Vivara mantém expectativa de margem bruta estável para 2026, mas ações sofrem queda
08 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 5 dias
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A Vivara, uma das principais redes de joalherias do Brasil, projeta uma margem bruta estável para o ano de 2026. Essa informação foi divulgada por executivos da empresa durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre, realizada na última sexta-feira. O presidente-executivo, Thiago Borges, ressaltou que a companhia tem mantido uma margem bruta em torno de 69% desde a abertura de seu capital e que diversas estratégias estão sendo implementadas para garantir a manutenção desse percentual elevado.

No primeiro trimestre de 2023, a margem bruta da Vivara alcançou 69,8%, um aumento de 2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2025, a margem foi registrada em 69,6%. Borges afirmou que a administração está confiante de que a margem não enfrentará pressões significativas ao longo deste ano.

O diretor de finanças e relações com investidores, Elias Leal Lima, também mencionou que a comparação de resultados se tornará mais desafiadora no segundo trimestre, já que no ano passado a margem bruta atingiu 72,3%. No entanto, ele acredita que a comparação no terceiro e quarto trimestres será menos complicada.

A empresa tem como objetivo aprimorar a eficiência de seus estoques, tanto de matéria-prima quanto de produtos já acabados. No primeiro trimestre, a Vivara reportou um estoque médio de 601 dias, um aumento em relação aos 578 dias registrados no quarto trimestre de 2022. Esse aumento é comum devido à sazonalidade das vendas em datas comemorativas como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. Contudo, o número de dias de estoque é inferior aos 679 dias de um ano atrás.

Cassiano Lemos, diretor de operações e planejamento da companhia, afirmou que a meta é trabalhar com estoques de 400 a 450 dias nos próximos 18 a 24 meses, o que seria um resultado positivo para a empresa. Contudo, na bolsa paulista, as ações da Vivara apresentaram uma queda de 6,99%, sendo negociadas a R$ 25,82.

O resultado do primeiro trimestre também revelou uma queda de quase 28% no lucro líquido da companhia, que atingiu R$ 88 milhões. Esse desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado, especialmente considerando que as despesas operacionais aumentaram 20%, enquanto a receita operacional líquida cresceu apenas 10,9%.

O aumento nas despesas foi atribuído a investimentos focados na melhoria da sazonalidade das vendas, além da elevação dos custos com fretes. Essa elevação se deve, em parte, à inauguração de um novo centro de distribuição no Espírito Santo em junho do ano passado, além das transferências de peças entre as lojas dentro da estratégia de otimização de estoques.

A Vivara também destacou que houve um aumento nas despesas pré-operacionais e operacionais relacionadas a novas lojas, incluindo gastos com viagens da equipe de treinamento e despesas fixas das lojas. Durante o primeiro trimestre, a companhia inaugurou cinco novas lojas Life, sendo que no total possui atualmente 503 pontos de venda em operação, dos quais 268 são lojas Vivara, 224 são lojas Life e 11 são quiosques.

Desta forma, a Vivara se encontra em um momento de desafios e oportunidades. A manutenção de uma margem bruta estável é crucial para a sustentabilidade financeira da empresa, especialmente em um cenário econômico instável. As estratégias adotadas para otimizar estoques e controlar despesas são passos importantes, mas exigem um acompanhamento constante para que os resultados sejam efetivos.

Além disso, a queda no lucro líquido chama atenção e pode sinalizar a necessidade de ajustes nas operações. O aumento das despesas operacionais e a pressão sobre a rentabilidade são aspectos que devem ser monitorados de perto pelos investidores e pela administração da empresa. A capacidade de se adaptar a essas mudanças será fundamental para o futuro da Vivara.

O desempenho das ações também reflete a cautela do mercado diante desses resultados. A confiança dos investidores pode ser restaurada apenas com a demonstração de recuperação nos lucros e na eficiência operacional. A abertura de novas lojas poderá contribuir para o crescimento, mas é essencial que isso seja feito de forma planejada e sustentável.

Por fim, as expectativas para o segundo semestre, com um ambiente comparativo mais favorável, podem trazer alívio para a companhia. É preciso que a Vivara continue a investir em inovação e em estratégias que garantam a competitividade no mercado de joias, preservando assim sua posição de destaque.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.