Estudo revela fatores genéticos que influenciam a eficácia de medicamentos para emagrecimento
09 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Lifestyle
Sofia Regina Albuquerque Por Sofia Regina Albuquerque - Há 1 dia
2070 6 minutos de leitura

Pesquisas recentes indicam que pessoas que possuem variações em dois genes ligados ao apetite e à digestão podem ter resultados mais significativos ao utilizar medicamentos para emagrecimento, como Wegovy e Mounjaro. O estudo, publicado na revista Nature, busca entender as razões pelas quais alguns indivíduos conseguem perder muito mais peso do que outros e por que alguns enfrentam efeitos colaterais mais severos, como náuseas e vômitos, ao usá-los.

Esses medicamentos são populares por sua capacidade de reduzir a sensação de fome, simulando a ação de um hormônio natural do intestino que promove a saciedade. Embora a genética desempenhe um papel, os especialistas apontam que fatores como sexo, idade e até a origem geográfica também têm influência nos resultados obtidos com esses tratamentos.

Estima-se que cerca de 1,6 milhão de pessoas no Reino Unido tenham experimentado medicamentos para emagrecimento no último ano, e esse número tende a aumentar. A maioria está adquirindo esses produtos por meio de farmácias online, já que o sistema de saúde pública (NHS) oferece Wegovy e Mounjaro a uma pequena fração de pessoas com obesidade e problemas de saúde relacionados.

A perda de peso resultante do uso de medicamentos pode variar consideravelmente. Ensaios clínicos indicam que o uso do semaglutido (Ozempic e Wegovy) pode resultar em uma redução de até 14% do peso corporal, enquanto o tirzepatide (Mounjaro) pode levar a uma perda de 20%. No estudo em questão, que acompanhou 15.000 pessoas em tratamento com esses medicamentos, a média de perda foi de 11,7% do peso corporal ao longo de aproximadamente oito meses. Enquanto alguns participantes perderam até 30%, outros não apresentaram nenhuma perda significativa.

Os dados foram coletados de indivíduos que se inscreveram para testes genéticos pela empresa 23andMe, que forneceu informações sobre as variações genéticas e suas associações com os resultados do tratamento. Os pesquisadores identificaram um padrão indicando que algumas variantes genéticas estão ligadas à eficácia dos medicamentos. A professora Ruth Loos, da Universidade de Copenhague, destacou que um dos genes analisados está associado a uma maior perda de peso, mas também à ocorrência de náuseas. Segundo ela, quem possui essa variante tende a perder cerca de 0,76 kg a mais em média, e aqueles que possuem duas cópias do gene podem dobrar essa quantidade.

Essa variante genética é mais prevalente em pessoas de ascendência europeia, onde 64% carregam uma cópia e 16% possuem duas cópias. Em comparação, apenas 7% dos afro-americanos apresentam uma cópia desse gene. Além disso, o estudo identificou outra variante que pode estar relacionada aos efeitos colaterais, como náuseas e vômitos graves, que podem afetar até 1% dos usuários do Mounjaro, tornando esses sintomas 15 vezes mais intensos do que o normal.

Embora a influência genética seja considerada modesta, a professora Loos enfatiza que não deve ser desconsiderada. Entretanto, ela ressalta que é necessário realizar mais estudos para validar essas descobertas, que ainda não foram replicadas em outras pesquisas. A doutora Marie Spreckley, da Universidade de Cambridge, também observa que a genética é apenas uma parte de um quadro mais complexo. O sucesso do tratamento está atrelado a fatores comportamentais, clínicos e relacionados ao tratamento, como a quantidade de exercícios físicos e a qualidade da alimentação.

Outros fatores também são relevantes. Estudos anteriores mostraram que as mulheres têm mais do que o dobro de chances de perder 15% do seu peso corporal com o uso do Mounjaro em comparação aos homens. Além disso, a idade, a etnia e o tipo de medicamento, bem como a dosagem e a duração do tratamento, estão associados a uma perda de peso maior. A longo prazo, considerar informações genéticas em conjunto com outras variáveis pode auxiliar na escolha do medicamento mais adequado para cada paciente, um conceito conhecido como "medicina de precisão". Contudo, segundo o professor Naveed Sattar, especialista em saúde metabólica da Universidade de Glasgow, ainda estamos longe de implementar essas descobertas na prática clínica.

As revelações trazidas por este estudo são de grande interesse científico, mas, segundo Sattar, ainda não são suficientes para provocar mudanças imediatas nas abordagens clínicas. O que é necessário agora são dados de ensaios mais robustos para que se possa definir melhor a relação entre benefícios e riscos desses e de outros tratamentos emergentes.


Desta forma, é fundamental considerar as implicações desse estudo na prática clínica e na vida de pessoas que buscam soluções para a obesidade. A identificação de variações genéticas que influenciam a eficácia dos medicamentos representa um avanço significativo, mas não deve ser vista como uma solução isolada. As abordagens para a obesidade devem ser abrangentes e incluir fatores comportamentais e sociais.

Em resumo, a individualização do tratamento para obesidade, considerando aspectos genéticos, pode levar a resultados mais satisfatórios. Isso requer um compromisso contínuo da comunidade médica em promover a saúde de forma integral e personalizada. Além disso, é preciso investir em mais pesquisas para validar esses achados e garantir que todos tenham acesso aos melhores tratamentos possíveis.

Assim, o caminho para a eficácia no tratamento da obesidade passa pela combinação entre ciência, medicina e cuidados holísticos. Promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação saudável e da atividade física deve ser uma prioridade, especialmente em um cenário onde os medicamentos estão se tornando cada vez mais comuns.

Finalmente, a sociedade deve estar atenta a essas descobertas e exigir que as políticas de saúde pública sejam atualizadas à luz dessas novas informações. A colaboração entre cientistas, profissionais de saúde e pacientes é essencial para enfrentar esse desafio de saúde pública de maneira eficaz.

Uma dica especial para você

Se você está em busca de resultados mais eficazes na sua jornada de emagrecimento, é essencial ter as ferramentas certas ao seu lado. O Ring Light 10" LIGHT 10 STREAMPLIFY | Amazon.com.br pode ser o complemento perfeito para suas rotinas de autocuidado e motivação, proporcionando a iluminação ideal para registrar cada conquista.

Imagine capturar seus melhores momentos com uma iluminação que realça sua beleza e confiança! O Ring Light 10" não apenas ilumina, mas transforma qualquer ambiente, ajudando você a se sentir mais confiante enquanto compartilha sua jornada de emagrecimento nas redes sociais ou mesmo em vídeos motivacionais. É a ferramenta que faltava para destacar sua evolução de forma impactante!

Não perca a oportunidade de elevar seu jogo! O Ring Light 10" LIGHT 10 STREAMPLIFY | Amazon.com.br está disponível por tempo limitado. Garanta já o seu e comece a brilhar na sua jornada de transformação!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Sofia Regina Albuquerque

Sobre Sofia Regina Albuquerque

Pós-graduada em Moda e Estilo de Vida. Atua como consultora de imagem para figuras públicas e executivos. Paixão por viagens culturais e sustentabilidade têxtil. Dedica-se à pintura a óleo como refúgio criativo.