Uso de enxaguante bucal pode afetar a saúde do coração, alertam estudos
16 ABR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 27 dias
4346 4 minutos de leitura

Recentemente, surgiram vídeos nas redes sociais levantando a hipótese de que o uso de enxaguantes bucais poderia estar relacionado ao aumento da pressão arterial e, consequentemente, prejudicar a saúde do coração. A explicação apresentada nessas publicações sugere que esses produtos eliminariam bactérias benéficas da boca, que desempenham um papel crucial no sistema cardiovascular. No entanto, a relação entre o uso de enxaguantes e a saúde do coração é mais complexa do que parece.

Pesquisas indicam que a preocupação não se refere ao uso ocasional de enxaguantes bucais comuns, mas sim ao uso frequente e prolongado de fórmulas altamente antissépticas, especialmente aquelas que contêm clorexidina. Esta substância é frequentemente recomendada por dentistas para tratar condições específicas, mas seu uso indiscriminado pode ter efeitos adversos.

A boca abriga um microbioma diversificado, formado por várias bactérias que ajudam a combater microrganismos prejudiciais e contribuem para funções metabólicas essenciais. Uma das funções importantes dessas bactérias é a conversão do nitrato encontrado em alimentos, especialmente em vegetais de folhas verdes, em nitrito. Após ser consumido, esse nitrito é transformado pelo organismo em óxido nítrico, uma molécula fundamental para a dilatação dos vasos sanguíneos e regulação da pressão arterial.

Esse mecanismo chamou a atenção de pesquisadores liderados por Nathan Bryan, PhD, da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos. Em um estudo com 26 adultos saudáveis, a equipe constatou que o uso de enxaguante com clorexidina duas vezes ao dia durante uma semana alterou a microbiota oral. Isso resultou na redução da atividade das bactérias que produzem óxido nítrico e esteve associado ao aumento da pressão sistólica.

Estudos mais recentes reforçam essas conclusões. Um experimento publicado no Journal of Oral Microbiology comparou a clorexidina a um enxaguante à base de própolis em 45 voluntários saudáveis. Os pesquisadores descobriram que a clorexidina prejudicou significativamente a atividade das bactérias responsáveis pela produção de nitrito, enquanto a própolis teve um impacto bem menor, sem demonstrar os mesmos efeitos adversos.

A maioria das pesquisas focadas na relação entre pressão arterial e enxaguantes bucais foi realizada utilizando a clorexidina, um antisséptico potente que deve ser prescrito por períodos curtos, em casos de gengivite, pós-operatório odontológico ou infecções. Por sua intensa ação antimicrobiana, a clorexidina reduz as bactérias que convertem nitrato em nitrito. Portanto, os resultados obtidos em estudos não devem ser automaticamente aplicados a enxaguantes suaves de uso diário, como aqueles que contêm flúor e são vendidos livremente em farmácias.

Em outras palavras, não existem evidências robustas que associem os enxaguantes comuns utilizados na rotina diária ao mesmo impacto cardiovascular observado nos estudos realizados com a clorexidina. Embora o álcool presente em algumas formulações possa interferir no microbioma oral, faltam pesquisas que avaliem diretamente sua relação com a saúde cardiovascular até o momento.

Desta forma, é importante que a população esteja atenta às informações que circulam nas redes sociais sobre saúde. A conscientização em relação ao uso de produtos de higiene bucal deve ser baseada em evidências científicas, e não em boatos ou interpretações superficiais.

O uso de enxaguantes bucais pode ser benéfico quando orientado por profissionais de saúde, mas a escolha do produto certo é essencial. A automedicação e o uso indiscriminado de fórmulas antissépticas podem trazer riscos desnecessários à saúde cardiovascular.

Assim, a discussão sobre a segurança dos enxaguantes bucais deve ser ampliada, com mais pesquisas que abordem os diferentes componentes dessas fórmulas e seus impactos a longo prazo. A saúde bucal é uma parte vital do bem-estar geral e deve ser tratada com seriedade.

Por fim, é fundamental que os consumidores consultem dentistas e especialistas antes de adotar novos produtos em suas rotinas de cuidado pessoal. O conhecimento é a melhor ferramenta para garantir a saúde e evitar complicações no futuro.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.