda pela francesa Sanofi. Caso a EMS seja a vencedora desse processo, a compra da Medley estaria alinhada à estratégia da empresa de fortalecer sua posição no segmento de genéricos, ampliando seu portfólio e capacidade comercial em um mercado que, embora já consolidado, continua bastante competitivo.

Desta forma, a iniciativa da EMS em lançar medicamentos à base de semaglutida representa não apenas uma oportunidade de crescimento, mas também uma resposta a uma demanda crescente por tratamentos eficazes para obesidade e diabetes. Essa abordagem estruturada e consciente é essencial em um mercado tão dinâmico.

Além disso, a perspectiva de redução de preços é um fator relevante, pois pode tornar esses tratamentos mais acessíveis à população. A competição com produtos de referência, como o Ozempic, pode beneficiar os pacientes e permitir que mais pessoas tenham acesso a terapias que realmente fazem a diferença em suas vidas.

É importante que a EMS mantenha sua política de capital conservadora, evitando riscos desnecessários. O planejamento cuidadoso e a utilização de recursos próprios para investimentos são medidas que podem garantir a sustentabilidade da empresa a longo prazo.

A entrada no mercado americano também é uma jogada estratégica que pode ampliar significativamente o faturamento da empresa. Isso demonstra uma visão de longo prazo, alinhada com as tendências do setor farmacêutico.

Por fim, o interesse em adquirir a Medley pode fortalecer ainda mais a posição da EMS no mercado, ampliando sua presença e diversificando seu portfólio. A combinação de estratégias sólidas e um foco no desenvolvimento sustentável pode posicionar a EMS como um jogador-chave na indústria farmacêutica nos próximos anos.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.