Dificuldades nas negociações de direitos de transmissão podem afetar audiência da Copa do Mundo na Índia e na China
04 MAI

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 9 dias
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Milhões de fãs de futebol na Índia e na China podem enfrentar dificuldades para assistir à Copa do Mundo de 2026, que se inicia em 11 de junho, devido a um impasse nas negociações sobre os direitos de transmissão. Na Índia, a joint venture entre a Reliance e a Disney apresentou uma proposta de US$ 20 milhões pelos direitos de transmissão, valor considerado insuficiente pela FIFA, que inicialmente estipulou o preço em US$ 100 milhões para os direitos das Copas de 2026 e 2030. Essa situação foi reportada por fontes da Reuters.

A Reliance-Disney, que se consolidou como uma força no setor de mídia e streaming na Índia, não conseguiu chegar a um acordo, e a Sony, que tem presença significativa no mercado indiano, também optou por não fazer uma oferta. A ausência de um contrato formal com a China, onde a CCTV, emissora estatal, tradicionalmente adquire os direitos com antecedência, é igualmente preocupante. Em 2022, a CCTV foi responsável por 49,8% de todas as horas de exibição em plataformas digitais durante a Copa do Mundo.

A FIFA informou que as discussões sobre os direitos de mídia na Índia e na China estão em andamento, mas devem permanecer confidenciais nesta fase. O fato de não haver um acordo de transmissão confirmado é atípico para este período, visto que em edições anteriores da Copa do Mundo, as emissoras garantiam os direitos com bastante antecedência. A CCTV não respondeu a pedidos de comentário sobre a situação atual.

A China, que possui cerca de 200 milhões de fãs de futebol, representa uma fatia significativa do público global. Juntamente com a Índia, os dois países somaram 22,6% do alcance total de streaming digital durante a Copa do Mundo de 2022. Contudo, o futebol na Índia é visto como um esporte de nicho, com o críquete dominando a preferência do público. Essa situação se agrava com a percepção de que a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, poderá não atrair a mesma audiência, já que muitos jogos ocorrerão após a meia-noite no horário indiano.

Enquanto isso, as negociações continuam em um cenário onde a FIFA busca um valor mais próximo do solicitado inicialmente. A Reliance-Disney, ao apresentar uma oferta de US$ 20 milhões, reflete a dinâmica de mercado e o poder de negociação do grupo indiano. A situação é vista como uma partida de xadrez, onde o tempo é curto e as jogadas restantes são decisivas. A pressão aumenta à medida que o torneio se aproxima e a infraestrutura de transmissão precisa ser estabelecida.

Desta forma, a atual situação das negociações de direitos de transmissão da Copa do Mundo revela a complexidade das relações comerciais no setor esportivo. O impasse pode resultar em uma significativa perda de audiência em dois dos maiores mercados do mundo. É fundamental que as partes envolvidas busquem um entendimento que beneficie não só a FIFA, mas também os torcedores que desejam acompanhar o evento.

A ausência de acordos concretos com a China e a Índia, países que representam uma parcela considerável de fãs de futebol, pode reduzir a visibilidade da Copa do Mundo. Isso é especialmente preocupante, considerando que a audiência global é um dos fatores que sustentam o valor dos direitos de transmissão.

Além disso, a diferença de valores entre a proposta da Reliance-Disney e a expectativa da FIFA aponta para uma discrepância significativa na avaliação do mercado. É essencial que a FIFA reconheça o potencial de audiência nos mercados asiáticos e ajuste suas estratégias de negociação de acordo.

Por fim, a popularidade do futebol na Índia e na China, embora crescente, ainda enfrenta desafios estruturais. A FIFA e as emissoras devem trabalhar em conjunto para criar condições que permitam que os torcedores dessas regiões possam desfrutar do torneio, garantindo assim um espetáculo verdadeiramente global.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.