Neymar é o quarto atleta do futebol mundial com mais jogos perdidos por lesão
03 JUN

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Esportes
Felipe Cavalcanti D'Ávila Por Felipe Cavalcanti D'Ávila - Há 1 hora
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Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a recente lesão de Neymar reacendeu a discussão sobre os impactos de suas recorrentes contusões na Seleção Brasileira de Futebol. O atacante do Al-Hilal sofreu uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita, o que levanta preocupações sobre sua condição para o torneio. O histórico de lesões do camisa 10 ajuda a entender essa apreensão.

Nos últimos anos, as lesões se tornaram uma constante na carreira de Neymar, limitando suas atuações em campo e aumentando o número de partidas em que ele ficou fora. Segundo dados do Transfermarkt, Neymar é atualmente o quarto atleta em atividade com mais jogos perdidos devido a problemas físicos no futebol mundial. Ele já perdeu 239 partidas ao longo da sua carreira, considerando apenas os compromissos de clubes.

Essa estatística não leva em conta as partidas da Seleção Brasileira, focando exclusivamente nos jogos pelos clubes. O levantamento revela que Neymar, aos 34 anos e avaliado em 8 milhões de euros, ficou de fora de 114 jogos durante sua passagem pelo Paris Saint-Germain (PSG), além de 69 pelo Al-Hilal, 33 pelo Santos e 23 pelo Barcelona.

No topo da lista dos jogadores que mais perderam jogos por lesão está o belga Björn Engels, de 31 anos, que já desfalcou suas equipes em 331 partidas. O argentino Marcos Rojo, atualmente no Racing, ocupa a segunda posição, com 268 jogos perdidos, enquanto o japonês Ryota Oshima, de 33 anos, está em terceiro, com 258 ausências.

Entre os brasileiros, Neymar é o líder no ranking de jogadores que mais acumularam partidas perdidas por lesão. Outro nome que se destaca é o de Thiago Silva, zagueiro de 41 anos, que soma 167 jogos como desfalque. Ele ocupa a quarta colocação entre os atletas que mais se ausentaram por problemas físicos. Além disso, Paulinho, do Palmeiras, é o atleta mais jovem entre os 15 primeiros colocados, tendo ficado fora de 156 partidas devido a lesões, e está em oitavo lugar na lista. Éder Militão, que foi cortado da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo, também aparece entre os desfalques, acumulando 138 jogos de ausência, ocupando a 11ª posição.

Desta forma, é imprescindível refletir sobre a condição física dos atletas e a importância de um acompanhamento médico eficaz. As lesões recorrentes não apenas afetam o desempenho individual, mas também comprometem o desempenho das equipes em competições de grande porte.

O caso de Neymar exemplifica um problema comum entre jogadores de elite, que frequentemente enfrentam pressões para atuar, mesmo sem a condição física ideal. A gestão das lesões é crucial para a longevidade da carreira de um atleta.

Além disso, a falta de um planejamento adequado pode levar a consequências mais sérias, tanto para o jogador quanto para a equipe. Atletas como Neymar, que estão em evidência, precisam de estratégias que priorizem sua saúde e bem-estar.

Em resumo, o cenário atual exige uma análise crítica sobre como as instituições esportivas lidam com a saúde dos jogadores. É necessário que haja uma mudança de mentalidade para que o foco seja não apenas no desempenho imediato, mas também na saúde a longo prazo dos atletas.

Assim, é fundamental que as equipes adotem uma abordagem mais preventiva e menos reativa, buscando formas de minimizar o impacto das lesões no desempenho e na carreira dos jogadores. A educação sobre a importância de cuidar da saúde deve ser uma prioridade nas instituições esportivas.

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Felipe Cavalcanti D'Ávila

Sobre Felipe Cavalcanti D'Ávila

Especialista em Direito Desportivo e entusiasta de maratonas. Atua em tribunais esportivos defendendo a transparência e ética no esporte. Paixão fervorosa por futebol nacional. No tempo livre, pratica ciclismo de estrada.