Professora indígena se torna destaque no cinema indiano aos 70 anos
08 FEV

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 meses
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Biana Watre Momin, uma professora aposentada de 70 anos, deu um salto significativo em sua vida ao se tornar atriz no filme Eko, uma produção em língua malaiala. Nascida e criada nas colinas Garo, no estado de Meghalaya, no nordeste da Índia, Momin embarcou em uma jornada de mais de 3.000 km, deixando para trás sua vida tranquila, onde cuidava de quatro cães e passava tempo com seus netos.

O filme, que explora a vida de uma mulher idosa que vive sozinha em uma casa em ruínas, trouxe desafios inesperados para Momin, que não tinha experiência anterior em atuação. Ela se viu em um ambiente desconhecido, enfrentando a língua malaiala, que não compreendia, e um papel cujo significado só seria revelado quando as câmeras começaram a gravar.

Antes de se tornar atriz, Momin dedicou sua vida ao ensino de literatura inglesa no Tura Government College e nunca havia sonhado em atuar. "Crescendo, minha cidade não tinha cinema ou teatro", relembra. Ela nunca recebeu treinamento formal em artes cênicas, exceto pelo que poderia considerar sua experiência em sala de aula como uma forma de performance.

Embora inicialmente hesitante em aceitar a proposta, Momin decidiu seguir o conselho de sua filha e se aventurou na atuação. No filme Eko, ela interpreta Mlathi Chettathi, uma idosa enigmática que vive isolada nas montanhas ocidentais da Índia, compartilhando seu mundo com cães selvagens. O projeto foi filmado em um orçamento modesto e levou 45 dias para ser finalizado, sendo disponibilizado na plataforma de streaming Netflix.

A produção ganhou destaque não apenas pela história, mas também pela performance marcante de Momin. O diretor, Dinjith Ayyathan, buscava um rosto novo para interpretar uma mulher idosa com um passado complexo, e Momin se destacou durante o processo de seleção. Sua espontaneidade e confiança chamaram a atenção da equipe, que estava à procura de alguém que pudesse retratar a complexidade emocional da personagem.

O filme, que pode ser classificado como um mistério ecológico ou um thriller psicológico, apresenta Momin de uma maneira que desafia estereótipos. Ela não é apenas uma figura mística, mas uma mulher com autoridade e resiliência, capaz de superar adversidades. Momin expressou seu orgulho em representar sua comunidade indígena e espera que sua história inspire mais diversidade na indústria cinematográfica.

Durante as filmagens, Momin aprendeu suas falas em malaiala com a ajuda de um treinador de idiomas, adaptou-se à dinâmica de um set de filmagem profissional e enfrentou as dificuldades do clima e da logística de filmagem. Apesar das condições desafiadoras, ela se destacou por sua capacidade de entender emoções e movimentos, o que se refletiu em sua atuação.

Após o sucesso de Eko, Momin recebeu propostas de cineastas de Bollywood e de outras partes da Índia. Embora esteja ciente das exigências da atuação, ela demonstra esperança e curiosidade sobre o que o futuro reserva. Por enquanto, ela retorna à sua vida familiar, onde continua a cuidar de seus entes queridos e dedicar-se à leitura.

Desta forma, o caso de Biana Watre Momin destaca a importância de oportunidades para vozes marginalizadas no cinema. Sua trajetória ilustra como a arte pode ser um caminho para a inclusão e a representação diversificada, especialmente em uma indústria que frequentemente ignora talentos não convencionais.

O impacto de sua atuação em Eko demonstra que experiências de vida ricas podem enriquecer a narrativa cinematográfica. Além disso, a sua história é um lembrete poderoso de que nunca é tarde para buscar novas experiências e desafios, mostrando que a paixão pode florescer em qualquer fase da vida.

A crescente atenção em torno de seu trabalho pode abrir portas não apenas para ela, mas para muitos outros artistas de comunidades indígenas que desejam ser vistos e ouvidos. Portanto, é essencial que a indústria continue a apoiar projetos que promovam a inclusão e a diversidade.

Em resumo, a jornada de Momin é inspiradora e pode servir como um modelo para iniciativas futuras que busquem valorizar a rica tapeçaria cultural da Índia. A presença de pessoas como Momin no cinema é fundamental para a construção de narrativas mais autênticas e representativas.

É necessário que o público e os criadores estejam abertos a novas vozes e histórias, permitindo que talentos diversos brilhem. O cinema tem o poder de transformar a sociedade, e a inclusão é um passo essencial nesse processo.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.