União Europeia proíbe importação de carne bovina do Brasil a partir de setembro
12 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 dia
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A União Europeia (UE) decidiu nesta terça-feira (12) retirar o Brasil de uma lista de países que atendem às suas normas sobre o uso de antibióticos na pecuária. Como resultado, a partir de setembro, o Brasil não poderá mais exportar carne bovina para os países do bloco europeu. Essa decisão é motivada pela falta de garantias do Brasil em relação ao não uso de produtos antimicrobianos na criação de gado.

A lista, que foi aprovada pelos países da UE, inclui países como Argentina, Colômbia e México, que, ao contrário do Brasil, estão em conformidade com as exigências sanitárias europeias. As autoridades europeias afirmam que a exclusão do Brasil se dá pela ausência de informações adequadas sobre os controles sanitários aplicados na pecuária brasileira.

Em 2025, os países da União Europeia foram o terceiro maior destino das exportações de carne bovina brasileira, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Apesar de a UE responder por apenas 3,6% das exportações, o bloco é conhecido por adquirir cortes de carne de maior valor agregado.

A decisão da UE também reflete a pressão de setores agrícolas, especialmente da França, que criticaram o acordo de livre comércio assinado com o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Este acordo entrou em vigor em caráter provisório em 1º de maio, enquanto aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

Christophe Hansen, comissário europeu para a Agricultura, ressaltou que os agricultores da UE seguem padrões rigorosos de saúde e controle de antimicrobianos, e é justo que os produtos importados atendam a requisitos semelhantes. Ele afirmou: "A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona".

As normas da UE proíbem o uso de antimicrobianos em animais para promover crescimento ou aumentar a produção. Além disso, o tratamento de animais com antibióticos reservados para infecções humanas também é vedado. Essas medidas fazem parte de uma política mais ampla da União Europeia para combater a resistência dos micróbios aos medicamentos e evitar o uso desnecessário de antibióticos.

No final de abril, o governo brasileiro implementou uma proibição ao uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, alinhando-se a uma tendência global que busca combater a resistência bacteriana, uma das maiores ameaças à saúde pública atualmente. A medida, no entanto, não afeta o uso terapêutico dos antibióticos.

Essa restrição impactou diretamente cinco antimicrobianos que eram amplamente utilizados na produção animal intensiva no Brasil, incluindo avoparcina, bacitracina, bacitracina de zinco, bacitracina metileno dissalicilato e virginiamicina. Esses aditivos eram bastante comuns em granjas e sistemas de criação industrial.

Embora o controle da venda de antibióticos para humanos esteja em vigor no Brasil há mais de uma década, com a retenção de receitas para limitar o uso inadequado, especialistas alertam que a maior parte dos antibióticos ainda circula fora das farmácias, o que torna o problema mais complexo.


Desta forma, a decisão da União Europeia de excluir o Brasil de sua lista de países em conformidade com as normas de saúde animal representa um alerta importante para a pecuária brasileira. O uso irresponsável de antibióticos pode ter consequências sérias, não apenas para o comércio internacional, mas também para a saúde pública global.

Em resumo, a necessidade de garantir a segurança alimentar e a saúde dos consumidores deve ser uma prioridade para todos os países exportadores. O Brasil, portanto, precisa acelerar a adequação de suas práticas às exigências internacionais para evitar perdas econômicas significativas.

Assim, a resposta das autoridades brasileiras a essa decisão será crucial. É fundamental que o país forneça as garantias necessárias para que suas exportações de carne voltem a ser aceitas pela União Europeia, um mercado de grande importância para a economia nacional.

Finalmente, a implementação de práticas agrícolas sustentáveis e seguras não é apenas uma questão de conformidade regulatória, mas uma responsabilidade ética com os consumidores e o meio ambiente. O Brasil tem o potencial de se tornar um líder mundial em práticas de pecuária responsável, desde que os compromissos sejam realmente cumpridos.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.