Babá de Henry Borel relata suspeitas sobre Jairinho em julgamento no Rio de Janeiro
31 MAI

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Cotidiano
Cláudia Regina Lima Por Cláudia Regina Lima - Há 2 dias
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No sétimo dia do julgamento do caso que envolve a morte do menino Henry Borel, a babá Thayná de Oliveira Ferreira prestou depoimento na manhã deste domingo (31) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Durante sua fala, Thayná afirmou que nunca presenciou agressões diretas do ex-vereador Jairinho, mas relatou que Henry frequentemente reclamava de dores após ficar sozinho com ele. A defesa de Jairinho continua sustentando a inocência do réu, enquanto a acusação apresenta evidências de que o menino foi vítima de agressões fatais.

Henry Borel faleceu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com sua mãe, Monique Medeiros, e Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A acusação alega que Jairinho causou lesões corporais que levaram à morte de Henry, e que Monique, como mãe e responsável legal, se omitiu diante das agressões que ocorreram. Durante o depoimento, a babá Thayná, que trabalhou com Henry por cerca de dois meses, relatou que as agressões não eram visíveis, pois Jairinho frequentemente ficava trancado no quarto com a criança.

Thayná descreveu três situações que considerou suspeitas. Em uma delas, Henry saiu do quarto "amoadinho" após passar um tempo sozinho com Jairinho. Em outra ocasião, a criança apareceu mancando, e em um terceiro episódio, contou que havia caído da cama e apresentava uma marca roxa no braço. A babá também destacou um episódio em que, no dia 12 de fevereiro de 2021, enquanto Monique estava em um salão de beleza, Jairinho se isolou no quarto com Henry. Thayná, preocupada, enviou mensagens a Monique, pedindo instruções sobre o que fazer, e ela recomendou que Thayná batesse na porta e escutasse o que estava acontecendo.

Após sair do quarto, Henry reclamou de dores e mencionou que tinha levado uma "banda" e caído da cama. Thayná relatou que, em um momento de preocupação, sugeriu à mãe de Henry a instalação de câmeras no apartamento, além de recomendar que a criança fosse levada a um psicólogo. Ela também contou que Jairinho ofereceu R$ 100 para que ela comprasse uma nova roupa após um incidente, o que interpretou como uma tentativa de silenciá-la.

Thayná ainda revelou que, dois dias após o enterro de Henry, foi levada ao escritório de um advogado, onde Monique pediu que apagasse mensagens do celular. Antes de deletá-las, a babá fez capturas de tela que foram apresentadas no tribunal. Durante o depoimento, Thayná disse que houve pressão do advogado para que ela defendesse o casal em uma entrevista, afirmando que ele a instruiu a não incriminá-los.

A defesa de Monique questionou Thayná sobre se ela havia informado a mãe de Henry sobre a certeza de que a criança estava sofrendo maus-tratos, ao que a testemunha respondeu afirmativamente. Contudo, as mensagens exibidas durante o julgamento não continham afirmações categóricas nesse sentido. No dia anterior, o irmão de Monique prestou depoimento e afirmou que a irmã foi orientada a mentir sobre eventos em sua primeira declaração à polícia. Ele também mencionou que Monique havia recebido um aumento salarial após conseguir uma vaga no Tribunal de Contas do Município, um emprego que teria sido facilitado por Jairinho.

O julgamento prossegue com a coleta de depoimentos e evidências, enquanto a defesa busca questionar a credibilidade das testemunhas e a veracidade das acusações. O caso tem atraído grande atenção da mídia e da população, refletindo a preocupação com a violência contra crianças e a necessidade de um sistema judicial que proteja os vulneráveis.


Desta forma, o caso de Henry Borel ressoa de maneira profunda na sociedade brasileira, suscitando discussões necessárias sobre a proteção de crianças e a responsabilidade dos adultos em relação a elas. O depoimento da babá, embora não tenha revelado agressões diretas, traz à tona a importância de escutar crianças e observar sinais de violência.

Em resumo, a ausência de testemunhos diretos sobre agressões não diminui a gravidade das acusações. A situação exige atenção e um olhar mais crítico sobre a dinâmica familiar e as relações de poder que podem levar à omissão de cuidados essenciais. Assim, a sociedade deve se mobilizar para garantir que casos como esse não se repitam.

Então, é crucial que as políticas de proteção à infância sejam reforçadas, e que haja um suporte efetivo para crianças em situação de vulnerabilidade. A instalação de câmeras de monitoramento em ambientes onde crianças ficam sob a responsabilidade de terceiros pode ser uma medida preventiva importante.

Finalmente, as instituições e a sociedade civil precisam trabalhar em conjunto para promover a conscientização sobre a importância do bem-estar infantil e a identificação de sinais de abuso. A luta por justiça para Henry Borel deve servir como um alerta e um chamado à ação por um futuro mais seguro para todas as crianças.

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Cláudia Regina Lima

Sobre Cláudia Regina Lima

Mestre em Comunicação e especialista em análise de tendências digitais. Atua desvendando mecanismos de informação no cotidiano moderno. Paixão por ética jornalística e ávida leitora de suspenses e thrillers brasileiros.