Morte de Ali Khamenei gera incertezas sobre a sucessão no Irã
08 MAR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 1 mês
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A recente morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em meio a tensões com os Estados Unidos e Israel, levanta questões sobre o futuro político do país. Especialistas em política iraniana alertam que, apesar da insatisfação popular com o regime, não há condições favoráveis para uma mudança significativa na estrutura de governo. A sucessão deve ocorrer dentro das atuais estruturas de poder.

O ministro do Irã já fez declarações indicando que, caso países europeus se unam a EUA e Israel, eles se tornarão "alvos". Além disso, Israel divulgou um vídeo mostrando como seria o bunker militar de Khamenei, intensificando as incertezas sobre a situação. O chefe da ONU, por sua vez, expressou preocupação de que a guerra com o Irã possa "sair do controle".

Em um videocast chamado Fora da Ordem, transmitido ao vivo toda sexta-feira, analistas discutiram as implicações da morte de Khamenei. Um dos participantes, Américo Martins, destacou que a Guarda Revolucionária, força militar que exerce forte controle sobre a economia iraniana, terá um papel crucial na escolha do próximo líder supremo.

O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, é considerado o principal candidato à sucessão, embora falte a ele as credenciais teológicas de alto nível geralmente necessárias para o cargo. Essa possibilidade de uma sucessão dinástica gera desconfiança entre a população iraniana, uma vez que contradiz os princípios da Revolução Islâmica de 1979, que criticava as monarquias e ditaduras.

Analistas afirmam que a ideia de um filho suceder o pai pode não ser bem recebida por uma parte da população. Essa rejeição se dá porque o Irã historicamente critica as dinastias e as práticas autoritárias de governos na região. Além de Mojtaba, o nome do neto de Khomeini, fundador da República Islâmica, também foi mencionado como uma alternativa, numa tentativa de resgatar os ideais da revolução original.

Outra figura cogitada para a sucessão é o Ayatollah Araf, que possui credenciais teológicas robustas e conexões com a Guarda Revolucionária e a Bassige, uma milícia que conta com cerca de 600 mil homens, muitos deles civis. Contudo, independentemente de quem venha a assumir o poder, especialistas concordam que não haverá uma ruptura com o sistema atual de governo.

Américo Martins enfatizou que a transição não significa uma mudança de regime. Não se discute a possibilidade de um candidato reformista ou renovador surgindo neste contexto. Embora possa haver uma abordagem mais pragmática nas relações internacionais, incluindo possíveis negociações com os Estados Unidos, a estrutura fundamental do regime iraniano deve permanecer intacta, com a Guarda Revolucionária como um pilar central de sustentação do poder.


Desta forma, a situação política no Irã após a morte de Khamenei reflete a complexidade do sistema de governo do país. A escolha do próximo líder, embora envolva figuras da elite, não deve alterar significativamente a dinâmica de poder vigente. Isso indica uma continuidade que pode frustrar anseios populares por mudanças.

Em resumo, a possibilidade de um filho assumir a liderança é emblemática das contradições enfrentadas pelo Irã. Essa escolha pode ser vista como um retrocesso, considerando os ideais de igualdade e representatividade que foram fundamentais na Revolução Islâmica.

Assim, a Guarda Revolucionária, como ator central, continuará a influenciar as decisões políticas. A sua capacidade de controlar a economia e manter a ordem social é um fator que não deve ser subestimado nas próximas etapas da política iraniana.

Finalmente, essa situação nos leva a refletir sobre a importância do diálogo internacional. Para uma paz duradoura, é essencial que haja uma abertura nas relações entre o Irã e outras nações, especialmente EUA e Europa, visando soluções que beneficiem a população iraniana.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.