Moraes rejeita pedido para alterar horários de visita a Bolsonaro após atraso de Flávio
11 FEV

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Política
Thiago Ferreira Martins Por Thiago Ferreira Martins - Há 2 meses
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que solicitava a flexibilização dos horários de visita ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026.

A solicitação surgiu após o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, ter chegado ao local 10 minutos antes do término do horário permitido para as visitas. Ele chegou ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde está localizado o espaço onde Bolsonaro está detido. Flávio entrou no local às 12h50, mas optou por não esperar até a abertura do período vespertino de visitas.

Conforme a norma estabelecida, o ex-presidente pode receber visitas todas as quartas-feiras e sábados, em três diferentes períodos: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h. Os filhos de Bolsonaro têm autorização permanente para visitá-lo, mas devem respeitar os dias e horários previamente fixados.

Na sua decisão, Moraes enfatizou que é essencial que as visitas sigam as normas estabelecidas, visando garantir a segurança do ambiente penitenciário. Ele destacou que não podem haver privilégios que comprometam essa segurança.

Desta forma, a rejeição ao pedido de flexibilização dos horários de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro reflete uma postura firme do Judiciário em manter a ordem e a segurança nas instituições penitenciárias. A decisão de Moraes se alinha à necessidade de respeitar as regras que regem a visitação, evitando que situações excepcionais possam criar precedentes indesejados.

Em resumo, a falta de cumprimento dos horários estabelecidos não pode se transformar em uma justificativa para alterar as regras de visitação. Essa medida é importante para que todos os detentos sejam tratados de forma equânime, independentemente de sua posição social ou política.

Assim, a manutenção das normas é um sinal de que as autoridades estão comprometidas com a integridade do sistema penitenciário. Isso ajuda a evitar que a justiça se torne um instrumento de privilégios, o que seria prejudicial à confiança pública nas instituições.

Finalmente, a decisão de não flexibilizar os horários de visita é um lembrete da importância de seguir as normas estabelecidas. Isso não apenas garante a segurança, mas também a justiça e a equidade no tratamento de todos os indivíduos sob custódia.

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Thiago Ferreira Martins

Sobre Thiago Ferreira Martins

Especialista em Comunicação Política com pós-graduação em Gestão de Crise. Atua em consultorias de imagem institucional. Paixão por retórica e persuasão. Seu hobby relaxante favorito é a pesca esportiva de rio.