Vídeo de torres destruídas em Tel Aviv é falso e gerado por inteligência artificial
05 MAR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 1 mês
8302 4 minutos de leitura

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostrando torres em Tel Aviv, Israel, supostamente destruídas por mísseis, foi classificado como falso. As imagens, que se espalharam rapidamente, foram geradas por inteligência artificial e não representam um evento real. A verificação do conteúdo foi realizada pela equipe do Fato ou Fake, que identificou uma probabilidade de 99,9% de que o vídeo tenha sido manipulado por esse tipo de tecnologia.

O post que contém o vídeo foi publicado na plataforma X, onde conseguiu mais de 620 mil visualizações. A legenda da postagem afirmava em inglês: "Tel Aviv está assim em apenas 48 horas". Contudo, a descrição omitia o fato de que se tratava de um conteúdo fabricado por inteligência artificial. A viralização do vídeo ocorreu em um momento crítico, em que os Estados Unidos e Israel estão envolvidos em um conflito com o Irã, que teve início no último sábado, dia 28.

Embora o vídeo seja falso, a situação em Tel Aviv é real, com relatos de ataques aéreos na região. Um ataque ocorrido no mesmo dia do surgimento do vídeo resultou na morte de ao menos uma pessoa e deixou outras 21 feridas. Edifícios e estabelecimentos comerciais foram danificados durante o incidente. A confusão gerada pelo vídeo falso destaca a importância de verificar a veracidade das informações, especialmente em tempos de crise.

O Fato ou Fake utilizou a ferramenta Hive Moderation para verificar o vídeo. O resultado da análise confirmou a manipulação das imagens, que apresentavam falhas típicas de conteúdos fabricados por inteligência artificial. Um exemplo é a transformação de um caminhão de bombeiros em um carro comum a partir do sexto segundo do vídeo. Além disso, um letreiro em um dos prédios estava escrito em uma linguagem inexistente, semelhante ao hebraico, mas indetectável por tradutores automáticos.

Para investigar mais a fundo, o Fato ou Fake utilizou a ferramenta InVID, que permitiu fragmentar o vídeo em várias imagens estáticas. Essas imagens foram submetidas a uma pesquisa reversa no Google Lens, que revelou um vídeo de 16 segundos publicado anteriormente no TikTok. Esse vídeo, que mencionava a "resistência da inteligência artificial", tinha sido compartilhado em maio do ano passado, antes do início dos conflitos recentes, e também mostrava áreas de Tel Aviv.

A disseminação de informações falsas como essa ressalta a necessidade de cautela ao consumir e compartilhar conteúdos nas redes sociais. A manipulação digital tem se tornado uma ferramenta comum em desinformação, especialmente em tempos de conflito. É fundamental que os usuários da internet desenvolvam um olhar crítico e busquem verificar a autenticidade das informações antes de repassá-las.


Desta forma, é imprescindível que os cidadãos estejam atentos à veracidade das informações que circulam na internet. A responsabilidade de checar conteúdos antes de compartilhá-los é de todos, especialmente em momentos de tensão política e social. A proliferação de vídeos falsos pode gerar pânico e desinformação, prejudicando a percepção da realidade.

Além disso, as ferramentas de verificação precisam ser amplamente divulgadas e utilizadas. A tecnologia, quando bem aplicada, pode ser uma aliada na luta contra a desinformação. Por isso, é essencial que a população tenha acesso a informações confiáveis e saiba como fazer o uso adequado dessas ferramentas.

Portanto, a educação midiática deve ser uma prioridade nas escolas e comunidades. Ensinar as pessoas a identificar conteúdos falsos contribuirá para um ambiente digital mais seguro e informado. O papel da mídia também é crucial nesse processo, promovendo a transparência e a verificação de fatos.

Finalmente, a colaboração entre plataformas digitais, veículos de comunicação e órgãos de verificação de fatos será fundamental para combater a desinformação. Somente através de um esforço conjunto será possível minimizar os impactos negativos causados por conteúdos fabricados, como o vídeo em questão.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.