Divisão nos Brics: Brasil, China e Rússia condenam ataques ao Irã, enquanto Índia e países árabes têm reações distintas
03 MAR

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Cotidiano
Leonardo Jorge Medeiros Por Leonardo Jorge Medeiros - Há 1 mês
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A recente escalada de conflitos no Irã, envolvendo ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel, gerou um descompasso significativo dentro do bloco dos Brics. Este grupo, que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia, apresenta uma divisão clara nas suas reações aos eventos atuais. Enquanto Brasil, China e Rússia se manifestaram contra as ações dos EUA e de Israel, Índia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomaram uma postura diferente, condenando os ataques do Irã em resposta.

No último sábado, dia 28 de fevereiro de 2026, os ataques aéreos contra o Irã resultaram não apenas na destruição de alvos militares, mas também na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de outros altos oficiais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou esses ataques afirmando que eles visavam neutralizar o que considera ameaças iminentes do regime iraniano, que estaria supostamente tentando reconstruir seu programa nuclear e desenvolver mísseis de longo alcance.

Em resposta, o governo iraniano disparou mísseis em direção a Israel e a bases militares norte-americanas localizadas em países do Golfo Pérsico, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. O conflito rapidamente se espalhou para outros países da região, como Síria e Líbano, onde o grupo Hezbollah também se envolveu com ataques contra Israel.

Desde o início desses conflitos, as reações diplomáticas dentro do bloco dos Brics têm refletido uma profunda divisão. O Brasil emitiu duas notas oficiais sobre a situação. Na primeira, o governo brasileiro expressou grave preocupação com os ataques de Israel e dos Estados Unidos, reiterando sua posição de que a única solução viável para a paz na região é através da negociação. Já na segunda nota, o Brasil condenou as retaliações do Irã, reafirmando a necessidade de respeitar o Direito Internacional e a soberania dos outros Estados.

O embaixador Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também condenou os ataques ao Irã, ressaltando que a morte de um líder em exercício é inaceitável. Em contraste, Rússia e China, que têm laços mais estreitos com o Irã, expressaram condenação contundente aos ataques dos EUA e de Israel. O presidente russo, Vladimir Putin, classificou as ações como uma violação das normas de moralidade e do direito internacional. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China também enfatizou que tais ataques representam uma grave violação da soberania do Irã.

A postura da Índia, sob a liderança do primeiro-ministro Narendra Modi, foi de não condenar os ataques aéreos, o que levanta questões sobre a coesão do bloco e a capacidade de ação coletiva diante de crises. Diplomatas indicam que, ao contrário de eventos anteriores, como os ataques de julho de 2025, quando os Brics conseguiram emitir uma declaração conjunta, atualmente não há expectativa de que uma posição unificada seja alcançada.

Essa crise no Irã não apenas destaca as divergências internas do grupo, mas também provoca uma reflexão sobre a eficácia da aliança entre países com interesses geopolíticos tão distintos. Especialistas apontam que a capacidade de resposta coletiva dos Brics está sendo testada, revelando as contradições que surgem com a expansão do bloco.

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Leonardo Jorge Medeiros

Sobre Leonardo Jorge Medeiros

Graduando em Engenharia Civil, analisa o impacto do desenvolvimento urbano no cotidiano dos moradores locais. Paixão por infraestrutura e pontes. Hobby principal inclui a escultura em argila e metal fundido.