Indústrias brasileiras enfrentam aumento de custos devido a investimentos em segurança
09 JUN

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 15 dias
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Duas a cada dez indústrias brasileiras já enfrentaram roubos ou furtos de cargas durante o transporte rodoviário. Essa situação tem levado as empresas do setor a investir mais em segurança, o que, por sua vez, eleva os custos finais dos produtos. Essas informações foram obtidas através de uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Conforme os dados levantados, 62% das indústrias afirmam que os custos com segurança no transporte impactam diretamente nos preços finais de seus produtos. Além disso, 81% dos entrevistados concordam que a insegurança patrimonial contribui para o aumento do chamado Custo Brasil, que se refere a um conjunto de fatores que encarecem a produção e a operação das empresas no país.

O estudo revela ainda que 45% das indústrias admitem que os investimentos em segurança encarecem o valor final dos produtos. Entre as indústrias que já sofreram com roubos ou furtos, 20% reportaram ter passado por esses incidentes nos últimos cinco anos. Os dados mostram que 68% das ocorrências de roubo ou furto de cargas aconteceram em rodovias.

Os itens mais visados por ladrões incluem fios e cabos, que lideram a lista com 60% das ocorrências, seguidos por ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos de produção (23%). Além disso, a pesquisa revela que 54% dos entrevistados consideram necessário aumentar o policiamento em áreas industriais como uma medida prioritária do governo. Apenas 4% acreditam que houve alguma melhora no cenário de segurança nos últimos cinco anos.

Outro ponto importante levantado pela pesquisa são os problemas de segurança cibernética. As empresas do setor também estão enfrentando incidentes como vazamentos de dados e ataques de ransomware, que são sequestros de dados. Essa situação levou 30% dos entrevistados a registrarem perdas financeiras diretas devido a fraudes ou ao resgate de dados sequestrados.

Para contornar a insegurança cibernética, as empresas estão adotando diversas medidas. Entre elas, 75% realizam backups regulares de seus dados, 67% investem em softwares de segurança, 45% implementam políticas robustas de acesso e senhas, 38% promovem treinamentos para seus funcionários, e 34% contratam equipes especializadas em cibersegurança, seja interna ou externa.

A pesquisa da CNI foi realizada pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados, ouvindo executivos de 1.003 empresas industriais de diferentes tamanhos, entre 12 de março e 7 de abril de 2026. Dentre os entrevistados, 503 eram de indústrias pequenas e 500 de médio e grande porte, abrangendo todas as regiões do Brasil.

Desta forma, é evidente que a insegurança no transporte de cargas e a vulnerabilidade cibernética são problemas sérios que afetam as indústrias brasileiras. A pesquisa da CNI revela não apenas a magnitude do problema, mas também como ele impacta diretamente nos custos operacionais das empresas.

Em resumo, os empresários precisam encontrar um equilíbrio entre os investimentos em segurança e a manutenção de preços competitivos. É fundamental que o governo também priorize a segurança nas rodovias e áreas industriais, criando um ambiente mais seguro para a operação das empresas.

Então, a adoção de tecnologias de segurança, tanto física quanto digital, deve ser uma prioridade. As indústrias que investem em medidas de proteção não apenas preservam seus ativos, mas também garantem a sustentabilidade de seus negócios a longo prazo.

Encerrando o tema, é crucial que haja um esforço conjunto entre o setor privado e o público para enfrentar esses desafios. Apenas com uma abordagem colaborativa será possível reduzir os custos e melhorar a segurança no Brasil, garantindo um ambiente mais favorável para o desenvolvimento industrial.

Finalmente, a conscientização e o treinamento das equipes são essenciais para minimizar riscos, especialmente no que diz respeito à segurança cibernética. As empresas devem se preparar para enfrentar as ameaças atuais e futuras, protegendo seus dados e operações.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.