Polícia Federal apreende carros de luxo em operação contra RioPrevidência e Banco Master - Informações e Detalhes
A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã de quarta-feira (11), a apreensão de dois veículos de luxo como parte da terceira fase da operação que investiga os investimentos da RioPrevidência em ativos do Banco Master. A Operação Barco de Papel foca em crimes contra o sistema financeiro, especialmente em irregularidades relacionadas à aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
Nesta operação, os agentes da PF das superintendências do Rio de Janeiro e de Santa Catarina cumpriram mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, em locais vinculados aos investigados. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em evidências de obstrução de investigações e ocultação de provas.
Durante a ação, foram apreendidos um Porsche branco e um BMW cinza, que juntos somam mais de R$ 1 milhão. Os veículos foram levados para a delegacia da PF em Itajaí, Santa Catarina. No mesmo local, um homem que estava no apartamento arremessou uma mala com uma grande quantidade de dinheiro pela janela. Vídeos divulgados pela PF mostram as cédulas espalhadas pelo chão do prédio.
O foco desta fase da operação foi localizar e recuperar bens e valores que teriam sido retirados do apartamento de Deivis Marcos Antunes, ex-presidente da RioPrevidência. Ele foi preso temporariamente no dia 3 de fevereiro pela Polícia Rodoviária Federal ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos e alugar um carro com destino ao Rio de Janeiro.
A investigação teve início em novembro de 2025 e busca esclarecer um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões pertencentes à autarquia em letras financeiras do Banco Master. A PF investiga crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos e associação criminosa.
Em 19 de novembro, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, interrompendo suas operações. O Rioprevidência, na época, afirmou que o aporte de R$ 970 milhões feito no banco não afetaria os pagamentos de aposentados e pensionistas. O órgão garantiu que os pagamentos estavam assegurados, destacando que o valor investido era inferior à folha mensal de R$ 1,9 bilhão, que é custeada principalmente pela receita de royalties.
Desta forma, a operação da Polícia Federal representa um passo importante no combate a fraudes e irregularidades financeiras que podem comprometer os recursos públicos. A investigação demonstra a necessidade de maior vigilância sobre a gestão de fundos previdenciários, especialmente em tempos de crise econômica.
A apuração das ações do ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcos Antunes, revela a gravidade das acusações e a possível existência de uma rede de corrupção que pode ter afetado milhares de segurados. É crucial que as autoridades continuem a investigação de forma rigorosa e transparente.
Além disso, é fundamental que os órgãos reguladores e fiscalizadores do sistema financeiro atuem de maneira proativa para prevenir que situações como essa se repitam. A confiança da população nas instituições financeiras depende de ações eficientes e eficazes contra a corrupção.
Por fim, a recuperação dos recursos desviados e a responsabilização dos envolvidos são essenciais para garantir a justiça e a segurança dos investimentos dos segurados. A sociedade deve acompanhar de perto o desenrolar das investigações e exigir transparência nas ações das autoridades.
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