ONS limita geração de energia eólica e solar para garantir equilíbrio do sistema elétrico
04 MAR

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 1 mês
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Na última terça-feira, dia 3, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) implementou restrições na geração de energia de usinas eólicas e solares em diversas regiões do Brasil. Essa ação, conhecida como curtailment, foi necessária para manter a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com o Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO), o limite máximo de geração afetado alcançou 1.944 megawatts (MW) no Nordeste do país.

As limitações ocorreram entre a manhã e a tarde, especificamente em momentos críticos para controlar desequilíbrios regionais e a frequência da rede elétrica. No Sudeste/Centro-Oeste, a restrição na geração de energia renovável aconteceu entre 8h38 e 16h45, com uma redução máxima de 586 MW. No Nordeste, a limitação foi registrada entre 8h41 e 16h48, enquanto no Norte, os cortes ocorreram entre 8h43 e 13h06, com uma redução máxima de 249 MW.

Essas ações do ONS têm como base três principais motivos: a falta de infraestrutura de transmissão, como linhas danificadas ou atrasadas; o esgotamento da capacidade das linhas de transmissão, que impede que a energia gerada seja escoada; e um excesso de oferta de energia em relação à demanda. Nos dois últimos casos, as usinas afetadas não têm direito a compensação.

O relatório do ONS também destacou que a usina hidrelétrica de Itaipu gerou mais energia do que o programado, a fim de atender ao pico de demanda do sistema elétrico. Entre os submercados, o Sul apresentou geração hidráulica e térmica acima do esperado, além de uma produção eólica maior devido a condições de vento favoráveis.

No Sudeste/Centro-Oeste, a geração solar e a carga ficaram acima das previsões, em contraste com o Nordeste, onde a geração eólica e solar apresentou números abaixo do esperado, acompanhada de uma carga inferior ao previsto. No Norte, a geração hidráulica foi menor que o programado devido à indisponibilidade de unidades nas hidrelétricas de Tucuruí e Belo Monte.

Além disso, o ONS registrou um desligamento automático em um setor de 230 kV na subestação Pau Ferro, localizada em Pernambuco, que ocorreu às 13h45. O incidente foi causado por um curto-circuito em um isolador, resultando na interrupção de 215 MW de carga da Neoenergia Pernambuco, que foi posteriormente restabelecida.


Desta forma, a gestão da energia elétrica no Brasil enfrenta desafios significativos, especialmente em um contexto de aumento da demanda e necessidade de fontes renováveis. A limitação da geração de energia eólica e solar evidencia a vulnerabilidade do sistema elétrico diante de problemas estruturais. Para garantir uma matriz energética sustentável, é crucial investir em infraestrutura de transmissão, evitando cortes na geração por falta de capacidade.

Além disso, a situação ressalta a importância de um planejamento mais eficaz que leve em conta as variáveis climáticas e as demandas regionais. O equilíbrio entre oferta e demanda deve ser constantemente monitorado, permitindo que as usinas operem de forma otimizada e minimizando desperdícios.

O fortalecimento das energias renováveis é um passo necessário, mas deve ser acompanhado de ações que garantam a integração dessas fontes ao sistema elétrico. A construção de novas linhas de transmissão e a manutenção das existentes são fundamentais para que o Brasil possa aproveitar todo o potencial das energias limpas.

Por fim, a ocorrência de desligamentos automáticos, como o registrado em Pernambuco, evidencia a fragilidade da infraestrutura elétrica. É essencial que o ONS e as empresas do setor trabalhem em conjunto para evitar interrupções e garantir a segurança no fornecimento de energia.

Assim, o cenário atual demanda um olhar atento para os investimentos em soluções que tornem o sistema elétrico mais robusto e resiliente, evitando futuros desbalanceamentos e garantindo a sustentabilidade das fontes de energia no Brasil.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.