Projeto de Lei sobre Minerais Críticos no Brasil Foca na Soberania Nacional
05 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 9 dias
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Um projeto de lei que pode trazer mudanças significativas para a exploração e uso dos minerais críticos no Brasil está atualmente em tramitação no Congresso Nacional. O deputado federal Arnaldo Jardim, do Cidadania-SP, que atua como relator da proposta na Câmara dos Deputados, apresentou seu relatório final e conversou com a CNN Brasil nesta segunda-feira, dia 4, para explicar os principais pontos do texto.

O projeto, que unifica 14 propostas que estavam sendo discutidas separadamente na Casa, foi apresentado originalmente em 2024. Segundo Jardim, a urgência da votação foi declarada e aprovada por consenso entre os líderes da Câmara há aproximadamente nove meses. A expectativa é que a votação aconteça antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, onde ele se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Um dos principais focos do projeto é a soberania nacional. Para garantir esse objetivo, a proposta sugere a criação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos. Este órgão terá autoridade para analisar previamente qualquer transferência de controle acionário, fusão ou aquisição de empresas do setor. Jardim enfatizou que o conselho será responsável por avaliar todos os projetos relacionados a minerais críticos e estratégicos, além de examinar mudanças na administração ou parcerias que envolvam outros países.

O relator justificou a necessidade da criação desse conselho mencionando o atual cenário geopolítico internacional, onde diversos países, como Estados Unidos e China, já implementaram mecanismos de controle sobre investimentos estratégicos. "Todos os países, nesse jogo pesado da geopolítica, estão criando instrumentos de preservação e controle para que esses investimentos possam ser acompanhados passo a passo", destacou Jardim.

Além das questões regulatórias, o projeto busca incentivar o Brasil a ir além da simples exportação de commodities minerais. O relator esclareceu que a proposta prevê incentivos crescentes de acordo com o nível de processamento dos minerais. "Na fase da mineração conhecida como beneficiamento, você tem determinados incentivos. Se você avança para uma fase superior, chamada transformação, esses subsídios aumentam e os incentivos se multiplicam", explicou Jardim.

O objetivo é estabelecer uma cadeia de suprimentos e produtos derivados do processamento mineral dentro do Brasil. Outra medida importante prevista no parecer é a criação de um fundo de pesquisa e desenvolvimento para o setor mineral, que será financiado com uma contribuição de 0,5% do faturamento bruto das mineradoras. Jardim defendeu que, embora os custos possam parecer onerosos no início, a longo prazo serão "altamente benéficos".

O fundo será gerido de forma autônoma e transparente, com foco exclusivo em inovação tecnológica. As empresas do setor poderão apresentar projetos e, ao justificarem seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento, poderão utilizar recursos do fundo. Jardim enfatizou que a proposta não se limita a absorver conhecimento de fora, mas busca também desenvolver tecnologia nacional, afirmando: "Nós precisamos produzir conhecimento para ter autonomia".


Desta forma, o projeto de lei em tramitação no Congresso representa um marco importante para a exploração de minerais críticos no Brasil. A ênfase na soberania nacional e na formação de um conselho regulador mostra uma preocupação com a proteção dos interesses do país em um cenário global competitivo.

A criação de um fundo voltado para pesquisa e desenvolvimento é um passo essencial para fomentar a inovação no setor. Essa iniciativa pode levar à formação de uma indústria mais robusta e autossuficiente, capaz de agregar valor aos recursos minerais explorados.

Além disso, a proposta sinaliza uma mudança de paradigma na maneira como o Brasil lida com seus recursos naturais. A busca por um processamento mais avançado dentro do território nacional pode gerar empregos e estimular a economia local.

Por fim, o controle sobre investimentos estrangeiros em mineralogia crítica é uma medida prudente. À medida que a geopolítica mundial se torna mais complexa, é fundamental que o Brasil esteja preparado para negociar e proteger seus interesses estratégicos.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.