Ex-secretário da Casa Civil é investigado por receber R$ 1,3 milhão da Refit, diz PF
15 MAI

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 10 dias
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A Polícia Federal (PF) está investigando Jonathas Assunção Salvador Nery Castro, que foi o número dois de Ciro Nogueira na Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele é acusado de ter recebido R$ 1,3 milhão da Refit, uma refinaria comandada por Ricardo Magro, que é considerado um dos maiores fraudadores de impostos no Brasil.

A investigação foi desencadeada pela Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A PF apura movimentações financeiras suspeitas que envolvem a empresa de consultoria Sary Consultoria e Participações LTDA, da qual Jonathas possui 100% das ações. Entre os dias 17 e 31 de março de 2025, a empresa recebeu depósitos significativos da Refit e de outras empresas ligadas ao mesmo grupo empresarial, totalizando R$ 1,32 milhão.

Ricardo Magro, que reside em Miami há mais de dez anos e não retorna ao Brasil desde 2018, é o principal alvo da investigação. A refinaria Refit e suas associadas, como a Fera Lubrificantes e a ROAR Inovações, estão sendo investigadas por envolvimento em um esquema de sonegação fiscal que causou um rombo superior a R$ 52 bilhões aos cofres públicos.

A movimentação financeira da Sary Consultoria é considerada pela PF como típica de uma "empresa de passagem", uma vez que os valores recebidos eram rapidamente transferidos para a conta pessoal de Jonathas, sem que houvesse despesas operacionais ou uma estrutura administrativa que justificasse os altos valores movimentados.

Além de Jonathas, a PF também está investigando Ricardo Magro, que teve a prisão preventiva decretada pelo STF. O pedido inclui a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, que possibilita sua captura internacional e a posterior extradição para o Brasil. O empresário é suspeito de liderar uma organização criminosa que utiliza empresas de fachada e mecanismos complexos para evadir impostos e ocultar patrimônio.

A investigação revela que parte dos lucros obtidos pelo esquema era enviada para o exterior, principalmente para paraísos fiscais como Delaware, Bahamas e Malta. Esses recursos retornavam ao Brasil disfarçados como investimentos ou eram utilizados na compra de imóveis e ativos com proteção contra ações judiciais.

Desta forma, a investigação da PF não apenas revela práticas de corrupção e sonegação, mas também destaca o uso de empresas de fachada para encobrir operações ilícitas. A complexidade dos esquemas identificados evidencia a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos competentes.

Além disso, a atuação de agentes públicos nesse tipo de esquema torna ainda mais alarmante a situação, já que compromete a credibilidade das instituições. É fundamental que a sociedade cobre maior transparência nas ações do governo e a responsabilização de todos os envolvidos.

Em resumo, as repercussões do caso podem ser significativas para o sistema político e econômico do Brasil, fazendo com que a população clame por reformas que impeçam a repetição de tais práticas. A luta contra a corrupção deve ser uma prioridade, e a sociedade civil deve estar atenta a essas questões.

Então, espera-se que a Operação Sem Refino traga à tona não apenas as irregularidades cometidas, mas também as conexões entre o setor privado e o público que facilitam práticas ilícitas. A responsabilização dos envolvidos é um passo essencial para restaurar a confiança nas instituições.

Finalmente, o caso reforça a urgência de uma reforma tributária que dificulte a evasão fiscal e promova um ambiente de negócios mais justo e transparente. O combate à corrupção é um desafio contínuo, e a participação da população é crucial para garantir que as promessas de mudança sejam cumpridas.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.