Estudo aponta que 74% da população vê fintechs como aliadas na inclusão financeira
08 JUN

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 19 dias
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A bancarização da população brasileira continua em expansão, e um novo estudo revela que as fintechs e bancos digitais têm um papel essencial nesse avanço. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, a pedido da 99Pay, 74% dos brasileiros que possuem conta bancária acreditam que as fintechs facilitaram o acesso a serviços financeiros para pessoas de menor renda. O levantamento foi feito com 1.800 brasileiros bancarizados, com idades entre 18 e 65 anos, e mostra que apenas 26% dos entrevistados consideram que antes da chegada dessas instituições, a população de baixa renda tinha acesso a serviços financeiros.

A percepção de que as fintechs ampliaram o acesso é ainda mais forte entre os clientes que utilizam bancos digitais como sua conta principal. Nesse grupo, 80% reconhecem a contribuição das fintechs para a inclusão financeira. Em comparação, entre os clientes de bancos tradicionais, esse índice cai para 68%. As diferenças também aparecem quando se analisa o impacto por gênero. Entre as mulheres, 77% afirmam que os bancos digitais e as fintechs ajudaram a aumentar a inclusão financeira das camadas de menor renda, enquanto entre os homens, esse número é de 71%.

No cenário regional, a percepção positiva é mais acentuada no Centro-Oeste, onde 79% dos entrevistados concordam que as instituições digitais facilitaram o acesso aos serviços financeiros. Sul e Nordeste vêm em seguida, ambos com 75%, seguidos pelo Sudeste com 73% e Norte com 70%. Essa ampliação da bancarização é atribuída à capacidade das instituições digitais de reduzir barreiras de acesso aos serviços financeiros, de acordo com Marina Beer, diretora de Marketing da 99Pay.

Segundo Marina, "a democratização do acesso a serviços financeiros requer a simplificação de processos e a adaptação das soluções às necessidades mais urgentes dos brasileiros. Os bancos digitais e fintechs têm um papel fundamental nesse processo, pois conseguem tornar esses serviços acessíveis de maneira prática, com menos burocracia e custos mais baixos para os consumidores". A executiva também destaca a importância da inclusão financeira das mulheres. "Ao ampliar o acesso a serviços financeiros para mulheres de menor renda, as fintechs e bancos digitais promovem a autonomia e ajudam a reduzir a desigualdade econômica de gênero".

Nos últimos anos, o crescimento das contas digitais e a popularização de ferramentas como o Pix, carteiras digitais e serviços financeiros oferecidos por aplicativos têm ampliado o alcance do sistema financeiro a públicos que historicamente foram menos atendidos. A pesquisa indica que essa transformação já é percebida por uma maior parte da população bancarizada no Brasil.

Desta forma, é evidente que as fintechs desempenham um papel crucial na inclusão financeira da população brasileira, especialmente das camadas mais vulneráveis. A pesquisa revela uma mudança significativa na forma como os serviços financeiros são acessados e utilizados, o que pode levar a um impacto positivo na economia como um todo.

A ampliação do acesso a serviços financeiros pode contribuir para a redução da desigualdade, promovendo maior autonomia econômica para diversos grupos, especialmente mulheres. Essa transformação é essencial em um país onde a disparidade de renda ainda é um grande desafio.

Assim, é fundamental que tanto instituições financeiras tradicionais quanto fintechs continuem a encontrar maneiras de tornar seus serviços ainda mais acessíveis. Essa colaboração pode ser a chave para um futuro mais igualitário e próspero para todos os brasileiros.

Finalmente, a inovação tecnológica deve ser utilizada como uma ferramenta para facilitar o acesso aos serviços financeiros, criando um ambiente onde todos possam participar da economia de maneira efetiva. As fintechs têm mostrado que é possível transformar a realidade financeira de milhões de pessoas.

Por fim, o debate sobre a inclusão financeira deve ser contínuo e abrangente, envolvendo não só as fintechs, mas também os governos e a sociedade civil. Apenas com uma abordagem coletiva será possível enfrentar os desafios que ainda persistem na bancarização da população brasileira.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.