Queda dos Preços do Etanol em São Paulo Aumenta Oferta e Competitividade
20 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 23 dias
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Os preços do etanol, combustível derivado da cana-de-açúcar, registraram uma queda de mais de 7% na última semana em São Paulo, o maior produtor e consumidor desse biocombustível no Brasil. Essa redução é atribuída ao aumento na oferta devido à safra 2026/27, além da pressão sobre os preços do açúcar no mercado internacional, conforme indicado pelo CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) nesta segunda-feira (20).

O cenário favorável para o etanol deve favorecer sua utilização em detrimento da gasolina, especialmente em um momento em que os preços dos combustíveis fósseis estão elevados devido a conflitos internacionais, como a guerra no Irã. A Argus, empresa especializada em dados e preços do setor de energia e commodities, afirmou que a gasolina, embora tenha sofrido uma leve desvalorização, ainda pode ser considerada "mais barata" no Brasil, devido à mistura obrigatória de 30% de etanol anidro.

A Petrobras, que controla grande parte do mercado de gasolina, mantém seus preços para as distribuidoras, mas a oferta de gasolina no Brasil é complementada por importações, que se tornaram mais caras. Com isso, o etanol hidratado se torna uma alternativa mais competitiva. Maria Lígia Barros, da Argus, destaca que essa queda de preços do etanol é um reflexo do início da safra, que deve trazer uma produção recorde.

O indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado fechou a R$ 2,5920 por litro, um recuo de 7,01% em relação à semana anterior. Para o etanol anidro, o preço foi de R$ 2,9575 por litro, com uma retração de 7,43%. Essa é a primeira vez que o etanol anidro fica abaixo de R$ 3 por litro desde agosto do ano passado.

Com a expectativa de uma maior oferta, os preços do etanol devem continuar a ser pressionados ao longo do ciclo 2026/27. Essa dinâmica favorece um aumento nas vendas do biocombustível, que é utilizado tanto em veículos quanto em outras aplicações.

Na média nacional, os preços do etanol hidratado e da gasolina nos postos revendedores foram cotados a R$ 4,69 e R$ 6,77 por litro, respectivamente, com pouca variação em relação à semana anterior. No Estado de São Paulo, o etanol foi cotado a R$ 4,52 e a gasolina a R$ 6,98 por litro. Apesar da queda nos preços das usinas, o preço final ao consumidor ainda reflete os custos e as margens de revenda.

A queda nos preços do açúcar no mercado internacional, que atingiu a mínima em cinco anos, pode levar as usinas a aumentar a produção de etanol em vez de açúcar. Essa mudança no mix de produção é uma resposta às dinâmicas de mercado que favorecem o biocombustível.


Desta forma, a recente queda nos preços do etanol no Brasil é um reflexo direto de fatores tanto internos quanto externos. O aumento da oferta devido à safra 2026/27, somado ao cenário de preços elevados do petróleo, cria um ambiente propício para o biocombustível.

O desafio agora é garantir que essa competitividade se mantenha a longo prazo. A combinação de preços em queda e uma oferta robusta pode estimular o uso do etanol, beneficiando tanto os consumidores quanto a sustentabilidade ambiental.

É fundamental que as políticas públicas continuem a apoiar a produção de etanol, especialmente em um contexto onde a dependência de combustíveis fósseis pode ser um problema crescente. Medidas que incentivem a produção e o uso do biocombustível são essenciais para a economia e para o meio ambiente.

Assim, o setor sucroalcooleiro deve estar preparado para capitalizar sobre essa oportunidade, diversificando suas práticas e maximizando a eficiência de produção. O futuro do etanol no Brasil pode ser brilhante, desde que haja um compromisso contínuo com a inovação e a adaptação às novas realidades do mercado.

Por fim, é importante que o consumidor esteja ciente das mudanças no mercado de combustíveis, pois isso influencia diretamente o seu bolso. O acompanhamento das cotações e a escolha por alternativas mais sustentáveis são passos fundamentais para um futuro mais equilibrado e econômico.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.