Reajuste de até 10% nos planos de saúde coletivos em 2026
23 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 3 dias
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Os planos de saúde coletivos enfrentam um aumento previsto entre 9% e 10% em 2026. Esse percentual, embora menor em comparação com os 11% do ano anterior, ainda representa o dobro da inflação esperada, que é de 4,80%. O aumento reflete os custos elevados no setor de saúde e as estratégias adotadas pelas operadoras para conter despesas, como a restrição em reembolsos e o aumento da coparticipação nos procedimentos.

A expectativa de reajustes mais moderados é respaldada por uma análise do mercado que aponta para novas medidas de contenção de custos, levando em consideração a inflação médica, que historicamente ultrapassa o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem observado a situação e, apesar das dificuldades enfrentadas pelos consumidores, alguns ajustes são feitos para tentar equilibrar as contas das operadoras.

O lucro operacional das operadoras de planos de saúde foi expressivo, alcançando R$ 24,4 bilhões no último ano, um aumento de 120,6% em relação ao ano anterior. Essa alta nos lucros se deve em parte ao aumento dos preços dos planos, que têm sido ajustados para compensar as perdas financeiras registradas durante a pandemia. Para os planos coletivos, que não estão sujeitos ao teto de aumento estabelecido pela ANS, os reajustes chegaram a 40% em algumas situações.

O cálculo dos reajustes considera diversos fatores, incluindo a inflação médica, que leva em conta as variações nos custos de medicamentos e tecnologias hospitalares, além da frequência com que os usuários utilizam os serviços. Em 2025, a sinistralidade, que indica a porção das receitas gastas com a utilização dos planos, foi de 81,7%, um pouco abaixo dos 83,7% do ano anterior.

Os dados da Mercer Marsh Benefícios, uma consultoria que administra planos empresariais, indicam que a inflação médica para este ano foi de 9,1%, com a sinistralidade fechando em 78,4%. Esta realidade é resultado de um maior controle por parte das operadoras em relação a fraudes e melhores negociações com prestadores de serviços.

Além dos aumentos nas mensalidades, as operadoras têm implementado restrições significativas, como a limitação dos reembolsos e o aumento da coparticipação. Dados da ANS mostram que, em 2020, 53,3% dos contratos coletivos cobravam coparticipação, enquanto em 2024 esse número subiu para 59,1%.

As operadoras também têm reduzido a rede credenciada, substituindo hospitais de maior prestígio por opções mais econômicas. Isso foi uma resposta às crescentes pressões financeiras e à necessidade de manter a sustentabilidade do setor.


Desta forma, o aumento dos planos de saúde, mesmo que moderado, é uma preocupação válida para os trabalhadores e empregadores que dependem desse serviço. A discrepância em relação à inflação indica que os custos da saúde estão aumentando em um ritmo que pode se tornar insustentável.

É fundamental que os consumidores fiquem atentos às mudanças nas políticas de coparticipação e reembolso, que podem impactar diretamente o acesso a serviços médicos. A transparência nas informações prestadas pelas operadoras é crucial para que os usuários possam tomar decisões informadas.

Ainda que os reajustes sejam necessários para a manutenção do equilíbrio financeiro das operadoras, é preciso que haja um acompanhamento rigoroso por parte da ANS. A regulação deve garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados, evitando abusos e excessos.

Por fim, a discussão sobre como melhorar a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde deve ser uma prioridade. Alternativas, como a adoção de tecnologias de saúde digital e a promoção de planos mais acessíveis, podem representar caminhos viáveis para um sistema de saúde mais justo e eficiente.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.