O que fazer após alcançar a meta de emagrecimento com medicamentos?
09 FEV

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 meses
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A popularidade das canetas emagrecedoras, que contêm medicamentos como semaglutida e tirzepatida, cresceu nos últimos anos, trazendo novas possibilidades para o tratamento da obesidade. Esses medicamentos, que se tornaram conhecidos pelos nomes comerciais Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, estão revolucionando a maneira como se aborda a perda de peso. A utilização desses fármacos, que atuam no sistema endócrino, promove uma perda significativa de peso, variando entre 15% a 20% do peso corporal, e agora também está disponível em forma de comprimidos, facilitando o acesso a mais pessoas.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Kaiser Family Foundation em novembro de 2025, cerca de 12,5% dos adultos nos Estados Unidos já experimentaram medicamentos à base de GLP-1, seja para emagrecimento, controle de diabetes ou outras condições de saúde. No entanto, o uso desses medicamentos levanta uma questão importante: o que acontece após a perda de peso? Além disso, o que fazer quando o emagrecimento estagna, mesmo com a continuidade do tratamento?

Como especialista em obesidade, é possível observar a transformação que a terapia com GLP-1 proporciona. Entretanto, é crucial ressaltar que nenhum medicamento substitui os fundamentos de um estilo de vida saudável, que incluem uma alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos, sono adequado e cuidado com a saúde mental. Estes elementos são essenciais para a manutenção da saúde geral e para evitar o reganho de peso.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicou em 2023 que mais de 40% dos adultos americanos sofrem de obesidade. O desafio mais comum não é apenas emagrecer, mas sim manter o peso ideal após a perda. Pesquisas ao longo das décadas demonstraram que, embora a perda de peso seja viável no curto prazo, o reganho é frequentemente a norma. Isso ocorre porque, ao emagrecermos, o corpo tende a reverter ao peso anterior, um fenômeno conhecido como adaptação metabólica.

Quando alguém perde peso, o cérebro responde aumentando a produção de grelina, o hormônio que estimula a fome, e reduz a leptina, que sinaliza saciedade. Como resultado, a pessoa se sente mais faminta e menos satisfeita após as refeições, além de queimar menos calorias do que antes. O organismo interpreta a perda de peso como uma ameaça e adota estratégias para preservar energia, o que torna o retorno ao peso original mais provável. Isso se agrava em um ambiente repleto de alimentos ultraprocessados e porções grandes, além do estresse e da falta de tempo para se exercitar.

Em estudos clínicos, os resultados também refletem esse padrão. Um estudo realizado em 2021, chamado STEP 1, com mais de 1.900 adultos, consolidou a eficácia dos medicamentos GLP-1 para emagrecimento. No entanto, um estudo de acompanhamento, o STEP 4, revelou que, em até 48 semanas após a interrupção do uso da semaglutida, os participantes recuperaram cerca de dois terços do peso perdido. Por outro lado, aqueles que continuaram utilizando o GLP-1 continuaram a emagrecer, evidenciando a luta biológica do corpo para retornar ao seu peso habitual, sem que isso signifique falta de determinação.

Atualmente, a obesidade é reconhecida como uma condição crônica, mas as orientações clínicas ainda precisam se adaptar a essa nova geração de medicamentos. A estratégia mais eficaz para manter o peso após atingir a meta é continuar o tratamento com GLP-1, na menor dose possível que ainda ajude a controlar o apetite e estabilizar o peso. Outra opção é reduzir gradualmente o uso do medicamento ao longo de três a seis meses, enquanto se reforçam hábitos saudáveis.

Muitas pessoas enfrentam o que é conhecido como platô de emagrecimento, que é comum mesmo com o uso do GLP-1. Nos estudos, a perda de peso geralmente apresenta uma curva previsível, com uma queda rápida inicialmente e uma desaceleração progressiva, até que se atinja um platô. Ficar de oito a doze semanas sem grandes mudanças no peso não é um sinal de fracasso, mas sim uma adaptação do corpo ao novo peso. Antes de concluir que o medicamento deixou de ser eficaz, é essencial verificar se ele está sendo utilizado corretamente e se não há falhas no tratamento.

Manter uma abordagem equilibrada e realista é fundamental para quem busca não apenas perder peso, mas também garantir uma saúde duradoura. Como reforço, todo plano de emagrecimento deve ser adaptado às necessidades individuais, garantindo que cada paciente receba o suporte necessário para alcançar e manter seus objetivos de forma sustentável.


Desta forma, é crucial que os pacientes que utilizam medicamentos para emagrecimento estejam cientes de que a manutenção do peso é tão desafiadora quanto a perda inicial. As orientações médicas devem ser sempre seguidas, e as alterações na dosagem do medicamento devem ser discutidas com um profissional de saúde.

Além disso, é evidente que o tratamento da obesidade não deve ser visto apenas como uma questão de medicamentos, mas deve incluir um compromisso com mudanças no estilo de vida. A alimentação balanceada e a atividade física regular são indispensáveis nessa equação.

A necessidade de um acompanhamento contínuo é fundamental para que os pacientes não apenas alcancem seus objetivos de emagrecimento, mas também os mantenham a longo prazo. A educação sobre saúde e nutrição é um pilar que deve ser fortalecido.

Finalmente, é essencial que os pacientes compreendam que a jornada de emagrecimento é individual e que as soluções devem ser personalizadas. Cada corpo reage de maneira única, e estratégias que funcionam para um indivíduo podem não ser eficazes para outro. Portanto, um olhar atento e cuidadoso é necessário.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.