Air Canada suspende voos para Cuba devido à falta de combustível
10 FEV

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Cotidiano
Cláudia Regina Lima Por Cláudia Regina Lima - Há 2 meses
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A Air Canada, a maior companhia aérea do Canadá, anunciou a suspensão de seus voos para Cuba em decorrência da escassez de combustível de aviação na ilha. Esta decisão ocorre em um contexto de pressão dos Estados Unidos sobre o fornecimento de petróleo a Cuba, o que levou o governo cubano a implementar racionamentos em áreas essenciais como saúde, educação e transporte.

A suspensão dos voos foi efetivada na última segunda-feira, dia 10, mas a companhia ainda irá realizar voos de repatriação, com o objetivo de trazer de volta cerca de 3 mil passageiros que se encontram no país. Outras companhias aéreas, como a Iberia e a Air Europa, informaram que continuarão suas operações, embora tenham que alterar suas rotas, fazendo paradas para reabastecimento, como no caso dos voos de Madri para Havana, que agora precisarão pousar na República Dominicana.

As companhias American Airlines, Delta Air Lines e Aeromexico também confirmaram que manterão suas operações para Cuba, garantindo que suas aeronaves possuem capacidade suficiente para transportar o combustível necessário para os voos de retorno. Essa situação surge em um momento crítico, em que as tentativas dos EUA de cortar o fornecimento de petróleo a Cuba agravam a crise energética já existente na ilha.

No último domingo, Cuba alertou as companhias aéreas sobre a falta de querosene de aviação entre os dias 10 de fevereiro e 11 de março, o que impacta diretamente o fluxo de turistas. Em 2025, mais de 754 mil turistas canadenses visitaram Cuba, sendo esse o maior número de visitantes internacionais que a ilha recebeu, superando até mesmo os turistas dos EUA, que somaram mais de 110 mil naquele ano.

A suspensão de voos e a crise de combustível também têm gerado impactos significativos na indústria do turismo cubana, que já enfrenta desafios adicionais devido a um racionamento de recursos em hospitais e escolas, priorizando atendimentos médicos urgentes. O ministro da Saúde, José Angel Portal Miranda, informou que as internações e cirurgias estão sendo limitadas para preservar os serviços essenciais em face da crise energética.

Além disso, o governo cubano anunciou a redução do horário escolar, adiamentos de grandes eventos culturais e esportivos, e cortes nos serviços de transporte. A escassez de combustível tem resultado em apagões frequentes e longas filas em postos de gasolina, complicando ainda mais a vida dos cubanos.

As autoridades de Cuba atribuem a crise energética, em grande parte, às sanções econômicas dos EUA. Entretanto, críticos também apontam a falta de investimentos em infraestrutura como um fator agravante. O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, propôs um diálogo significativo com Washington, embora tenha deixado claro que o governo não está disposto a discutir uma mudança de regime.

Por sua vez, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que Cuba poderia evitar um rompimento total com os EUA se houvesse um acordo que incluísse a devolução de propriedades confiscadas de exilados cubanos, um tema delicado e controverso.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, que tradicionalmente é um dos principais fornecedores de petróleo para Cuba, criticou as sanções dos EUA, classificando-as como injustas, pois afetam diretamente a população cubana. O governo mexicano enviou ajuda humanitária ao país e a presidente reafirmou o compromisso de continuar apoiando a ilha.

A Rússia, aliada histórica de Cuba, também se manifestou, indicando que a situação no país caribenho é crítica. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os EUA estão "asfixiando" Cuba e que Moscou está buscando formas de auxiliar a ilha, mantendo diálogos diplomáticos para resolver a situação.


Desta forma, a suspensão dos voos da Air Canada representa um reflexo das tensões políticas e econômicas que envolvem Cuba atualmente. O impacto na indústria do turismo é significativo e pode agravar ainda mais a crise humanitária que a população enfrenta.

É importante ressaltar que, enquanto as sanções dos EUA são frequentemente apontadas como responsáveis pela crise, a falta de investimento em infraestrutura é um problema que o governo cubano precisa enfrentar urgentemente.

O diálogo proposto por Cuba com os EUA poderia abrir portas para soluções que beneficiem não apenas o governo, mas principalmente a população, que está sofrendo com as consequências das medidas restritivas.

Além disso, a solidariedade de outros países, como o México, é crucial nesse momento. A ajuda humanitária e o apoio diplomático podem ser caminhos viáveis para aliviar a situação da população cubana.

Finalmente, a comunidade internacional deve observar com atenção a evolução dessa crise, pois as decisões tomadas agora terão impactos de longo prazo na relação entre Cuba e seus parceiros comerciais.

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Cláudia Regina Lima

Sobre Cláudia Regina Lima

Mestre em Comunicação e especialista em análise de tendências digitais. Atua desvendando mecanismos de informação no cotidiano moderno. Paixão por ética jornalística e ávida leitora de suspenses e thrillers brasileiros.