Petrobras explica alta do gás de cozinha e critica distribuidoras após cobranças do governo
07 ABR

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 3 dias
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O aumento nos preços do gás de cozinha gerou uma série de trocas de críticas entre a Petrobras, distribuidoras de gás e o governo federal. Essa situação se intensificou após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministério de Minas e Energia (MME) questionarem a empresa sobre a venda do produto a preços elevados em um recente leilão. No último sábado (4), a Petrobras enviou uma carta à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, para defender sua postura e criticar as distribuidoras.

A Petrobras, que detém cerca de 90% do mercado de gás de cozinha no Brasil, argumenta que o aumento no preço não é resultado de sua política de preços ou do modelo de leilões, mas sim do crescimento das margens de lucro das distribuidoras nos últimos anos. Em seu documento, a estatal afirma que as distribuidoras tiveram um crescimento significativo em suas margens de lucro, o que, segundo ela, contribuiu para o encarecimento do produto para os consumidores.

Segundo a Petrobras, entre 2019 e 2023, as distribuidoras de gás de cozinha enfrentaram um aumento em custos e despesas que acompanhou a inflação. No entanto, as margens de lucro dessas empresas aumentaram de forma desproporcional. A estatal revela que a margem líquida das distribuidoras cresceu 188% em percentual e 243% em termos reais, passando de R$ 197 por tonelada em 2019 para R$ 675 por tonelada em 2023, enquanto a inflação no mesmo período foi de 48%.

A Petrobras também observa que as margens de lucro das distribuidoras estão acima da média internacional, ressaltando que, em 2023, essas empresas apresentaram margens líquidas 34% superiores à média das distribuidoras internacionais. A empresa conclui que há uma assimetria no repasse de preços das refinarias para o consumidor final, onde aumentos são repassados imediatamente, enquanto reduções não são repassadas na mesma proporção.

O setor de distribuição de gás de cozinha, conhecido como GLP, é bastante concentrado no Brasil, com aproximadamente 95% do mercado controlado por cinco grandes empresas: Copa Energia, Nacional Gás, Supergasbras, Ultragaz e Consigaz. Essas empresas são responsáveis pelo armazenamento em botijões e pela entrega do produto ao consumidor final.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) foi questionado sobre as declarações da Petrobras, mas optou por não se manifestar sobre os preços ou estimativas de mercado. No entanto, o sindicato criticou o modelo de leilão utilizado pela Petrobras, argumentando que a venda deveria ser feita por meio de contratos regulados a preços justos, sem leilões que resultem em aumento de preços.

O Sindigás afirma ainda que a Petrobras tem utilizado leilões para vender gás a preços inflacionados, o que, segundo o sindicato, representa uma prática de mercado inadequada. As distribuidoras alegam que a realização de leilões em períodos críticos prejudica a logística e a oferta do produto, levando a uma escassez que impacta diretamente o consumidor.

A produção e oferta de gás de cozinha no Brasil envolvem refinarias, unidades de processamento de gás natural, petroquímicas e importadoras. Em 2025, a demanda total de GLP no país foi de 7,4 milhões de toneladas, com a Petrobras respondendo por 89,8% desse fornecimento. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a produção nacional atingiu 5,8 milhões de toneladas, enquanto as importações somaram 1,6 milhão de toneladas, resultando em uma dependência externa de 21% e com a Petrobras responsável por 93,8% das importações.

No leilão realizado em 31 de março, a Petrobras vendeu cerca de 70 mil toneladas de GLP, o que corresponde a aproximadamente 12% do consumo mensal, com ágio de até 117%. Essa situação gerou revolta no governo, que está considerando anular o leilão, com o presidente Lula afirmando que a população mais pobre não pode suportar os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.