Dólar inicia sessão atento a declarações de Galípolo e dados dos Estados Unidos
11 FEV

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
4902 4 minutos de leitura

O dólar começou o dia desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, com os investidores focados nas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e nos indicadores econômicos dos Estados Unidos. Na véspera, a moeda americana teve uma leve alta de 0,16%, terminando o dia cotada a R$ 5,1962. Em contraste, o índice Ibovespa da bolsa brasileira registrou uma queda de 0,17%, fechando aos 185.929 pontos.

A presença de Galípolo em um evento do BTG Pactual hoje é um dos pontos altos do dia. Na segunda-feira, ele já havia comentado em um encontro da ABBC que as indicações de cortes nas taxas de juros a partir de março não devem ser vistas como um sinal de que o combate à inflação foi bem-sucedido.

Ontem, um dos destaques da economia foi a divulgação do IPCA de janeiro, que apresentou uma alta de 0,33% no mês e de 4,44% em 12 meses, um número ligeiramente acima do que o mercado esperava. Essa informação reforçou a percepção de cautela por parte do Banco Central e acabou pressionando o Ibovespa.

Nos Estados Unidos, a atenção dos investidores se volta para a divulgação do payroll, que foi adiado devido à paralisação parcial do governo. O relatório é aguardado com expectativa, pois prevê a criação de 70 mil novas vagas de trabalho em janeiro, um dado crucial para avaliar a força do mercado de trabalho americano.

Além disso, será divulgada a taxa de desemprego, que, segundo as projeções, deve subir para 4,4%. Esses números chegam em um momento em que o mercado está muito atento às condições econômicas e podem influenciar os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos.

Em termos de desempenho acumulado, o dólar apresenta uma alta de 1,50% na semana, 2,38% no mês e 15,24% no ano. Por sua vez, o Ibovespa teve uma valorização de 1,63% na semana, 2,52% no mês e 15,39% em 2026.

No cenário internacional, os principais índices de Wall Street apresentaram resultados mistos, com o Dow Jones subindo 0,10% e alcançando seu terceiro recorde consecutivo. Contudo, o S&P 500 e o Nasdaq apresentaram quedas de 0,36% e 0,59%, respectivamente, após a divulgação de dados que mostraram uma desaceleração nas vendas do varejo.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou praticamente estável, com uma leve queda de 0,07%. Os principais índices europeus também apresentaram resultados mistos, com o FTSE 100 em Londres subindo 0,31%, enquanto o DAX de Frankfurt caiu 0,11%. O Ibex-35 de Madri também teve um desempenho negativo, recuando 0,40%.

Na Ásia, as bolsas da China tiveram uma leve alta, impulsionadas por ações de empresas de comunicação e mídia. O bom desempenho foi principalmente atribuído ao entusiasmo em torno de uma nova tecnologia de inteligência artificial da ByteDance, dona do TikTok. No entanto, o setor imobiliário ainda enfrenta dificuldades, resultando em perdas para as ações desse segmento.

Enquanto isso, o Nikkei do Japão subiu 2,3%, e o Taiex de Taiwan avançou 2,06%. As bolsas de Hong Kong e da Coreia do Sul também se recuperaram, com o Hang Seng ganhando 0,58% e o Kospi em leve alta de 0,07%. O dia foi, no geral, positivo para a maioria das bolsas asiáticas, com exceção de Singapura e Austrália, que encerraram em leve queda.

Esse movimento nos mercados financeiros é amplamente influenciado pela expectativa de melhorias nas relações entre Estados Unidos e China, o que tem ajudado a diminuir a tensão entre os investidores.

Desta forma, a atenção dos investidores ao cenário econômico externo e às declarações de autoridades financeiras nacionais é fundamental para entender o comportamento do mercado. O papel do Banco Central, especialmente em momentos de incerteza, é crucial para garantir a estabilidade da moeda e do sistema financeiro.

Além disso, o impacto das políticas monetárias dos Estados Unidos reflete diretamente na economia brasileira, visto que a cotação do dólar influencia diversos setores. Portanto, é essencial que os investidores acompanhem de perto tanto os indicadores locais quanto os internacionais para uma tomada de decisão mais consciente.

A situação atual exige cautela, principalmente considerando as recentes altas nas taxas de juros e os desafios que a inflação ainda representa para a economia. A comunicação clara e objetiva do Banco Central pode ajudar a acalmar os ânimos e a orientar melhor o mercado.

Assim, a análise crítica dos dados econômicos e das declarações dos líderes financeiros é vital para a compreensão das movimentações do mercado. Nesse sentido, os próximos dias serão decisivos para o entendimento das tendências futuras, especialmente em relação ao emprego e à inflação.

Em resumo, a interação entre os dados econômicos e as políticas monetárias deve ser acompanhada com atenção, pois pode influenciar diretamente o poder de compra da população e a saúde financeira do país.

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.