Congresso do Peru elege novo presidente após destituição de José Jeri
18 FEV

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 meses
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O Congresso do Peru realizou nesta quarta-feira (18) a eleição de um novo presidente, após a destituição de José Jeri, ocorrida na terça-feira (17). Jeri, que ocupou o cargo por apenas quatro meses, enfrentou acusações sérias de má conduta funcional e falta de idoneidade para exercer a presidência. O novo chefe do Executivo assumirá um mandato temporário até as eleições gerais, que estão previstas para o dia 12 de abril.

José Jeri, que foi escolhido para a presidência em outubro de 2025, se envolveu em um escândalo relacionado a reuniões secretas com um empresário chinês. Na votação que resultou em sua destituição, 75 parlamentares se posicionaram a favor, enquanto 24 votaram contra e três se abstiveram. A rotatividade na presidência do Peru não é uma novidade, e Jeri se tornou o terceiro presidente consecutivo do país a ser removido do cargo em um curto espaço de tempo.

Nos últimos oito anos, o Peru já teve sete presidentes, e a eleição de um novo chefe do Executivo nesta quarta marca a escolha do oitavo presidente nesse período. O atual presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, era o próximo na linha de sucessão, mas recusou-se a assumir a presidência, o que obrigou os parlamentares a eleger um novo presidente do Congresso, que, por sua vez, assumirá automaticamente o comando do país.

O escândalo que culminou na destituição de Jeri, conhecido como “Chifagate”, teve início em janeiro, quando ele foi flagrado chegando a um restaurante à noite, usando capuz, para se encontrar com Zhihua Yang, um empresário chinês que possui lojas e uma concessão de projeto de energia no Peru. Essa reunião não foi divulgada publicamente, o que levantou suspeitas e gerou controvérsias em torno de sua idoneidade.

Antes de Jeri, a presidência foi ocupada por Dina Boluarte, que também enfrentou dificuldades e foi destituída após uma votação unânime do Congresso, em meio a escândalos de corrupção e crescente insatisfação popular relacionada ao aumento da criminalidade. Na época, Jeri era presidente do Congresso e foi o próximo na linha de sucessão após a saída de Boluarte, o que gerou críticas sobre a fragilidade política no país.

A destituição de Jeri não seguiu o processo de impeachment, que exige uma maioria qualificada de 87 votos dentro do Legislativo de 130 membros. Em vez disso, os parlamentares optaram pela censura, que requer apenas uma maioria simples, resultando na perda do título de presidente do Congresso por Jeri. Após a votação, ele afirmou que respeitaria a decisão do Legislativo, apesar das circunstâncias conturbadas.

Desta forma, a instabilidade política no Peru é um reflexo claro de um sistema que enfrenta sérios desafios de governabilidade. A contínua rotatividade de presidentes demonstra a fragilidade das instituições e a falta de um consenso político sólido. A escolha de um novo presidente interino é uma oportunidade para restabelecer a confiança da população, mas isso exigirá um compromisso real com a transparência e a ética no serviço público.

A situação atual pede uma reflexão profunda sobre a necessidade de reformas que garantam a estabilidade governamental e a efetividade das ações políticas. Sem um verdadeiro fortalecimento das instituições, o Peru pode continuar preso em um ciclo de crises que afetam diretamente a população. É essencial que os novos líderes adotem medidas que promovam a participação cidadã e a responsabilização dos governantes.

Assim, as próximas eleições gerais, marcadas para 12 de abril, precisam ser vistas como um marco para a renovação do compromisso democrático. Os eleitores devem estar atentos às propostas dos candidatos e exigir planos claros para enfrentar os problemas que o país enfrenta. O futuro político do Peru depende da capacidade de seus líderes em conectar-se com as necessidades da população e agir de forma responsável.

Por fim, o processo eleitoral pode ser uma chance de mudança significativa, mas isso só será possível se houver um engajamento ativo da sociedade civil. O sistema político precisa de um novo direcionamento, e todos têm um papel a desempenhar nessa transformação. É crucial que a população esteja atenta e participe ativamente, pois o fortalecimento da democracia é uma responsabilidade compartilhada.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.