Brasil registra novo aumento no endividamento das famílias, alcançando 80,9% em abril
11 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 3 dias
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Em abril de 2026, o Brasil bateu um novo recorde no número de famílias endividadas, conforme dados da pesquisa mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento indica que 80,9% das famílias enfrentam dívidas, o maior índice desde o início da série histórica, em 2010.

A pesquisa destaca que o cenário de endividamento é amplificado pela alta dos preços do petróleo, exacerbada pela guerra no Oriente Médio. Esse aumento nos custos, somado à taxa de juros elevada, tem pressionado a capacidade de compra dos brasileiros, forçando muitos a recorrerem ao crédito para atender às despesas básicas.

O endividamento afetou todas as faixas de renda, mas a situação é mais crítica entre as famílias com menor poder aquisitivo. Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 83,6%, enquanto entre as que ganham mais de 10 salários mínimos, esse número é de 70,8%.

Os dados também revelam que os cartões de crédito continuam a liderar o ranking das dívidas, seguidos por carnês de loja, crédito pessoal e financiamentos de veículos e imóveis. O acesso ao crédito para esses fins, embora necessário, gera um ciclo de endividamento que tem sido difícil de romper.

Apesar do aumento no número de endividados, a inadimplência parece ter se estabilizado. Em abril, 29,7% das dívidas estavam em atraso, uma leve variação em relação aos 29,6% registrados em março. Este índice, no entanto, é superior ao registrado em abril de 2025, que foi de 28,1%. Este aumento reflete os efeitos adversos do ciclo de alta da Selic sobre a economia no ano anterior.

Dos brasileiros que têm contas atrasadas, 12,3% afirmaram não ter condições de pagá-las. Além disso, quase metade dos endividados (49,5%) tem dívidas vencidas há mais de 90 dias. O tempo médio de atraso permanece em 65,1 dias, um sinal de que muitos estão lutando para regularizar sua situação financeira.

As previsões para os próximos meses não são encorajadoras. O levantamento indica que o endividamento deve continuar a crescer, influenciado pela evolução da renda e pela inflação, especialmente em itens essenciais como energia e combustíveis. A expectativa é que a Selic, taxa básica de juros, permaneça elevada devido à instabilidade econômica global.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, observa que a incerteza no cenário econômico levou a uma revisão nas expectativas sobre a taxa de juros no Brasil. A previsão é de que os juros caiam menos do que se imaginava anteriormente, o que pode manter o nível de endividamento elevado por mais tempo.

Desta forma, a crescente taxa de endividamento no Brasil revela um problema estrutural que afeta diretamente a qualidade de vida das famílias. A situação exige uma resposta efetiva das autoridades, tanto em termos de políticas de crédito responsável quanto de incentivo à educação financeira.

Além disso, é fundamental que os consumidores tenham acesso a informações claras sobre suas opções de pagamento e renegociação de dívidas. Muitas vezes, a falta de conhecimento leva a escolhas financeiras ruins, perpetuando o ciclo de endividamento.

É imprescindível que programas de apoio ao endividamento, como o É assim que acaba, sejam amplamente divulgados e que a população tenha acesso a eles. Isso pode ajudar a aliviar a pressão sobre as famílias.

Assim, promover um ambiente econômico mais estável e previsível é essencial. A combinação de inflação alta e juros elevados cria um cenário desafiador, mas é possível melhorar a situação com medidas adequadas e insistentes.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.