Estudo revela que 47% das empreendedoras brasileiras têm renda comprometida
05 MAR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 mês
4218 5 minutos de leitura

Um estudo recente da Serasa Experian, divulgado em celebração ao Dia Internacional da Mulher, apontou que cerca de 47,3% das empreendedoras jovens e emergentes no Brasil possuem entre 81% e 100% da sua renda comprometida. Este dado é alarmante e reflete uma significativa pressão financeira enfrentada por um grupo que inclui mais de 2,6 milhões de mulheres que lideram seus próprios negócios.

O levantamento revelou que mais da metade dessas empreendedoras tem uma capacidade financeira mensal de até R$ 1 mil. Isso demonstra que muitas delas operam com margens bastante limitadas, o que pode dificultar a gestão de imprevistos ou variações nas receitas. "Isso indica uma margem financeira mais restrita para lidar com imprevistos ou oscilações de receita", afirma Giovana Giroto, CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.

Giroto também destacou que, nesse cenário, a gestão eficiente do fluxo de caixa e o acesso a crédito adequado são fundamentais para garantir a continuidade e a estabilidade dos negócios a longo prazo. Apesar do alto comprometimento da renda, as empreendedoras demonstram uma relação ativa com o crédito e o consumo digital. A pesquisa indicou que aproximadamente 45,1% desse grupo utiliza o cartão de crédito como principal meio de pagamento, enquanto 32,6% já têm afinidade com bancos digitais e 84% realizam compras online.

Além disso, quase 64% das mulheres entrevistadas mostraram-se abertas a perfis de trabalho que oferecem uma renda flexível, como motoristas de aplicativo, o que sugere uma busca por complementação financeira e por modelos de trabalho mais adaptáveis às oscilações do mercado.

O estudo ainda revelou que a renda dessas empreendedoras está concentrada nas faixas mais baixas, com 38,4% delas ganhando até R$ 2 mil por mês, enquanto apenas pouco mais de 11% conseguem receber acima de R$ 10 mil. Isso ajuda a explicar o elevado nível de endividamento observado entre essas mulheres empreendedoras.

Além disso, o levantamento mostrou que mais de um terço (34,3%) das empreendedoras estão na faixa etária de 49 a 65 anos, seguidas pelas faixas de 39 a 48 anos (27,2%) e 29 a 38 anos (23,5%). Apenas 14,8% estão entre 18 e 28 anos. Esse dado sugere que, para muitas mulheres brasileiras, empreender não é necessariamente a primeira escolha profissional, mas uma alternativa que surge ao longo da trajetória de carreira.

A CMO da Serasa Experian também ressaltou que as mulheres mais maduras tendem a acumular experiência técnica, repertório de mercado e uma rede de relacionamentos, além de uma visão mais clara sobre riscos e oportunidades. Em uma pesquisa anterior, 46% das mulheres apontaram a flexibilidade de tempo como a principal motivação para empreender, além da busca por independência financeira.

Esse cenário indica que muitas estão buscando um modelo de trabalho que permita equilibrar melhor suas finanças, autonomia e demandas pessoais. Portanto, o apoio e a criação de políticas que incentivem a educação financeira e o acesso a crédito se tornam essenciais para que essas mulheres possam prosperar em seus negócios e contribuir ainda mais para a economia do país.


Desta forma, os dados apresentados pelo estudo da Serasa Experian revelam uma realidade que não pode ser ignorada. O comprometimento da renda das empreendedoras brasileiras é um sinal claro de que é necessário um suporte mais robusto a esse segmento. O acesso a crédito adequado e a gestão eficiente do fluxo de caixa são fundamentais para garantir a sobrevivência e o crescimento dos negócios.

Em resumo, as mulheres que lideram pequenos e médios empreendimentos enfrentam desafios que vão além do simples ato de empreender. A falta de recursos financeiros e a dependência de créditos limitados podem prejudicar a continuidade de suas atividades. Portanto, é crucial que haja uma mobilização, tanto do setor público quanto privado, para criar soluções que atendam a essas necessidades.

Então, o fomento à educação financeira e a criação de linhas de crédito específicas para empreendedoras podem ser caminhos viáveis. Investir na capacitação dessas mulheres é um passo importante para que possam administrar melhor suas finanças e, assim, aumentar suas chances de sucesso no mercado.

Finalmente, é essencial que a sociedade reconheça o valor do trabalho das mulheres empreendedoras e promova políticas que incentivem a igualdade de oportunidades. O apoio a iniciativas que visem à inclusão financeira pode transformar a realidade dessas profissionais e, consequentemente, impactar positivamente a economia brasileira.

Uma dica especial para você

Em tempos de pressão financeira, é essencial otimizar seus recursos. Se você é uma empreendedora, o Cartão Memória Micro SDXC 256GB Câmera Pro Gigastone e pode ser o aliado que você precisa. Com ele, você garante armazenamento suficiente para seus projetos, sem preocupações com espaço.

Esse cartão de memória é perfeito para quem precisa de desempenho e confiabilidade. Com 256GB de capacidade, você pode armazenar fotos, vídeos e documentos importantes com facilidade. Além disso, sua alta velocidade de leitura e gravação garante que você trabalhe de forma ágil e eficiente, liberando sua criatividade sem limitações.

Não deixe essa oportunidade passar! O Cartão Memória Micro SDXC 256GB Câmera Pro Gigastone e é uma solução acessível e que pode transformar a maneira como você gerencia seus projetos. Estoque limitado, então aproveite agora mesmo!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.