MPF solicita suspensão de operação da Estrada de Ferro Carajás em área indígena
03 MAR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 mês
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O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma Ação Civil Pública pedindo a paralisação da segunda linha da Estrada de Ferro Carajás (EFC), que passa pela Terra Indígena Mãe Maria, localizada no sudeste do Pará. A ação, apresentada pela Procuradoria da República em Marabá (PA), alega que a linha duplicada está em operação sem a devida Licença de Operação (LO) emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de não ter realizado a consulta livre e informada às comunidades indígenas impactadas.

A Estrada de Ferro Carajás, que foi inaugurada em 28 de fevereiro de 1985, possui uma extensão de 892 quilômetros e faz a ligação entre as minas de ferro de Carajás e o Terminal Portuário de Ponta da Madeira, no Maranhão. Em 2011, a ferrovia passou por um processo de duplicação, onde uma nova linha foi construída paralelamente à existente. Contudo, o MPF afirma que as obras na seção que passa pela terra indígena foram concluídas, mas a inclusão desse trecho na Licença de Operação é inviável por parte do Ibama, até que sejam cumpridas determinadas condicionantes ambientais e haja avaliação da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena.

Dentre as pendências destacadas pelo MPF estão a necessidade de revegetação e estabilização de áreas afetadas, destinação correta de resíduos e cumprimento das orientações da Funai. O documento enfatiza que "é inequívoco que a operação da linha de expansão da ferrovia não possui, atualmente, a devida autorização para funcionamento". O MPF também menciona que lideranças do povo Gavião relataram que, apesar da falta de Licença de Operação para a duplicação, a empresa mineradora estaria operando nos dois trilhos da ferrovia.

Registros fotográficos e filmagens foram enviados como evidência do funcionamento simultâneo das duas linhas, que estão transportando grandes volumes de minério. O parecer técnico datado de 21 de novembro de 2025 aponta para sérios impactos ambientais, incluindo a degradação de recursos hídricos, contaminação da água por metais pesados, poluição sonora e a falta de registro das queixas indígenas no Plano Básico Ambiental. Essa situação gera preocupação em relação à segurança alimentar dos indígenas que dependem dos corpos hídricos.

Além da ausência da Licença de Operação, o MPF sustenta que não houve o respeito ao direito à consulta livre, prévia e informada, conforme previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que foi ratificada pelo Brasil. Esse contexto levanta questões sobre a proteção dos direitos das comunidades indígenas e a responsabilidade ambiental das empresas que operam em áreas sensíveis.

Desta forma, a situação revelada pelo MPF destaca a necessidade urgente de se garantir os direitos das comunidades indígenas em processos de licenciamento ambiental. A falta de consulta e a operação sem licença evidenciam a fragilidade da regulamentação no setor. O desrespeito a normas internacionais, como a Convenção nº 169 da OIT, é inaceitável e deve ser corrigido por meio de políticas públicas efetivas.

Além disso, é crucial que o Ibama e a Funai atuem de forma integrada para assegurar que as atividades de mineração não comprometam a integridade das terras indígenas. A proteção ambiental e os direitos humanos devem caminhar juntos, especialmente em áreas onde comunidades dependem diretamente dos recursos naturais para sua sobrevivência.

É fundamental que as decisões sobre licenciamento considerem não apenas os interesses econômicos, mas também a preservação cultural e ambiental das comunidades afetadas. Assim, um diálogo aberto e transparente é essencial para garantir que todos os envolvidos possam expressar suas preocupações e participar do processo decisório.

Finalmente, a sociedade civil deve acompanhar mais de perto essas questões, promovendo a fiscalização e exigindo ações efetivas das autoridades competentes. A responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e comunidades pode levar a soluções mais justas e sustentáveis para todos.

Por fim, a situação da Estrada de Ferro Carajás deve servir como um alerta sobre a importância de se respeitar os direitos das comunidades indígenas e os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.