Pesquisa indica que 69% da população brasileira está endividada; apenas 10% se beneficiaram do Novo Desenrola
10 JUN

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 8 horas
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A pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que a situação financeira dos brasileiros continua preocupante. Atualmente, 69% da população está endividada, enquanto apenas 10% afirmam ter sido beneficiados pelo programa Desenrola 2.0, relançado no início de maio deste ano.

O Desenrola 2.0 foi criado com o objetivo de ajudar os brasileiros que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, até R$ 8.105. O programa oferece renegociação de dívidas com descontos e a possibilidade de troca por uma dívida mais acessível. No entanto, a pesquisa revelou que 88% dos entrevistados disseram não ter sido alcançados pelo programa, enquanto 2% não souberam responder.

Além disso, a pesquisa mostrou que 23% das pessoas têm muitas dívidas, o que representa uma redução em relação ao mês anterior, quando 28% afirmaram ter esse problema. Por outro lado, o percentual de pessoas que relataram ter poucas dívidas subiu para 46%, mantendo-se estável em relação ao mês passado. Aqueles que declararam não ter dívidas aumentaram de 27% para 30%.

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e entrevistou um total de 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

As perguntas feitas na pesquisa também incluíram a percepção dos entrevistados sobre a quantidade de dívidas. Para aqueles que recebem até dois salários mínimos, a situação se apresenta da seguinte forma: 23% têm muitas dívidas, 50% têm poucas dívidas e 27% afirmam não ter dívidas. Para os que ganham entre dois e cinco salários mínimos, 22% têm muitas dívidas, 50% têm poucas e 27% não têm dívidas. Já entre os que recebem acima de cinco salários mínimos, 26% têm muitas dívidas, 36% têm poucas e 37% não têm dívidas.

Outro dado relevante da pesquisa é que 61% dos entrevistados afirmaram já ter ouvido falar do novo programa Desenrola 2.0, enquanto 39% não tinham conhecimento sobre ele. Quanto à opinião sobre o programa, entre os lulistas, 70% consideram a iniciativa como uma boa ideia, enquanto 12% a veem como uma má ideia. Entre os independentes, 51% também acreditam que é uma boa ideia, e 25% a consideram ruim.

Os dados da pesquisa trazem à tona um panorama financeiro que ainda demanda atenção. Com um número significativo de pessoas endividadas, é fundamental que programas como o Desenrola 2.0 sejam efetivos e alcancem aqueles que realmente precisam de ajuda.

Diante dos resultados apresentados pela pesquisa, fica evidente que a questão do endividamento no Brasil continua sendo um desafio significativo. O fato de que apenas 10% da população se sentiu beneficiada pelo programa Desenrola 2.0 indica uma falha na comunicação ou na eficácia da iniciativa. É crucial que o governo busque melhorias nesse sentido.

A redução no percentual de pessoas com muitas dívidas é um sinal positivo, mas o número ainda é alarmante, mostrando que muitos brasileiros ainda lutam para equilibrar suas finanças. Assim, o Estado deve intensificar esforços para ampliar a inclusão financeira e oferecer suporte aos endividados.

Além disso, a pesquisa revela que a maioria da população ainda não está ciente do programa de renegociação de dívidas. Portanto, iniciativas de conscientização são essenciais para garantir que mais pessoas possam se beneficiar das oportunidades oferecidas pelo governo.

Por fim, é importante que as políticas públicas se adaptem às necessidades reais da população e que programas como o Desenrola sejam avaliados e ajustados continuamente. Somente assim será possível proporcionar um alívio significativo para os que enfrentam dificuldades financeiras no país.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.