Relatório aponta que Brasil registrou quase 2,5 mil agressões digitais a jornalistas em 2025
07 ABR

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Política
Professor Otávio Cavalcanti Mendes Por Professor Otávio Cavalcanti Mendes - Há 3 dias
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Um estudo recente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) revelou que em 2025 o Brasil contabilizou aproximadamente 900 mil ataques virtuais contra jornalistas. Isso equivale a cerca de 2.465 agressões por dia, ou seja, mais de duas por minuto. Essa cifra representa um aumento significativo de 35% em comparação ao ano anterior.

Em 2024, o país havia registrado o menor número de ataques desde o início das medições, com cerca de 704 mil ocorrências. Embora tenha havido um aumento alarmante nos ataques virtuais, em 2025 o Brasil também documentou 66 casos de violência não letal relacionados a jornalistas e meios de comunicação. Esse número, por sua vez, indica uma queda de 9,1% em relação ao ano anterior, assim como uma redução de 5% no total de profissionais afetados por esses incidentes.

Os dados do relatório indicam que, em média, a cada cinco dias a imprensa brasileira enfrentou algum tipo de violência. Entre os casos registrados, as agressões físicas foram as mais frequentes, representando 39% do total, com 26 ocorrências, um aumento de 11,5% em comparação ao ano anterior.

Os tipos de violações às liberdades de imprensa e expressão no Brasil em 2025 foram diversos. O relatório detalha o seguinte:

ViolaçãoNúmero de casosNúmero de vítimas
Agressões2635
Intimidações1011
Censuras79
Injúrias77
Ameaças66
Furtos/Roubos44
Ofensas33
Detenção21
Atentados12
Ato Obsceno11
Total6680

O relatório também destaca que a maioria das vítimas dos ataques são homens e que os profissionais de emissoras de TV foram os principais alvos dos agressores. Os autores das agressões, em muitos casos, foram políticos e ocupantes de cargos públicos, seguidos por torcedores e integrantes de equipes esportivas.

Outro ponto importante do levantamento é o uso crescente de inteligência artificial para criar uma imagem negativa da mídia profissional. Quando questionados sobre a cobertura da mídia brasileira, muitos usuários de plataformas de IA mencionaram o aparente viés ideológico dos veículos de comunicação.

No contexto internacional, o Brasil conseguiu melhorar sua posição no ranking de liberdade de imprensa. A organização Repórteres Sem Fronteiras classifica o Brasil na 63ª posição entre 180 países, uma melhora significativa em relação à 111ª posição em 2021, quando o país fazia parte da chamada "zona vermelha" da lista.

Organizações que defendem a liberdade de imprensa atribuem a redução das agressões a uma normalização nas relações entre jornalistas e o Poder Executivo, especialmente após a transição de governo. Essa mudança de cenário pode ter contribuído para um ambiente mais seguro para o exercício da profissão.

Desta forma, a situação da liberdade de imprensa no Brasil, embora apresente avanços, ainda requer atenção constante. O aumento das agressões virtuais indica um desrespeito às liberdades fundamentais que sustentam a democracia. É essencial que a sociedade civil e o governo trabalhem juntos para proteger os jornalistas.

Além disso, a utilização de inteligência artificial para propagar desinformação e criar narrativas negativas sobre a mídia é preocupante. É fundamental que haja uma conscientização sobre o papel da imprensa na sociedade, destacando sua importância para a democracia e transparência.

Assim, é preciso que as instituições se mobilizem para garantir a segurança dos profissionais da comunicação. A criação de políticas públicas que visem a proteção dos jornalistas e o combate à desinformação é uma necessidade urgente.

Encerrando o tema, a reflexão sobre a liberdade de imprensa deve ser contínua. A sociedade deve valorizar e apoiar o trabalho dos jornalistas, que atuam como pilares na construção de uma democracia saudável.

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Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Sobre Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Jurista constitucionalista e professor universitário de Ciência Política. Atua em tribunais superiores analisando casos complexos. Paixão profunda por leis, justiça e história global. Apreciador nato de música clássica.