Confusão em blocos de Carnaval em São Paulo resulta em tumulto e feridos
08 FEV

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 meses
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No início da tarde deste domingo (8), a cidade de São Paulo foi palco de um grande tumulto durante a celebração de Carnaval. O encontro de dois megablocos na mesma região, especificamente na rua da Consolação, causou uma situação caótica, com foliões prensados e grades de segurança derrubadas. O evento, que contava com o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta e a estreia do DJ Calvin Harris, atraía milhares de pessoas para a área, resultando em um excesso de público que gerou a confusão.

As grades que foram instaladas para conter a multidão acabaram sendo derrubadas, e muitos foliões sofreram com a superlotação. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) utilizou suas redes sociais para informar que a gestão municipal havia proibido o acesso à região e acionado um plano de contingência. Ele também destacou que o número de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e ambulâncias foi reforçado na área para atender a emergências.

Por volta das 16h, a Polícia Militar orientou o público a evitar a região da rua da Consolação, onde várias pessoas estavam passando mal, e houve pedidos de socorro para os bombeiros. Alguns foliões tentaram escalar as grades de imóveis próximos para escapar da pressão da multidão, enquanto outros invadiram a área externa da Escola Paulista de Magistratura em busca de segurança.

O estudante de administração Bernardo Andrade, de 23 anos, relatou que estava na esquina da Consolação com a rua Piauí, onde o bloco do DJ escocês estava concentrado, e acabou sendo arrastado pela multidão. "Não estava nem em pé, mas estava sendo carregado", afirmou. Ele estava lá para ver a atração internacional e o cantor Natanzinho Lima e tentou se aproximar do trio elétrico para ouvir melhor.

Após a queda das grades, um empurra-empurra se formou e a grande massa de pessoas começou a fugir para ruas transversais. A reportagem presenciou ao menos três pessoas sendo socorridas por bombeiros civis no meio da confusão. Muitos que estavam prensados tentaram levantar as grades de segurança para encontrar espaço. A estudante Cíntia Santos, de 22 anos, expressou seu desespero ao dizer: "Achei que fosse morrer" e decidiu voltar para casa após o tumulto.

O bloco patrocinado pela Skol enfrentou dificuldades para se mover e ficou parado na Consolação, na altura da rua Piauí. Calvin Harris estava programado para começar a tocar às 14h, mas iniciou seu show somente após as 15h. Durante o tumulto, os trios elétricos pediram que as pessoas não se empurrassem e que prestassem atenção em quem estava passando mal.

A bióloga Giselle Meneses Vânia, de 22 anos, também decidiu ir embora sem ver a apresentação do DJ. "A grade caiu, os seguranças disseram que a gente ia ser pisoteado. Muita gente teve crise de pânico e passou mal", contou, criticando a falta de organização para um evento desse tamanho em uma rua tão estreita.

A Polícia Militar informou que havia uma grande concentração de foliões e que estava tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança e a coordenação do público no local. De acordo com a corporação, não houve registros de feridos graves até o momento.

O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta também se manifestou, mencionando a falta de organização e o não cumprimento dos horários acordados. O bloco atrasou sua saída na rua da Consolação em mais de uma hora por questões de segurança, devido ao excesso de público do bloco da Skol com o DJ Calvin Harris, que ocupou a mesma via. Em nota, o bloco expressou sua indignação, afirmando que após 17 anos de história, foi desrespeitado de forma triste e violenta, evidenciando a falta de competência na organização do evento.

A prefeitura, por sua vez, anunciou que o recorde de público no bloco da rua da Consolação levou a administração a liberar vias de acesso como áreas de escape e a retirar algumas grades para melhorar a mobilidade dos foliões. A gestão municipal afirmou que, por volta das 16h, o desfile seguia sem incidentes, com atenção dos agentes da GCM e da PM para garantir a segurança dos presentes. Além disso, a prefeitura informou que os postos médicos estavam em funcionamento para atender as pessoas que procuravam o serviço.

A partir das 14h55, a prefeitura ativou o plano de contingência, que incluiu a readequação das linhas de acesso e o monitoramento constante da situação. Essa estrutura de apoio foi essencial para garantir a segurança de todos, considerando a grande quantidade de pessoas que se aglomerou na região.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.