Butão se prepara para receber turistas com novo aeroporto e projetos ambiciosos
24 MAI

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 1 hora
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O Butão, um dos países mais isolados e enigmáticos do mundo, está se preparando para abrir suas portas ao turismo de uma maneira sem precedentes. Após décadas de restrições rigorosas, um novo aeroporto em Gelephu e o planejamento da Cidade da Atenção Plena prometem transformar a experiência de visitação ao reino do Himalaia.

Recentemente, o rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, participou de um evento simbólico onde ele, junto de 12 mil voluntários, iniciou o desmatamento de uma área que dará espaço ao novo Aeroporto Internacional de Gelephu. Com a inauguração prevista para 2029, esse aeroporto já recebeu o prêmio de Projeto do Futuro do Ano no Festival Mundial de Arquitetura de 2025. O terminal do aeroporto será construído com madeira nativa e terá características que ajudam a regular a umidade, além de áreas dedicadas a práticas como ioga e meditação.

O aeroporto terá a capacidade de operar até 123 voos por dia, e sua principal função será servir como uma porta de entrada para a Gelephu Mindfulness City, um projeto ambicioso que visa tornar o Butão mais acessível aos turistas internacionais. Este país, que é o último reino budista do mundo, sempre foi conhecido por seu isolamento, e o novo aeroporto pode mudar essa realidade.

A história do Butão em relação ao turismo é marcada por uma política de "Alto Valor, Baixo Volume", que foi implementada em 1974 para proteger a cultura local e evitar a saturação turística. Até a pandemia, os visitantes internacionais eram obrigados a contratar operadoras de turismo locais e pagar uma taxa mínima diária que variava de US$ 200 a US$ 250 (R$ 1.010 a R$ 1.260). Desde 2022, essa taxa foi alterada para uma Taxa de Desenvolvimento Sustentável de US$ 100 (R$ 505) por adulto, por noite, enquanto os outros custos começaram a ser organizados de forma separada.

Apesar do novo aeroporto, o governo do Butão reafirma seu compromisso com o modelo de turismo controlado e de alto valor, o que ajudou a manter sua imagem de destino exclusivo e remoto. O único aeroporto internacional do país, em Paro, atualmente atende apenas duas companhias aéreas e recebe cerca de oito voos diários, tornando o acesso ao Butão um desafio para muitos turistas, que precisam fazer escalas em cidades como Bangkok e Nova Délhi.

O Aeroporto de Paro, situado a 2.243 metros de altitude e cercado por montanhas imponentes, é considerado um dos mais difíceis do mundo para pousos e decolagens, onde menos de 50 pilotos estão habilitados a operar. Em 2025, apenas 88.546 visitantes chegaram a esse aeroporto. A maioria dos turistas que desembarcam em Paro seguem roteiros tradicionais, limitando a exploração de áreas menos conhecidas do país.

O novo aeroporto em Gelephu promete abrir essa região menos visitada e selvagem para uma nova geração de viajantes, especialmente aqueles em busca de espiritualidade. Além disso, a Cidade da Atenção Plena pretende atrair até 1 milhão de habitantes, entre locais e estrangeiros, até 2060. O projeto inclui também a construção da primeira ferrovia do país, que conectará Gelephu a Assam, na Índia.

A transformação de Gelephu em um centro turístico e econômico foi uma ideia concebida pelo rei há mais de dez anos, mas a pandemia acelerou sua implementação. Com a indústria do turismo afetada e a fuga de jovens do país em alta, o desenvolvimento de uma cidade sustentável e voltada ao bem-estar pode ser uma solução viável para reverter esse quadro.

Assim, o Butão se posiciona para uma nova era, onde a combinação de turismo sustentável e crescimento econômico pode oferecer oportunidades sem precedentes para o país e seus habitantes, enquanto ainda preserva sua rica herança cultural.

Desta forma, é importante ressaltar que a abertura do Butão ao turismo deve ser feita de maneira cuidadosa e planejada. A política de turismo que visa o alto valor e o baixo volume precisa ser mantida para garantir que a cultura e o meio ambiente do país não sejam comprometidos. O novo aeroporto representa uma oportunidade, mas também um desafio para o governo e para a população.

O desenvolvimento da Gelephu Mindfulness City pode ser uma solução inovadora, atraindo turistas que buscam experiências autênticas e significativas. Contudo, a implementação de infraestrutura deve ser acompanhada de políticas que protejam o patrimônio cultural butanês e promovam a inclusão da população local.

Além disso, a conexão ferroviária planejada até a Índia pode facilitar o acesso ao Butão, mas é fundamental que isso ocorra de forma a preservar a identidade do país. A gestão do turismo deve ser orientada por princípios de sustentabilidade e respeito à cultura local.

Em resumo, o futuro do turismo no Butão depende de um equilíbrio entre a abertura ao mundo e a proteção de suas tradições. A expectativa é que o novo aeroporto e a Cidade da Atenção Plena sejam exemplos de como é possível inovar sem perder a essência.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.