Dólar encerra a semana em baixa e atinge menor cotação em mais de dois anos
10 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 2 horas
10882 4 minutos de leitura

O dólar à vista finalizou as operações desta sexta-feira, 10 de abril, com uma queda de 1,03%, sendo cotado a R$ 5,0115. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,005 na mínima e R$ 5,0640 na máxima. Este resultado marca o menor nível de fechamento desde 9 de abril de 2024, quando a moeda terminou o pregão a R$ 5,007.

Na quinta-feira, o câmbio já havia registrado um fechamento em R$ 5,062, uma queda de 0,78%, consolidando a tendência de queda observada ao longo da semana. No total, o dólar recuou 2,88% no acumulado semanal, apresentando seu pior desempenho desde agosto de 2024, quando caiu 3,86% em um período similar.

Esse movimento recente foi influenciado por uma combinação de fatores tanto no cenário externo quanto no interno. Internacionalmente, uma trégua temporária no conflito entre os Estados Unidos e o Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco global, apesar de ainda ser um ambiente instável.

As negociações entre os dois países devem continuar neste fim de semana, com encontros previstos em Islamabad, no Paquistão. Esse contexto de tensão geopolítica inclui declarações severas de ambas as partes, principalmente sobre o controle do Estreito de Ormuz e condições para um acordo mais abrangente.

De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a queda do dólar pelo terceiro dia consecutivo reflete esse alívio geopolítico e um fortalecimento do real. A expectativa de avanço nas conversas entre os EUA e o Irã diminuiu a procura por ativos de proteção no exterior.

Além disso, nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor (CPI) ficou em conformidade com as previsões, apresentando núcleos mais fracos, o que não alterou significativamente as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve, atualmente projetados apenas para 2027.

No Brasil, por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou as expectativas, o que reforçou a postura cautelosa do Banco Central. Isso elevou o diferencial de juros projetado e favoreceu a entrada de capital estrangeiro, especialmente em renda fixa.

O índice oficial da inflação brasileira subiu 0,88% em março, acima das estimativas de mercado, que previam um aumento de 0,77%. Esse ambiente propiciou a entrada de capital estrangeiro também na Bolsa de Valores, amplificando a força do real.

Por outro lado, os preços do petróleo também reagiram às expectativas relacionadas às negociações entre os EUA e Irã. Após um dia de grande volatilidade, os contratos futuros de petróleo encerraram em queda. O Brent para junho recuou 0,75%, a US$ 95,20 por barril, e o WTI para maio caiu 1,33%, a US$ 96,57 por barril.

Na semana, as perdas foram significativas: 12,68% para o Brent e 13,42% para o WTI, refletindo o impacto do anúncio de um cessar-fogo temporário, que reduziu os prêmios de risco no mercado de energia após semanas de tensão elevada.

Desta forma, a recente queda do dólar evidencia a interconexão dos mercados financeiros e a importância de fatores geopolíticos nas cotações das moedas. O alívio nas tensões entre EUA e Irã pode trazer um respiro, mas os riscos permanecem latentes.

A dinâmica da inflação no Brasil, com o IPCA superando as expectativas, ressalta a necessidade de acompanhamento contínuo das políticas monetárias e a atuação do Banco Central. Elementos cruciais para a manutenção do equilíbrio econômico.

A entrada de capital estrangeiro na renda fixa é um indicativo de confiança no mercado brasileiro. No entanto, é crucial que as autoridades mantenham um ambiente favorável para garantir a estabilidade econômica e a atração de novos investimentos.

Finalmente, a volatilidade dos preços do petróleo continuará a impactar as economias globais. A capacidade de lidar com essas flutuações será determinante para a saúde financeira do Brasil e de outros países dependentes de exportações de commodities.

Uma dica especial para você

Com a recente queda do dólar e a expectativa de uma economia mais favorável, é o momento ideal para investir em produtos que trazem praticidade e segurança para o seu dia a dia. Conheça o Clamper Energia 5 Tomadas Branco, a solução perfeita para organizar seus dispositivos eletrônicos com eficiência.

O Clamper Energia oferece cinco tomadas para que você possa conectar tudo que precisa em um só lugar, sem se preocupar com sobrecargas. Seu design moderno e funcional não só otimiza o espaço, mas também garante que seus aparelhos estejam sempre protegidos. Sinta a tranquilidade de ter energia de qualidade e segurança em casa ou no escritório!

Aproveite essa oportunidade única e transforme a forma como você utiliza seus eletrônicos. O Clamper Energia 5 Tomadas Branco está disponível, mas a demanda é alta. Não fique de fora dessa, adquira já o seu e eleve sua experiência com energia!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.