Vivara mantém expectativa de margem bruta estável para 2026, mas ações sofrem queda - Informações e Detalhes
A Vivara, uma das principais redes de joalherias do Brasil, projeta uma margem bruta estável para o ano de 2026. Essa informação foi divulgada por executivos da empresa durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre, realizada na última sexta-feira. O presidente-executivo, Thiago Borges, ressaltou que a companhia tem mantido uma margem bruta em torno de 69% desde a abertura de seu capital e que diversas estratégias estão sendo implementadas para garantir a manutenção desse percentual elevado.
No primeiro trimestre de 2023, a margem bruta da Vivara alcançou 69,8%, um aumento de 2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2025, a margem foi registrada em 69,6%. Borges afirmou que a administração está confiante de que a margem não enfrentará pressões significativas ao longo deste ano.
O diretor de finanças e relações com investidores, Elias Leal Lima, também mencionou que a comparação de resultados se tornará mais desafiadora no segundo trimestre, já que no ano passado a margem bruta atingiu 72,3%. No entanto, ele acredita que a comparação no terceiro e quarto trimestres será menos complicada.
A empresa tem como objetivo aprimorar a eficiência de seus estoques, tanto de matéria-prima quanto de produtos já acabados. No primeiro trimestre, a Vivara reportou um estoque médio de 601 dias, um aumento em relação aos 578 dias registrados no quarto trimestre de 2022. Esse aumento é comum devido à sazonalidade das vendas em datas comemorativas como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. Contudo, o número de dias de estoque é inferior aos 679 dias de um ano atrás.
Cassiano Lemos, diretor de operações e planejamento da companhia, afirmou que a meta é trabalhar com estoques de 400 a 450 dias nos próximos 18 a 24 meses, o que seria um resultado positivo para a empresa. Contudo, na bolsa paulista, as ações da Vivara apresentaram uma queda de 6,99%, sendo negociadas a R$ 25,82.
O resultado do primeiro trimestre também revelou uma queda de quase 28% no lucro líquido da companhia, que atingiu R$ 88 milhões. Esse desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado, especialmente considerando que as despesas operacionais aumentaram 20%, enquanto a receita operacional líquida cresceu apenas 10,9%.
O aumento nas despesas foi atribuído a investimentos focados na melhoria da sazonalidade das vendas, além da elevação dos custos com fretes. Essa elevação se deve, em parte, à inauguração de um novo centro de distribuição no Espírito Santo em junho do ano passado, além das transferências de peças entre as lojas dentro da estratégia de otimização de estoques.
A Vivara também destacou que houve um aumento nas despesas pré-operacionais e operacionais relacionadas a novas lojas, incluindo gastos com viagens da equipe de treinamento e despesas fixas das lojas. Durante o primeiro trimestre, a companhia inaugurou cinco novas lojas Life, sendo que no total possui atualmente 503 pontos de venda em operação, dos quais 268 são lojas Vivara, 224 são lojas Life e 11 são quiosques.
Desta forma, a Vivara se encontra em um momento de desafios e oportunidades. A manutenção de uma margem bruta estável é crucial para a sustentabilidade financeira da empresa, especialmente em um cenário econômico instável. As estratégias adotadas para otimizar estoques e controlar despesas são passos importantes, mas exigem um acompanhamento constante para que os resultados sejam efetivos.
Além disso, a queda no lucro líquido chama atenção e pode sinalizar a necessidade de ajustes nas operações. O aumento das despesas operacionais e a pressão sobre a rentabilidade são aspectos que devem ser monitorados de perto pelos investidores e pela administração da empresa. A capacidade de se adaptar a essas mudanças será fundamental para o futuro da Vivara.
O desempenho das ações também reflete a cautela do mercado diante desses resultados. A confiança dos investidores pode ser restaurada apenas com a demonstração de recuperação nos lucros e na eficiência operacional. A abertura de novas lojas poderá contribuir para o crescimento, mas é essencial que isso seja feito de forma planejada e sustentável.
Por fim, as expectativas para o segundo semestre, com um ambiente comparativo mais favorável, podem trazer alívio para a companhia. É preciso que a Vivara continue a investir em inovação e em estratégias que garantam a competitividade no mercado de joias, preservando assim sua posição de destaque.
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