Movimentação de usuários de crack na região de Santa Cecília chega a 260 pontos
04 MAI

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 10 dias
11825 4 minutos de leitura

Na região central de São Paulo, especificamente no distrito de Santa Cecília, cerca de 260 pontos estão sendo monitorados devido à movimentação de usuários de crack. Essa situação é resultado das constantes abordagens policiais que fazem com que os dependentes químicos mudem de local frequentemente, criando um cenário onde a quantidade de pessoas em um mesmo endereço varia bastante, podendo chegar a zero em algumas horas e a dezenas em outras.

Um levantamento feito entre os dias 20 e 23 de abril, que teve acesso à Folha, aponta que, em média, 214 dependentes químicos circulam pela área em diferentes turnos do dia, como madrugada, manhã, tarde e noite. Essa rotina de movimentação é um reflexo do esvaziamento da chamada cracolândia, que, até maio de 2025, concentrava mais de mil pessoas na Rua dos Protestantes. Atualmente, há uma predominância de usuários solitários ou em pequenos grupos em comparação com as aglomerações do passado.

A maior concentração de usuários na região ocorre na praça Marechal Deodoro, onde a média é de 22 usuários por turno. No dia 21 de abril, por exemplo, foram registrados até 35 usuários nesse local, mas apenas dois dias depois, não havia nenhum dependente presente. Além disso, a movimentação na praça varia, com os usuários sendo vistos em até dez pontos diferentes do mesmo logradouro.

Outros locais também apresentam movimentação significativa, como a avenida Rio Branco, onde a média é de 12,5 usuários por turno. Considerando todos os pontos monitorados nessa via, a média geral é de 24 usuários por período. Na sequência, aparecem outros endereços como a praça Princesa Isabel, a rua Apa e a avenida Duque de Caxias, com menores concentrações.

Os dados obtidos revelam a complexidade da situação, com diferentes percepções por parte dos moradores. Enquanto alguns residentes celebram a diminuição do fluxo de usuários nas ruas, outros ainda enfrentam a presença ocasional de dependentes em frente às suas casas.

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, que coordena as ações na cracolândia, explica que a estratégia de monitoramento e abordagem implementada foi crucial para a desmobilização dessa grande concentração de usuários. O governo estadual, em parceria com a prefeitura, tem utilizado tecnologias como drones e câmeras para realizar contagens diárias e identificar pequenos pontos de distribuição de drogas.

A polícia e os guardas civis também estão atuando em revistas a suspeitos, enquanto assistentes sociais fazem um trabalho de convencimento para que os usuários busquem tratamento no Hub de Cuidados em Crack e outras Drogas, localizado na região do Bom Retiro. Esse centro de triagem oferece atendimentos iniciais sociais e médicos, encaminhando os casos mais graves para hospitais especializados ou comunidades terapêuticas.

Por outro lado, críticos da abordagem afirmam que a cracolândia foi apenas fragmentada, resultando na dispersão de usuários por diferentes pontos da cidade, o que contraria a perspectiva oficial de que a situação foi resolvida. O governo, por sua vez, argumenta que o antigo território de tráfico foi desmantelado, dificultando o acesso à droga em grandes aglomerações.

Apesar dos avanços, Ramuth admite que o consumo de crack nas ruas ainda é um problema significativo em várias partes de São Paulo. Para o futuro, a estratégia do governo envolve aplicar as lições aprendidas na Santa Cecília e em áreas como a República e o Bom Retiro em outras regiões da cidade, visando um controle efetivo também nas proximidades da Ceagesp e na avenida Roberto Marinho.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.