Brasil possui grandes reservas de terras raras, mas carece de estratégia para aproveitá-las
06 MAI

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 8 dias
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O Brasil é um dos países com maior potencial de terras raras, possuindo aproximadamente 21 milhões de toneladas em reservas, conforme dados do US Geological Survey. No entanto, a realidade é que a produção nacional é muito baixa, girando em torno de 2 mil toneladas por ano, o que representa uma fração insignificante diante da demanda global. Isso levanta a questão: por que o Brasil, com tantas reservas, não consegue aproveitar esse potencial?

Para entender a situação, é essencial observar o contexto global. Os Estados Unidos consomem cerca de 27 mil toneladas anuais de terras raras, mas dois terços dessa demanda ainda dependem de importações, com a China dominando este mercado. O problema não está na falta de minério, mas na ausência de um sistema de processamento que permita transformar esses recursos em produtos de valor agregado. Em contraste, a China produz 270 mil toneladas por ano e detém mais de 90% da capacidade de processamento de terras raras magnéticas, segundo a International Energy Agency.

Esse cenário revela uma assimetria não apenas em termos de volume, mas também estrutural. Mesmo quando o minério é extraído em outros países, ele frequentemente retorna à China para ser processado. Isso demonstra que a questão central não é apenas a mineração, mas a falta de uma cadeia produtiva integrada no Brasil. As terras raras não são commodities comuns; sua viabilidade econômica depende de processos complexos de separação química e de fabricação de ímãs permanentes de alta performance, insumos essenciais para tecnologias como veículos elétricos e turbinas eólicas.

Enquanto os Estados Unidos e a União Europeia estão adotando políticas e subsídios para reconstruir suas cadeias produtivas, o Brasil ainda navega entre ser um exportador de minério e a aspiração de agregar valor a esses recursos. A reorganização das cadeias globais, impulsionada por tensões geopolíticas e pela transição energética, oferece ao Brasil uma janela de oportunidade. Contudo, essa janela é estreita e demanda decisões rápidas e coordenadas.

Se o Brasil não investir em refino, inovação e integração industrial, corre o risco de repetir um padrão histórico: ter recursos naturais abundantes, mas não conseguir capturar o valor gerado por eles. No fim das contas, o dilema do Brasil não é apenas geológico, mas institucional. O país já possui o recurso, mas ainda não elaborou uma estratégia eficaz para aproveitá-lo.

Desta forma, o Brasil precisa urgentemente definir uma estratégia clara para aproveitar suas reservas de terras raras. O potencial é enorme, mas a inação pode custar caro a médio e longo prazo. A falta de um sistema de processamento adequado é um obstáculo significativo que deve ser superado.

A integração das diferentes etapas da cadeia produtiva é crucial para que o Brasil não apenas extraia, mas também processe e agregue valor aos seus recursos naturais. Para isso, é necessário um investimento robusto em tecnologia e infraestrutura, além de políticas públicas que incentivem a inovação.

Além disso, a cooperação com outros países que buscam diversificar suas fontes de terras raras pode ser uma estratégia viável. O Brasil poderia se tornar um parceiro estratégico para nações que desejam reduzir a dependência da China, desde que tome medidas proativas.

Finalmente, o desafio é não apenas geológico, mas também de governança. O Brasil precisa de uma visão de longo prazo que articule os setores público e privado para que todos trabalhem em conjunto em prol de um desenvolvimento sustentável e competitivo.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.