Indústria brasileira perde R$ 107 bilhões anualmente devido a crimes e mercado ilegal, revela CNI
01 JUN

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 23 dias
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma pesquisa que estima que o setor industrial do Brasil enfrenta perdas anuais de pelo menos R$ 107 bilhões em decorrência de crimes e do mercado ilegal. O estudo, denominado Sondagem Especial Brasil Legal, foi realizado em novembro do ano passado e ouviu 1.398 empresas de diferentes tamanhos e setores em todo o país.

Os dados mostram que aproximadamente um terço das empresas entrevistadas foram afetadas por atos ilícitos. Isso resultou em uma perda de receita líquida de vendas que chega a R$ 39 bilhões. A pesquisa abrangeu empresas de pequeno, médio e grande porte, refletindo uma realidade preocupante para o setor.

Entre as empresas impactadas, 50% apontaram a perda de receita bruta como o principal efeito negativo. Em segundo lugar, com 30%, está a perda de participação de mercado, seguida pelo aumento nos custos relacionados à segurança, que afeta 28% das empresas. Os custos com segurança, tanto patrimonial quanto cibernética, são altos e superam as perdas diretas causadas por atos ilícitos.

Os gastos da indústria com segurança equivalem a cerca de 1,1% da receita líquida, totalizando um impacto de R$ 68,5 bilhões. Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI, alerta que os investimentos em segurança digital ainda são insuficientes. Ele destaca que cerca de 77,1% das empresas brasileiras destinam apenas 1% ou menos de seu orçamento para ações de cibersegurança. Silveira ressalta que a segurança cibernética deve se tornar uma prioridade estratégica para enfrentar as ilegalidades.

O impacto dos crimes é especialmente significativo para pequenas e médias empresas. Aproximadamente 31% das empresas entrevistadas relataram que suas atividades foram prejudicadas, sendo que esse número é maior entre médias (32%) e grandes empresas (33%), em comparação com 25% das pequenas. O impacto médio nas pequenas empresas é de 0,6% da receita líquida anual, enquanto nas médias é de 0,8% e nas grandes de 0,4%, evidenciando a maior vulnerabilidade das menores.

Dentre os tipos de crimes enfrentados, o roubo de carga é o mais comum, afetando 32% das grandes indústrias. Somente no estado do Rio de Janeiro, a Federação das Indústrias do Estado (Firjan) estimou um prejuízo de R$ 314 milhões no ano passado, com uma média de oito caminhões atacados por dia. Essa situação alarmante reforça a necessidade de medidas mais eficazes.

Quando questionadas sobre ações que poderiam ser adotadas para mitigar os danos causados pelo crime, 77% das empresas sugeriram o aumento da fiscalização e controle como a medida mais eficaz. Além disso, 46% acreditam que investir em ações de inteligência poderia trazer resultados positivos, enquanto 36% apontam para a necessidade de endurecimento da legislação. Para 41% dos entrevistados, os órgãos de segurança pública estaduais, como as polícias Civil e Militar, são os que mais precisam de fortalecimento, dado que o crime atua em mercados locais e nas vias de transporte.

Outros órgãos que também foram citados como prioritários para o fortalecimento no combate a crimes estruturados incluem a Polícia Federal (38%) e a Receita Federal (36%), que desempenham papel crucial na proteção de portos, aeroportos e fronteiras.


Desta forma, a pesquisa da CNI evidencia um problema sério que afeta a indústria nacional, refletindo perdas significativas que comprometem o crescimento econômico. O valor de R$ 107 bilhões é um indicativo claro da necessidade urgente de ações mais eficazes contra a criminalidade. É fundamental que as empresas adotem uma postura mais proativa em relação à segurança, especialmente no que diz respeito à proteção digital.

Em resumo, o investimento em segurança cibernética deve ser reavaliado e tratado como prioridade estratégica. A vulnerabilidade das empresas em relação aos crimes digitais pode ser minimizada por meio de um aumento nos investimentos e na conscientização sobre a importância da cibersegurança. Isso não apenas protege as empresas, mas também contribui para a estabilidade do setor industrial como um todo.

Por fim, a colaboração entre o setor privado e as forças de segurança pública é crucial para enfrentar o problema da criminalidade. O fortalecimento das instituições responsáveis pela segurança pública e o aumento da fiscalização são passos essenciais para reduzir as perdas e garantir um ambiente mais seguro para as empresas.

Finalmente, a conscientização sobre os riscos e as medidas preventivas deve ser uma prioridade em todos os níveis da indústria. A implementação de tecnologias de segurança, como a Câmera Segurança IP Lâmpada WiFi Full HD 1080p com Visão, é uma das formas de proteger ativos e garantir a continuidade dos negócios frente a ameaças externas.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.